No universo da moda de luxo, onde exclusividade e extravagância caminham juntas, algumas peças ultrapassam o status de vestuário e se transformam em verdadeiras obras de arte. É o caso do Rouxinol de Kuala Lumpur (The Nightingale of Kuala Lumpur), considerado o vestido mais caro do mundo, avaliado em cerca de 30 milhões de dólares — valor suficiente para comprar uma mansão de alto padrão e ainda investir em outra.
Criado em 2009 pelo estilista malaio Faiyzali Abdullah, da grife Jendela, o vestido foi apresentado durante o STYLO Fashion Grand Prix Kuala Lumpur e rapidamente entrou para a história da moda. Confeccionada em seda, tafetá, cetim e chiffon, a peça chama atenção não apenas pela elegância, mas sobretudo pelo luxo extremo.
O grande destaque está no bordado: são mais de 750 diamantes, totalizando mais de 1.000 quilates, além de 751 cristais Swarovski. No centro do corpete, um diamante belga em formato de pêra, com 70 quilates, assinado pela joalheria Mouawad, concentra boa parte do valor astronômico da criação.
Inspirado no poema “The Rose and the Nightingale”, do poeta persa Hafiz, o vestido foi desfilado pela atriz Kavita Sidhu, enquanto os versos eram recitados, reforçando a proposta de unir moda, arte e literatura em uma única experiência sensorial.

Peça de Hollywood também figura no ranking
Apesar de o Rouxinol de Kuala Lumpur liderar o ranking financeiro, outro vestido lendário também figura entre os mais caros do mundo: a peça usada por Marilyn Monroe em 1962, durante um jantar de gala que comemorava os 45 anos do então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy.

Criado pelo estilista Bob Mackie, o vestido ficou eternizado no momento em que Monroe cantou “Happy Birthday, Mr. President”, tornando-se um dos episódios mais emblemáticos da cultura pop do século 20.
Em 1999, a peça foi leiloada por US$ 1,26 milhão. Já em 2016, alcançou o valor recorde de US$ 4,8 milhões (cerca de R$ 13 milhões). Em 2022, o vestido voltou aos holofotes ao ser usado por Kim Kardashian no tapete vermelho do Met Gala, gerando críticas e debates após a empresária ser acusada de danificar o traje histórico.




