{"id":10758,"date":"2025-06-28T09:40:00","date_gmt":"2025-06-28T12:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=10758"},"modified":"2025-06-25T07:28:32","modified_gmt":"2025-06-25T10:28:32","slug":"conheca-a-cidade-em-que-e-proibido-morrer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/conheca-a-cidade-em-que-e-proibido-morrer\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a cidade em que \u00e9 PROIBIDO morrer"},"content":{"rendered":"\n<p>Imagine viver em um lugar onde o sol desaparece por at\u00e9 quatro meses seguidos, ursos polares rondam os arredores e o frio pode chegar a \u221246 \u00b0C. Agora, imagine tamb\u00e9m que, nesse lugar, voc\u00ea n\u00e3o pode morrer \u2014 ou pelo menos, n\u00e3o deveria. Esse lugar existe e se chama Longyearbyen, a cidade mais ao norte do planeta, localizada no arquip\u00e9lago noruegu\u00eas de Svalbard, no C\u00edrculo Polar \u00c1rtico.<\/p>\n\n\n\n<p>Longyearbyen tem cerca de 2.100 habitantes e \u00e9 conhecida por suas condi\u00e7\u00f5es extremas de clima, isolamento e pela lei incomum que desencoraja mortes dentro dos limites da cidade. E n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 apenas uma curiosidade ex\u00f3tica \u2014 essa proibi\u00e7\u00e3o tem fundamentos cient\u00edficos, ambientais e hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que \u00e9 proibido morrer em Longyearbyen?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que o senso comum pode sugerir, n\u00e3o existe uma proibi\u00e7\u00e3o punitiva sobre o ato de morrer. O que acontece \u00e9 que, por raz\u00f5es sanit\u00e1rias e ambientais, o munic\u00edpio desencoraja fortemente que pessoas em estado terminal permane\u00e7am ali.<\/p>\n\n\n\n<p>A explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 no permafrost, o solo permanentemente congelado da regi\u00e3o. Ele torna o sepultamento convencional invi\u00e1vel, pois \u00e9 quase imposs\u00edvel cavar t\u00famulos profundos. E mesmo que fosse poss\u00edvel, os corpos n\u00e3o se decomp\u00f5em \u2014 permanecem praticamente intactos por d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso mais emblem\u00e1tico ocorreu na d\u00e9cada de 1950, quando cientistas exumaram v\u00edtimas da gripe espanhola de 1918. Para espanto geral, os corpos estavam preservados, e ainda havia v\u00edrus ativos nas amostras. Isso levantou um alerta global sobre os riscos de reinfec\u00e7\u00e3o por doen\u00e7as do passado, preservadas no gelo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que acontece se algu\u00e9m estiver morrendo?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Se um morador de Longyearbyen adoecer gravemente ou for diagnosticado com uma doen\u00e7a terminal, ele \u00e9 orientado a deixar a cidade o quanto antes e buscar tratamento em outras regi\u00f5es da Noruega. O mesmo vale para idosos que se aproximam do fim da vida: h\u00e1 um consenso pr\u00e1tico e cultural de que a morte n\u00e3o deve ocorrer na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conta disso, Longyearbyen n\u00e3o possui estrutura adequada de hospitais ou funer\u00e1rias. O \u00fanico pequeno cemit\u00e9rio local n\u00e3o \u00e9 mais utilizado para novos sepultamentos, exatamente por causa do risco sanit\u00e1rio e da inviabilidade do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>A cidade \u00e9 t\u00e3o peculiar que vivenciar a morte l\u00e1 virou um tabu log\u00edstico e m\u00e9dico. Para al\u00e9m da excentricidade, essa pol\u00edtica \u00e9 uma medida preventiva. A ideia \u00e9 proteger os vivos, evitando riscos biol\u00f3gicos e respeitando os limites impostos por um ambiente hostil.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, a cidade continua atraindo turistas e pesquisadores, muitos dos quais encantados com as auroras boreais, o isolamento extremo e as curiosidades de viver no \u00c1rtico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagine viver em um lugar onde o sol desaparece por at\u00e9 quatro meses seguidos, ursos polares rondam os arredores e o frio pode chegar a \u221246 \u00b0C. Agora, imagine tamb\u00e9m que, nesse lugar, voc\u00ea n\u00e3o pode morrer \u2014 ou pelo menos, n\u00e3o deveria. Esse lugar existe e se chama Longyearbyen, a cidade mais ao norte [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":10759,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-10758","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10758","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10758"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10758\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10760,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10758\/revisions\/10760"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10759"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10758"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10758"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10758"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}