Aposentados e pensionistas do INSS que recebem acima do salário mínimo terão reajuste de 3,90% em 2026, com base no INPC acumulado de 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE. Embora a correção preserve o poder de compra dos benefícios, o impacto do Imposto de Renda (IR) pode reduzir o valor líquido mensal para quem ultrapassa o limite de isenção. Simulações indicam que milhões de segurados sentirão a diferença no bolso já nos primeiros pagamentos do ano.
Para quem recebe acima do piso nacional, fixado em R$ 1.621, os novos valores começam a ser pagos a partir de 2 de fevereiro de 2026, conforme o número final do benefício. Já os segurados que recebem um salário mínimo terão depósitos a partir de 26 de janeiro.
O reajuste de 3,9% é aplicado diretamente sobre o valor bruto do benefício recebido em 2025. Com isso, o teto do INSS passa a ser de R$ 8.475,55 em 2026.
Quem paga Imposto de Renda em 2026
Sobre o valor bruto da aposentadoria incide Imposto de Renda sempre que o rendimento mensal ultrapassa o limite de isenção definido pelo governo federal. Pelas regras anunciadas:
- Até R$ 5.000 mensais: isenção total de IR
- De R$ 5.000,01 a R$ 7.350: tributação reduzida
- Acima de R$ 7.350: aplicação integral da tabela progressiva do Imposto de Renda
Aposentados e pensionistas com 65 anos ou mais contam com uma faixa adicional de isenção, o que diminui o imposto devido ou, em alguns casos, elimina completamente a cobrança.
Segundo estimativas oficiais, cerca de 3,4 milhões de beneficiários deixarão de pagar IR ou terão desconto menor. No total, aproximadamente 15 milhões de brasileiros serão alcançados pelas mudanças.
Na prática, um beneficiário que recebia R$ 2.000 em 2025 passa a receber R$ 2.078 em 2026. Caso esse valor ultrapasse o limite de isenção mensal, haverá desconto de IR direto na folha de pagamento.
Calendário de pagamento para quem recebe acima do mínimo
- Final 1 e 6: 2 de fevereiro
- Final 2 e 7: 3 de fevereiro
- Final 3 e 8: 4 de fevereiro
- Final 4 e 9: 5 de fevereiro
- Final 5 e 0: 6 de fevereiro




