{"id":12010,"date":"2025-07-12T10:21:00","date_gmt":"2025-07-12T13:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=12010"},"modified":"2025-07-07T09:40:37","modified_gmt":"2025-07-07T12:40:37","slug":"trabalhadores-estao-usando-tatica-para-serem-demitidos-e-ainda-receberem-bolada-financeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/trabalhadores-estao-usando-tatica-para-serem-demitidos-e-ainda-receberem-bolada-financeira\/","title":{"rendered":"Trabalhadores est\u00e3o usando t\u00e1tica para serem demitidos e ainda receberem bolada financeira"},"content":{"rendered":"\n<p>O comportamento conhecido como&nbsp;<strong>\u201cdemiss\u00e3o silenciosa\u201d<\/strong>&nbsp;(ou&nbsp;<em>quiet quitting<\/em>, em ingl\u00eas) voltou ao centro do debate ap\u00f3s trabalhadores japoneses adotarem a estrat\u00e9gia como forma de garantir&nbsp;<strong>rescis\u00f5es vantajosas sem pedir demiss\u00e3o formalmente<\/strong>. A pr\u00e1tica, que teve origem nos Estados Unidos em 2022, \u00e9 marcada por uma postura de m\u00ednima entrega no ambiente de trabalho: os funcion\u00e1rios cumprem apenas o que est\u00e1 descrito em seus contratos, recusando-se a assumir tarefas extras ou responsabilidades informais.<\/p>\n\n\n\n<p>No Jap\u00e3o, a tend\u00eancia vem ganhando for\u00e7a, especialmente entre profissionais mais jovens. Segundo pesquisa do&nbsp;<em>Mynavi Career Research Lab<\/em>&nbsp;com 3 mil trabalhadores entre 20 e 59 anos,&nbsp;<strong>45% afirmaram estar fazendo o m\u00ednimo poss\u00edvel no trabalho<\/strong>. Na faixa dos 20 anos, esse \u00edndice \u00e9 ainda maior. O fen\u00f4meno tem se tornado uma forma indireta de pressionar o empregador a demitir o funcion\u00e1rio \u2014 o que, pelas regras trabalhistas locais, d\u00e1 direito a compensa\u00e7\u00f5es financeiras, diferentemente da demiss\u00e3o volunt\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u201cN\u00e3o \u00e9 pregui\u00e7a, \u00e9 redefini\u00e7\u00e3o de limites\u201d<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Embora alguns cr\u00edticos, como o planejador financeiro Brent Wilsey, classifiquem o comportamento como \u201cpregui\u00e7a disfar\u00e7ada\u201d, especialistas defendem que o movimento reflete uma\u00a0<strong>reavalia\u00e7\u00e3o das prioridades de vida e do equil\u00edbrio entre trabalho e sa\u00fade mental<\/strong>. De acordo com a BBC, Katie Bailey, professora de trabalho e emprego no King\u2019s College de Londres, a pandemia foi decisiva para essa mudan\u00e7a de mentalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A inten\u00e7\u00e3o: mostrar que \u00e9 poss\u00edvel romper com a cultura do excesso de entrega sem perder o emprego \u2014 e, com sorte,\u00a0<strong>ser demitido e ainda receber a indeniza\u00e7\u00e3o trabalhista.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um protesto silencioso que se tornou status quo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de o termo \u201cquiet quitting\u201d ter perdido espa\u00e7o nas redes desde seu pico de buscas em agosto de 2022,\u00a0o comportamento segue presente, ainda que sem r\u00f3tulo. Dados do instituto Gallup mostram que\u00a0seis em cada dez trabalhadores no mundo est\u00e3o psicologicamente desligados do trabalho, mesmo cumprindo a jornada contratual. <\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00e1tica se tornou comum especialmente em contextos de infla\u00e7\u00e3o alta e instabilidade econ\u00f4mica, nos quais perder o emprego por iniciativa pr\u00f3pria pode significar abrir m\u00e3o de direitos trabalhistas e compensa\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O comportamento conhecido como&nbsp;\u201cdemiss\u00e3o silenciosa\u201d&nbsp;(ou&nbsp;quiet quitting, em ingl\u00eas) voltou ao centro do debate ap\u00f3s trabalhadores japoneses adotarem a estrat\u00e9gia como forma de garantir&nbsp;rescis\u00f5es vantajosas sem pedir demiss\u00e3o formalmente. 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