{"id":14174,"date":"2025-07-25T15:07:34","date_gmt":"2025-07-25T18:07:34","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=14174"},"modified":"2025-07-25T15:07:36","modified_gmt":"2025-07-25T18:07:36","slug":"imagens-captadas-por-cientistas-revelam-que-a-terra-pode-estar-se-partindo-ao-meio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/imagens-captadas-por-cientistas-revelam-que-a-terra-pode-estar-se-partindo-ao-meio\/","title":{"rendered":"Imagens captadas por cientistas revelam que a Terra pode estar se partindo ao meio"},"content":{"rendered":"\n<p>Cientistas da Universidade de Kyoto revelaram imagens in\u00e9ditas que registram, em tempo real, o deslocamento de placas tect\u00f4nicas durante o devastador terremoto de Mianmar, ocorrido em 28 de mar\u00e7o de 2025. A grava\u00e7\u00e3o \u2014 feita por uma c\u00e2mera de seguran\u00e7a em Mandalay, segunda maior cidade do pa\u00eds \u2014 oferece o que especialistas chamam de a primeira prova visual direta de placas tect\u00f4nicas em a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com magnitude 7,7, o tremor foi o mais forte em mais de um s\u00e9culo na regi\u00e3o e o segundo mais letal da hist\u00f3ria moderna do pa\u00eds, deixando 4,9 mil mortos e tremores sentidos at\u00e9 na Tail\u00e2ndia.<br><br>O evento ocorreu na Falha de Sagaing, uma fissura de 1.400 km que separa a Micoplaca da Birm\u00e2nia da Placa de Sunda \u2014 um ponto cr\u00edtico onde a crosta terrestre est\u00e1 em constante atrito.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o abalo, o solo chegou a se deslocar horizontalmente por v\u00e1rios metros, como se a Terra tivesse sido literalmente cortada em duas e puxada para lados opostos. Foi justamente esse movimento que a c\u00e2mera capturou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Pulse-like rupture and curved slip - Analysis of Myanmar earthquake rupture\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dbEYe65eDdw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que as imagens revelaram?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Utilizando uma t\u00e9cnica de an\u00e1lise chamada <strong>correla\u00e7\u00e3o cruzada de pixels<\/strong>, os pesquisadores examinaram o v\u00eddeo quadro a quadro e descobriram que:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A falha <strong>deslizou 2,5 metros em apenas 1,3 segundo<\/strong>,<\/li>\n\n\n\n<li>Com velocidade m\u00e1xima de <strong>3,2 metros por segundo<\/strong>,<\/li>\n\n\n\n<li>Em um <strong>movimento pulsante<\/strong>, semelhante a uma onda que percorre um tapete quando \u00e9 \u201cesticado\u201d com um pux\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Essa dura\u00e7\u00e3o extremamente curta \u2014 algo raramente registrado \u2014 confirma o chamado <strong>&#8220;rompimento pulsado&#8221;<\/strong>, um fen\u00f4meno em que a energia s\u00edsmica se concentra em uma onda de deslocamento em vez de se espalhar gradualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os cientistas constataram que o <strong>movimento seguiu uma trajet\u00f3ria levemente curva<\/strong>, o que valida hip\u00f3teses anteriores baseadas em marcas geol\u00f3gicas conhecidas como <em>slickenlines<\/em> (riscos deixados por atrito em falhas antigas).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que essa descoberta \u00e9 t\u00e3o importante?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, geof\u00edsicos dependiam apenas de <strong>instrumentos s\u00edsmicos distantes<\/strong> para inferir como falhas se movem em grandes terremotos. As novas imagens oferecem <strong>dados diretos e in\u00e9ditos<\/strong>, permitindo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Compreender melhor como rupturas desse tipo se propagam;<\/li>\n\n\n\n<li>Melhorar modelos f\u00edsicos usados para prever a intensidade de tremores futuros;<\/li>\n\n\n\n<li>Confirmar teorias sobre a din\u00e2mica das placas tect\u00f4nicas que antes eram baseadas apenas em simula\u00e7\u00f5es e evid\u00eancias indiretas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>N\u00e3o esper\u00e1vamos que esse v\u00eddeo fornecesse tamanha riqueza de detalhes. Esses dados cinem\u00e1ticos s\u00e3o fundamentais para avan\u00e7ar nossa compreens\u00e3o sobre a f\u00edsica dos terremotos<\/strong>\u201d, destacou Jesse Kearse, um dos autores do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Embora a express\u00e3o seja dram\u00e1tica, o que as imagens mostram \u00e9 o processo natural de movimenta\u00e7\u00e3o das placas tect\u00f4nicas, respons\u00e1vel por moldar continentes e cadeias de montanhas ao longo de milh\u00f5es de anos.<br><\/strong><br>Essas rupturas, chamadas de falhas de deslizamento horizontal (strike-slip), n\u00e3o s\u00e3o sinais de que o planeta esteja literalmente se dividindo, mas sim evid\u00eancias visuais rar\u00edssimas do que impulsiona terremotos catastr\u00f3ficos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas da Universidade de Kyoto revelaram imagens in\u00e9ditas que registram, em tempo real, o deslocamento de placas tect\u00f4nicas durante o devastador terremoto de Mianmar, ocorrido em 28 de mar\u00e7o de 2025. 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