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Veja a fortuna que brasileiros estão recebendo para se alistarem no Exército Ucraniano

Por Pedro Silvini
27/01/2026
Em Geral
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soldados ucrânia

(Reprodução/Shutterstock)

O governo da Ucrânia passou a mirar o Brasil como novo alvo de sua campanha internacional de recrutamento militar. Em abril de 2025, autoridades de Kiev ampliaram a divulgação de ofertas para atrair brasileiros dispostos a lutar no conflito contra a Rússia, prometendo salários mensais de até R$ 25 mil, além de benefícios como treinamento, apoio logístico e seguro de vida milionário.

Vídeos de oficiais ucranianos, mercenários experientes e voluntários civis passaram a circular intensamente nas redes sociais e em aplicativos de mensagens como WhatsApp, Telegram e X. Para facilitar o alistamento, a Ucrânia traduziu para o português a página oficial de recrutamento de estrangeiros e passou a contar com intermediários brasileiros no processo.

A principal aposta do governo ucraniano para atrair combatentes estrangeiros é o aspecto financeiro. Nos materiais de divulgação, os rendimentos oferecidos são apresentados como muito superiores à média salarial brasileira, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade econômica.

Além do salário, os recrutas recebem a promessa de um seguro de vida de até US$ 350 mil (cerca de R$ 1,7 milhão), valor que seria pago à família em caso de morte em combate. Embora não seja exigida experiência militar formal, a Ucrânia destaca que ex-militares, integrantes de forças de segurança ou pessoas com histórico em conflitos armados têm vantagem no processo seletivo.

Guerra na Ucrânia (Reprodução/Oleg Petrasiuk via AP)

Crise de efetivo força busca por estrangeiros

A intensificação do recrutamento internacional ocorre em um momento crítico para o Exército ucraniano. Desde o início da invasão russa, em 2022, estima-se que cerca de 100 mil soldados tenham desertado, mais da metade apenas no último ano, especialmente na região estratégica de Donbass.

Embora Kiev evite divulgar números oficiais de mortos, analistas apontam que dezenas de milhares de combatentes perderam a vida no conflito. Atualmente, a Ucrânia afirma manter cerca de 800 mil soldados ativos, mas enfrenta dificuldades para repor as perdas.

Para tentar conter a escassez de efetivo, o governo reduziu a idade mínima do alistamento obrigatório de 27 para 25 anos e endureceu os controles nas fronteiras, impedindo a saída de homens em idade militar do país.

O esforço de guerra da Ucrânia também se reflete nos números. O país aprovou em 2025 um orçamento militar recorde, que ultrapassa 30% do PIB nacional. Ainda assim, o peso financeiro do conflito recai de forma desproporcional sobre a população ucraniana, cujo salário médio anual gira em torno de € 3.500.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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