Nesta segunda-feira (9), Bangladesh, país vizinho da Índia, confirmou a primeira morte de uma paciente infectada pelo vírus Nipah no norte do país. O vírus vem causando preocupação entre autoridades da saúde depois de pelo menos dois casos serem confirmados na Índia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 35 pessoas que tiveram contato próximo com a paciente foram testadas e derem negativo para o vírus.
Segundo o jornal britânico Daily Mail, a paciente que faleceu tinha entre 40 e 50 anos, e apresentou os primeiros sintomas, como febre e dores de cabeça, no dia 21 de janeiro. O quadro evoluiu para confusão mental, convulsões e hipersalivação. A paciente foi internada no dia 27 de janeiro e faleceu no dia seguinte.
De acordo com as autoridades, a paciente não tinha viajado para a Índia, mas tinha consumido mais de uma vez seiva de tâmara crua, uma prática muito associada à transmissão do vírus Nipah. A principal forma de transmissão da doença é através do consumo de frutas e líquidos contaminados pela saliva ou fezes de morcegos do gênero Pteropus, que é o principal reservatório do vírus.
No início de janeiro, foram detectados pelo menos dois casos no estado indiano de Bengala Ocidental, fazendo mais de cem pessoas serem colocadas em quarentena. Países da região começaram a adotar medidas de fiscalização semelhantes às da época da pandemia de Covid-19 em seus aeroportos.
Vírus Nipah pode chegar ao Brasil?
Em nota, o nosso Ministério da Saúde tranquilizou a população sobre os riscos do vírus chegar ao Brasil. Um dos motivos para isso é que os morcegos Pteropus que são o reservatório natural do vírus não existem por aqui. “Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais”, afirma o comunicado da pasta.




