{"id":10693,"date":"2025-06-24T14:48:26","date_gmt":"2025-06-24T17:48:26","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=10693"},"modified":"2025-06-24T14:48:28","modified_gmt":"2025-06-24T17:48:28","slug":"lenda-antiga-do-egito-pode-revelar-a-cura-do-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/lenda-antiga-do-egito-pode-revelar-a-cura-do-cancer\/","title":{"rendered":"Lenda antiga do Egito pode revelar a cura do c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma antiga lenda do Egito pode estar prestes a transformar a ci\u00eancia moderna. O temido &#8220;fungo da maldi\u00e7\u00e3o&#8221;, que por d\u00e9cadas esteve associado \u00e0s mortes misteriosas de arque\u00f3logos que abriram a tumba do fara\u00f3 Tutanc\u00e2mon, agora surge como aliado no combate a um dos tipos mais agressivos de c\u00e2ncer: a leucemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo artigo publicado nesta segunda-feira (23) na prestigiada revista <em>Nature Chemical Biology<\/em>, o fungo <strong>Aspergillus flavus<\/strong>, encontrado em ambientes escuros e \u00famidos \u2014 como t\u00famulos selados por mil\u00eanios \u2014, pode originar compostos qu\u00edmicos com potencial para destruir c\u00e9lulas cancer\u00edgenas. O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade da Pensilv\u00e2nia, nos Estados Unidos, revela que subst\u00e2ncias produzidas pelo A. flavus mostraram resultados compar\u00e1veis aos de medicamentos j\u00e1 aprovados para o tratamento da leucemia, tipo de c\u00e2ncer que afeta o sangue e a medula \u00f3ssea.<\/p>\n\n\n\n<p>A chamada \u201cmaldi\u00e7\u00e3o do fara\u00f3\u201d come\u00e7ou a ganhar fama ap\u00f3s a abertura da tumba de Tutanc\u00e2mon em 1922. Nos anos seguintes, diversos membros da expedi\u00e7\u00e3o, incluindo o patrocinador Lord Carnarvon, morreram subitamente, alimentando rumores sobre for\u00e7as sobrenaturais em a\u00e7\u00e3o. D\u00e9cadas depois, cientistas levantaram uma hip\u00f3tese alternativa: a presen\u00e7a de esporos f\u00fangicos altamente t\u00f3xicos, inalados durante a escava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores descobriram que o A. flavus produz uma classe especial de compostos chamados <strong>RiPPs<\/strong> (pept\u00eddeos sintetizados ribossomalmente e modificados p\u00f3s-traducionalmente), com estrutura bioqu\u00edmica capaz de interferir no crescimento das c\u00e9lulas do c\u00e2ncer. Segundo os autores, modificar essas mol\u00e9culas para aumentar sua efic\u00e1cia se mostrou um desafio, mas os testes iniciais em culturas de c\u00e9lulas leuc\u00eamicas foram promissores.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe analisou diferentes cepas de Aspergillus e encontrou no A. flavus a maior concentra\u00e7\u00e3o desses compostos, que, apesar de sua toxicidade natural, podem ser manipulados em laborat\u00f3rio para se tornarem agentes terap\u00eauticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse achado tamb\u00e9m reabre o debate sobre as mortes ocorridas em outras escava\u00e7\u00f5es, como no caso da tumba do rei Casimiro IV, na Pol\u00f4nia, onde dez dos doze cientistas envolvidos morreram semanas ap\u00f3s a abertura do sarc\u00f3fago. Hoje, sabe-se que fungos como o A. flavus podem permanecer dormentes por s\u00e9culos e se tornar letais quando inalados por pessoas com imunidade fragilizada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma antiga lenda do Egito pode estar prestes a transformar a ci\u00eancia moderna. O temido &#8220;fungo da maldi\u00e7\u00e3o&#8221;, que por d\u00e9cadas esteve associado \u00e0s mortes misteriosas de arque\u00f3logos que abriram a tumba do fara\u00f3 Tutanc\u00e2mon, agora surge como aliado no combate a um dos tipos mais agressivos de c\u00e2ncer: a leucemia. 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