Uma imagem registrada pelo astronauta da NASA Don Pettit chamou atenção nas redes sociais ao mostrar um objeto de aparência incomum dentro da Estação Espacial Internacional (ISS). O que muitos usuários compararam a um “ovo alienígena” ou criatura de ficção científica era, na verdade, uma batata roxa cultivada em microgravidade.
A foto foi compartilhada por Pettit em março de 2026 e rapidamente viralizou, gerando comentários curiosos e até bem-humorados sobre uma possível “invasão extraterrestre”. Conhecido por suas habilidades como fotógrafo espacial, o astronauta acumula quase 600 dias em órbita ao longo de quatro missões e já registrou fenômenos como cometas e auroras vistas do espaço.
Apesar da aparência inusitada, o experimento tem base científica. A batata, apelidada de “Spudnik-1” — em referência ao satélite Sputnik — foi cultivada durante a Expedição 72 da ISS, realizada entre setembro de 2024 e abril de 2025.
Para viabilizar o cultivo em ambiente de microgravidade, Pettit improvisou um pequeno terrário com iluminação artificial. As estruturas que pareciam “tentáculos” na imagem eram, na verdade, tiras de velcro utilizadas para manter o alimento fixo e evitar que flutuasse pela cabine.
O experimento foi inspirado no livro e filme Perdido em Marte, no qual um astronauta precisa plantar alimentos para sobreviver no planeta vermelho.
Cultivo no espaço é essencial para o futuro das missões
O cultivo de alimentos fora da Terra é considerado uma das áreas mais estratégicas da exploração espacial. Agências como a NASA e programas internacionais estudam formas de produzir comida em missões de longa duração, incluindo futuras bases na Lua e em Marte.
Além de fornecer nutrientes, alimentos frescos também desempenham papel importante no bem-estar psicológico dos astronautas durante longos períodos em órbita.
Segundo Pettit, a escolha da batata não foi por acaso. O alimento é altamente eficiente em termos de produção e valor nutricional, o que o torna um candidato promissor para sistemas de suporte à vida em ambientes extremos.
A experiência com a batata roxa representa mais um passo no desenvolvimento de tecnologias que podem permitir, no futuro, a sobrevivência humana fora do planeta Terra.




