A escalada das tensões no Oriente Médio voltou a impactar diretamente o preço dos combustíveis no mundo. Após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o valor do petróleo disparou nesta quinta-feira (2), trazendo um alerta para novos aumentos nos postos.
Logo nas primeiras horas do dia, o barril do petróleo tipo Brent registrou alta próxima de 8%, sendo negociado acima de US$ 109.
A valorização ocorreu após Trump afirmar, em pronunciamento oficial, que pretende manter ataques contra o Irã nas próximas semanas. Segundo ele, o país não teria aceitado firmar um novo acordo nuclear.
A fala aumentou o temor de uma escalada prolongada no conflito, o que pode comprometer o fornecimento global de energia, especialmente após a interrupção parcial do fluxo no estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.
Mercado reage com forte volatilidade
O movimento de alta ocorre logo após uma queda expressiva registrada no dia anterior, quando o preço do barril recuou mais de 14% diante da expectativa de um possível cessar-fogo.
Com a nova sinalização de continuidade do conflito, investidores voltaram a pressionar os preços, refletindo o risco de escassez de oferta no mercado internacional.
Além do petróleo, bolsas asiáticas também registraram queda, evidenciando o impacto global da crise energética.
Impacto direto no bolso do consumidor
O petróleo é a principal matéria-prima para combustíveis como gasolina e diesel. Por isso, a alta no mercado internacional tende a ser repassada ao consumidor final após algumas semanas.
Especialistas apontam que, a cada aumento de US$ 10 no barril, os preços nas bombas costumam subir de forma proporcional, elevando o custo para motoristas e pressionando a inflação.
Com o cenário ainda instável e sem previsão clara de solução para o conflito, a tendência é de manutenção da volatilidade — e novos reajustes no preço dos combustíveis nas próximas semanas.




