Após seis anos de interrupção, o serviço ferroviário de passageiros entre Pequim, na China, e Pyongyang, capital da Coreia do Norte, voltou a operar. A primeira viagem da rota foi programada para partir da capital chinesa nesta quinta-feira (12), marcando a retomada de uma conexão histórica entre os dois países.
O trem, identificado como K27, realiza um trajeto de cerca de 800 quilômetros e leva aproximadamente 24 horas e 41 minutos para chegar ao destino final. Durante a viagem, há uma parada na cidade fronteiriça chinesa de Dandong, antes da entrada no território norte-coreano.
A linha ferroviária foi inaugurada em 1954 e, por décadas, funcionou como uma das principais conexões terrestres entre China e Coreia do Norte. O serviço foi suspenso em 2020, durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19, quando o regime norte-coreano fechou completamente suas fronteiras.
Com a retomada do serviço, o trem deve operar quatro vezes por semana, às segundas, quartas, quintas e sábados, segundo informações da autoridade ferroviária chinesa.

Acesso extremamente restrito
Apesar da reativação da rota, o acesso continua bastante limitado. Atualmente, turistas estrangeiros não podem utilizar o serviço, que está disponível apenas para cidadãos chineses que comprovem estar estudando ou trabalhando na Coreia do Norte.
Cidadãos norte-coreanos que tenham autorização oficial para sair do país — geralmente por motivos de estudo, trabalho ou visitas familiares — também podem adquirir passagens por meio de agências locais em Pyongyang.
País é considerado um dos mais fechados do mundo
A Coreia do Norte permanece sob forte controle estatal desde o fim da Segunda Guerra Mundial, governada pela dinastia Kim. O regime autoritário e o isolamento político fizeram com que diversos países mantivessem alertas de viagem severos, classificando o destino como de alto risco.
Após a pandemia, o país ficou ainda mais isolado e apenas recentemente iniciou uma reabertura gradual, principalmente para visitantes da Rússia e da própria China.
Turistas ocidentais sempre tiveram acesso extremamente limitado ao território norte-coreano, geralmente por meio de tours guiados rigorosamente controlados. Além disso, cidadãos dos Estados Unidos estão proibidos de entrar no país utilizando passaporte americano desde 2016, após a morte do estudante Otto Warmbier, que havia sido preso pelo regime.




