Com a atualização do salário mínimo e dos benefícios previdenciários, a tabela de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também foi reajustada para 2026. As novas alíquotas já passam a valer na folha de pagamento de janeiro, paga em fevereiro, e impactam trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos e contribuintes avulsos.
O modelo segue o sistema progressivo, semelhante ao do Imposto de Renda: as alíquotas variam entre 7,5% e 14%, aplicadas de forma escalonada sobre cada faixa salarial — e não sobre o valor total do salário.
A tabela do INSS para 2026 está dividida em quatro faixas salariais:
- Até R$ 1.412,00 — 7,5%
- De R$ 1.412,01 até R$ 2.666,68 — 9%
- De R$ 2.666,69 até R$ 4.000,03 — 12%
- De R$ 4.000,04 até o teto previdenciário — 14%
O teto da Previdência em 2026 está fixado em R$ 8.475,55. Isso significa que, mesmo que o trabalhador receba acima desse valor, a contribuição será limitada ao teto.
No caso de contribuintes individuais ou autônomos, o percentual máximo também é de 14% sobre o teto. Ou seja, ainda que a renda seja superior a R$ 8 mil, o cálculo considera como base apenas os R$ 8.475,55.
Como funciona o cálculo progressivo
Desde a Reforma da Previdência, o desconto do INSS não é mais aplicado com uma única alíquota sobre o salário total. O cálculo é feito por faixas.
Funciona assim:
- Aplica-se 7,5% sobre a primeira faixa;
- 9% sobre a segunda;
- 12% sobre a terceira;
- 14% sobre a quarta, até o limite do teto.
A soma dos valores apurados em cada faixa resulta no desconto final que aparece no holerite.
Por exemplo, se o salário ultrapassar mais de uma faixa, cada parte será tributada com o percentual correspondente. Esse modelo reduz distorções e torna a contribuição mais proporcional à renda.
Impacto para trabalhadores e empresas
Para quem manteve o mesmo salário de 2025, o valor descontado pode sofrer pequena variação até que haja novo reajuste salarial. A atualização anual das faixas acompanha o salário mínimo e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), conforme portaria publicada pelo governo federal.
A tabela não afeta apenas quem ganha salário mínimo. Atualmente, mais de 12 milhões de benefícios pagos pelo INSS têm valor acima do piso nacional, demonstrando o alcance da medida.
Para empresas, a correta aplicação das novas faixas é fundamental. Erros na folha de pagamento podem gerar autuações, multas trabalhistas e problemas em auditorias. Por isso, especialistas recomendam atenção redobrada na parametrização dos sistemas de RH.




