A mpox voltou ao radar da saúde pública em 2026. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil já registrou cerca de 90 casos confirmados da infecção neste ano, além de 171 notificações suspeitas em investigação. Diante do avanço dos registros, cresce a preocupação: afinal, a mpox pode levar à morte?
Embora a maioria dos casos apresente evolução leve e autolimitada, especialistas alertam que alguns grupos específicos correm maior risco de complicações graves, com possibilidade de desfechos mais severos.Segundo autoridades sanitárias, os principais grupos vulneráveis são:
- Pessoas imunocomprometidas (como pacientes com HIV não controlado ou em tratamento imunossupressor);
- Gestantes;
- Crianças.
Nesses públicos, a doença pode evoluir de forma mais intensa, com maior risco de infecções secundárias, complicações sistêmicas e necessidade de internação.
O que é a mpox
A mpox é considerada uma zoonose silvestre, de acordo com o Instituto Butantan. Isso significa que é causada por um vírus que circula principalmente entre animais, especialmente primatas, mas que pode infectar humanos.

Anteriormente chamada de “varíola dos macacos”, a doença teve sua nomenclatura alterada após a Organização Mundial da Saúde (OMS) avaliar que o nome antigo poderia gerar estigmatização.
Sintomas e transmissão
Os sintomas iniciais incluem:
- Febre
- Dor de cabeça
- Dores musculares e nas costas
- Calafrios
- Cansaço intenso
Também são comuns lesões na pele, semelhantes às da catapora, que geralmente surgem no rosto e depois se espalham pelo corpo, inclusive na região genital.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com pessoa infectada, especialmente durante:
- Relações sexuais
- Abraços, beijos e contato pele a pele
- Contato com secreções ou objetos contaminados
Vacinação no Brasil
O Brasil adquiriu vacinas contra a mpox para públicos prioritários, incluindo:
- Pessoas que vivem com HIV
- Profissionais de laboratório que manipulam o vírus
- Pessoas que tiveram contato direto com casos confirmados ou suspeitos, conforme avaliação de risco
O esquema prevê duas doses, com intervalo de quatro semanas.
A taxa de letalidade da mpox é considerada baixa na população em geral. No entanto, em pessoas mais vulneráveis, o risco de agravamento é maior, o que reforça a importância do diagnóstico precoce, isolamento adequado e acompanhamento médico.




