{"id":13998,"date":"2025-07-24T14:43:52","date_gmt":"2025-07-24T17:43:52","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=13998"},"modified":"2025-07-24T14:43:54","modified_gmt":"2025-07-24T17:43:54","slug":"estudo-confirma-a-existencia-de-sexto-sentido-no-corpo-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/estudo-confirma-a-existencia-de-sexto-sentido-no-corpo-humano\/","title":{"rendered":"Estudo confirma a exist\u00eancia de sexto sentido no corpo humano"},"content":{"rendered":"\n<p>Por d\u00e9cadas, cientistas sabiam que o intestino e o c\u00e9rebro est\u00e3o em constante comunica\u00e7\u00e3o, trocando sinais sobre nutrientes como a\u00e7\u00facares e gorduras para regular fome e saciedade. Mas uma descoberta feita por pesquisadores da Universidade Duke (EUA) sugere que essa conex\u00e3o \u00e9 ainda mais sofisticada: existe um \u201csexto sentido\u201d no corpo humano, localizado no c\u00f3lon, que monitora diretamente a atividade de bact\u00e9rias e ajuda a controlar quanto comemos.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo, publicado na revista Nature, batizou essa capacidade de \u201csentido neurobi\u00f3tico\u201d, uma esp\u00e9cie de sensor que se soma aos cinco sentidos cl\u00e1ssicos (vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o, olfato, paladar e tato).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como funciona esse novo sentido<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O intestino humano abriga trilh\u00f5es de microrganismos que participam da digest\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de vitaminas. Enquanto trabalham, essas bact\u00e9rias liberam pequenas prote\u00ednas \u2014 entre elas, a <strong>flagelina<\/strong>, que comp\u00f5e os \u201crabos\u201d usados para locomo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os pesquisadores, c\u00e9lulas especializadas do intestino, chamadas <strong>c\u00e9lulas neuropod<\/strong>, reconhecem a flagelina usando um receptor chamado <strong>TLR5<\/strong>. Quando detectam a mol\u00e9cula:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Produzem o horm\u00f4nio <strong>PYY<\/strong>, respons\u00e1vel por reduzir o apetite.<\/li>\n\n\n\n<li>Ativam fibras do nervo vago, que levam o sinal diretamente ao tronco cerebral em quest\u00e3o de segundos.<\/li>\n\n\n\n<li>O c\u00e9rebro, por sua vez, recebe a mensagem e reduz a vontade de comer, funcionando como um \u201cfreio natural\u201d para a alimenta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>\u201cPara coexistir com trilh\u00f5es de microrganismos, o corpo precisa ter um sentido que ajuste nosso comportamento de acordo com eles\u201d, explicam Diego Boh\u00f3rquez e Maya Kaelberer, l\u00edderes do estudo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Testes comprovam a import\u00e2ncia do sistema<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para confirmar o papel desse sentido no controle alimentar, os cientistas criaram camundongos geneticamente modificados que n\u00e3o possu\u00edam TLR5 nas c\u00e9lulas PYY, sem alterar o restante do corpo. Os resultados:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Esses animais <strong>comiam refei\u00e7\u00f5es maiores<\/strong> e por per\u00edodos mais longos.<\/li>\n\n\n\n<li>Apresentaram <strong>ganho de peso significativo<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o aos camundongos normais, tanto machos quanto f\u00eameas.<\/li>\n\n\n\n<li>O efeito ocorreu <strong>mesmo em camundongos criados sem nenhuma bact\u00e9ria no intestino<\/strong> \u2014 ao injetar flagelina diretamente, o apetite ainda era reduzido.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o estudo mostrou que a a\u00e7\u00e3o desse mecanismo \u00e9 <strong>independente do sistema imunol\u00f3gico<\/strong>, n\u00e3o estando ligada a inflama\u00e7\u00f5es ou respostas imunes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que isso importa?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo sugere que o \u201csentido neurobi\u00f3tico\u201d pode ajudar a explicar a rela\u00e7\u00e3o entre desbalan\u00e7os na flora intestinal e dist\u00farbios alimentares, como obesidade e compuls\u00e3o alimentar. Ao compreender como o intestino envia esses sinais, futuros tratamentos podem regular o apetite sem uso de medicamentos agressivos, atuando diretamente nessa comunica\u00e7\u00e3o natural entre intestino e c\u00e9rebro.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os autores, os pr\u00f3ximos passos incluem investigar como esse sistema funciona em humanos e se pode ser estimulado por terapias ou dietas espec\u00edficas para controlar a ingest\u00e3o de alimentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por d\u00e9cadas, cientistas sabiam que o intestino e o c\u00e9rebro est\u00e3o em constante comunica\u00e7\u00e3o, trocando sinais sobre nutrientes como a\u00e7\u00facares e gorduras para regular fome e saciedade. 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