{"id":11806,"date":"2025-07-06T09:57:00","date_gmt":"2025-07-06T12:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=11806"},"modified":"2025-07-03T17:51:18","modified_gmt":"2025-07-03T20:51:18","slug":"ingerir-este-peixe-muito-saboroso-pode-levar-a-morte-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/ingerir-este-peixe-muito-saboroso-pode-levar-a-morte-entenda\/","title":{"rendered":"Ingerir este peixe muito saboroso pode levar \u00e0 morte; Entenda"},"content":{"rendered":"\n<p>Dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) apontam que aproximadamente 600 milh\u00f5es de pessoas adoecem anualmente em decorr\u00eancia do <strong>consumo de alimentos contaminados.<\/strong> Desse total, cerca de 420 mil casos evoluem para \u00f3bito.<\/p>\n\n\n\n<p>As principais causas est\u00e3o associadas \u00e0 <strong>presen\u00e7a de bact\u00e9rias e v\u00edrus<\/strong>. No entanto, h\u00e1 registros de contamina\u00e7\u00f5es provocadas por toxinas naturais presentes nos pr\u00f3prios alimentos, por preparo inadequado ou pelo uso de ingredientes pouco compreendidos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Baiacu: o peixe que pode matar<\/h2>\n\n\n\n<p>Um exemplo \u00e9 o<strong> baiacu,<\/strong> tamb\u00e9m conhecido como fugu no Jap\u00e3o, pa\u00eds onde o consumo \u00e9 tradicional. A esp\u00e9cie cont\u00e9m tetrodotoxina, uma neurotoxina de alta letalidade, considerada cerca de 1.200 vezes mais t\u00f3xica para seres humanos do que o cianeto.<\/p>\n\n\n\n<p>A intoxica\u00e7\u00e3o por tetrodotoxina provoca sintomas iniciais, como<strong> dor de cabe\u00e7a, formigamento <\/strong>em l\u00edngua e l\u00e1bios,<strong> tontura<\/strong> e <strong>n\u00e1useas, <\/strong>podendo evoluir para paralisia muscular e, nos casos mais graves, morte por asfixia. Apesar do comprometimento motor, a v\u00edtima permanece consciente durante todo o processo.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, <strong>a esp\u00e9cie mais perigosa \u00e9 o baiacu-pintado, <\/strong>envolvido em todos os casos de envenenamento registrados no pa\u00eds. J\u00e1 o baiacu-arara, embora menos t\u00f3xico, tamb\u00e9m requer cuidado rigoroso no preparo. As partes venenosas \u2014 f\u00edgado, pele, ov\u00e1rios e olhos \u2014 devem ser removidas com precis\u00e3o t\u00e9cnica, o que inviabiliza seu manuseio por pessoas sem treinamento espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, um incidente fatal envolvendo a ingest\u00e3o de baiacu ocorreu em <strong>Aracruz, Esp\u00edrito Santo<\/strong>, onde Magno S\u00e9rgio Gomes, de 46 anos, morreu devido \u00e0 tetrodotoxina. Gomes consumiu o baiacu em 23 de dezembro, juntamente com um amigo que tamb\u00e9m apresentou sintomas, mas sobreviveu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Outro pescado que pode matar&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Outro alimento que apresenta riscos \u00e9 o <strong>sannakji<\/strong>, um prato coreano preparado com tent\u00e1culos de polvo ainda em movimento, mesmo ap\u00f3s o animal estar morto. A iguaria \u00e9 encontrada em algumas localidades fora da Coreia do Sul, inclusive no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O risco est\u00e1 nos reflexos persistentes das ventosas, que podem aderir \u00e0 l\u00edngua, garganta ou traqueia, ocasionando<strong> engasgamento<\/strong> e, em casos extremos,<strong> asfixia.<\/strong> Estimativas publicadas pela revista norte-americana <em>Food &amp; Wine <\/em>indicam at\u00e9 seis mortes por ano associadas ao consumo do prato.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Peixe conhecido pelo sabor pode matar quando preparado de forma errada. Diversos casos foram registrados no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":11808,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-11806","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11806","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11806"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11806\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11811,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11806\/revisions\/11811"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11808"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11806"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11806"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11806"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}