Considerando a estreita ligação de Donald Trump com a defesa de pautas conservadores, é muito curioso ver o presidente dos Estados Unidos tomando uma decisão mais alinhada aos progressistas. No final do ano passado, o republicano assinou uma ordem recomendando afrouxar as regras federais sobre a maconha.
Atualmente, a maconha é classificada pelo governo dos Estados Unidos no mesmo grupo que heroína e ecstasy, com as três sendo consideradas drogas de alto potencial de abuso e sem uso médico aceito. O texto assinado por Trump orienta a procuradora-geral, Pam Bondi, a colocar a maconha em uma categoria considerada menos perigosa, ao lado de analgésicos comuns. Essa reclassificação não mudaria o fato de que a cannabis continua sendo ilegal em nível federal no país.*
*Ainda que a droga seja legalizada, seja para usos médicos ou recreativos, em 40 estados do país, de acordo com matéria de janeiro deste ano da Forbes Brasil.
Por que Trump assinou ordem para “afrouxar” classificação da droga?
Autoridades dos EUA afirmam que o objetivo da ordem assinada por Trump seria ampliar pesquisas médicas sobre a droga e seus derivados, avaliando não apenas os riscos, mas também seus possíveis usos terapêuticos. Além de ampliar os recursos para pesquisa, a reclassificação da maconha também teria grandes impactos sobre a indústria do setor, além de reduzir punições criminais e facilitar o acesso de empresas a bancos e investidores.
Vale destacar que, apesar da recomendação de Trump, a decisão final da classificação da droga é a Agência de Fiscalização de Drogas (DEA), que ainda precisa revisar a classificação da maconha na lista de substâncias controladas.




