Quem já teve pet que ficou doente sabe bem a tristeza que é ter que sair para o trabalho e deixar o seu bichinho todo amuado em casa. Recentemente, a Itália se tornou o primeiro país do mundo a criar licenças pagas para que trabalhadores possam cuidar dos seus animais de estimação doentes. Como aponta o Notícias Ambientales, a criação dessa licença reflete o avanço em legislações a favor do bem-estar animal em todo o mundo.
O antecedente da licença vem de um caso que aconteceu há quase uma década. Em 2017, uma professora da Universidade de Roma conseguiu na Justiça o direito de receber uma licença remunerada pelos dias em que se ausentou para cuidar do seu pet doente. De acordo com matéria da VEJA da época, o caso contou com o apoio da italiana Liga Anti-Vivissecção (LAV), um dos maiores grupos em prol dos direitos animais de toda a Europa.
Todo o processo foi baseado em uma lei italiana que estabelece multa de até 10 mil euros e um ano de cadeia para quem abandona animais em “condição de sofrimento”. “Trata-se de um passo significativo para reconhecer que animais que não criados por motivos de ganho financeiro ou de trabalho são membros efetivos da família”, declarou Gianluca Felicetti, presidente da LAV, ao The Telegraph na época.
Como funciona a licença para cuidar de pets doentes na Itália
Segundo o Notícias Ambientales, a legislação estabelece que o trabalhador pode solicitar até três dias de licença remunerada por ano. O pet precisa estar registrado com microchip, para que possa ser identificado, além de ser requerido um certificado veterinário digital para comprovar a necessidade de ficar em casa.




