{"id":14245,"date":"2025-07-28T09:55:17","date_gmt":"2025-07-28T12:55:17","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=14245"},"modified":"2025-07-28T09:55:20","modified_gmt":"2025-07-28T12:55:20","slug":"produto-consumido-por-milhoes-de-brasileiros-e-banido-em-160-paises","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/produto-consumido-por-milhoes-de-brasileiros-e-banido-em-160-paises\/","title":{"rendered":"Produto consumido por milh\u00f5es de brasileiros \u00e9 banido em 160 pa\u00edses"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Milh\u00f5es de brasileiros consomem regularmente um aditivo alimentar que est\u00e1 banido ou restrito em ao menos 160 pa\u00edses, incluindo China, R\u00fassia e toda a Uni\u00e3o Europeia: o cloridrato de ractopamina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usado como promotor de crescimento em porcos, bois e perus, o composto faz parte da classe dos beta-agonistas, drogas que aceleram o metabolismo dos animais, aumentando a deposi\u00e7\u00e3o de prote\u00edna e reduzindo a gordura. Isso resulta em carne mais magra, barata e em maior quantidade \u2014 mas com risco \u00e0 sa\u00fade humana, animal e ambiental, segundo diversas entidades internacionais.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A subst\u00e2ncia, fabricada principalmente na \u00cdndia e usada em pa\u00edses como <strong>Brasil, EUA, Canad\u00e1 e Austr\u00e1lia<\/strong>, ajuda os animais a crescerem mais r\u00e1pido e com menos consumo de ra\u00e7\u00e3o, o que reduz custos e aumenta a rentabilidade dos criadores e frigor\u00edficos.<\/li>\n\n\n\n<li>Por\u00e9m, estudos e alertas de ag\u00eancias como a <strong>FDA (Estados Unidos)<\/strong> e a <strong>Autoridade Europeia de Seguran\u00e7a Alimentar (EFSA)<\/strong> apontam riscos:\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Acelera\u00e7\u00e3o dos batimentos card\u00edacos e ansiedade<\/strong> em humanos que consomem carne com res\u00edduos do aditivo;<\/li>\n\n\n\n<li>Maior incid\u00eancia de <strong>les\u00f5es, fraturas e estresse extremo nos animais<\/strong>, muitas vezes incapazes de caminhar at\u00e9 o abate;<\/li>\n\n\n\n<li>Poss\u00edvel <strong>contamina\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong> de \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas, afetando ecossistemas e esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar disso, a FDA e \u00f3rg\u00e3os reguladores do Brasil ainda permitem o uso do aditivo, com base nos limites de res\u00edduos definidos em 2012 pelo Codex Alimentarius (ONU), mesmo que esses limites sejam mais altos do que os adotados em pa\u00edses que baniram o produto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que outros pa\u00edses proibiram?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A <strong>China<\/strong> considera a ractopamina parte de uma fam\u00edlia de drogas que j\u00e1 demonstraram efeitos perigosos ao sistema cardiovascular humano.<\/li>\n\n\n\n<li>A <strong>Uni\u00e3o Europeia<\/strong> proibiu a subst\u00e2ncia porque, segundo especialistas, <strong>os dados de seguran\u00e7a n\u00e3o s\u00e3o suficientes para estabelecer um consumo \u201caceit\u00e1vel\u201d sem risco \u00e0 sa\u00fade<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li>Na <strong>R\u00fassia e em mais de 150 pa\u00edses<\/strong>, a decis\u00e3o foi motivada tanto por raz\u00f5es de sa\u00fade p\u00fablica quanto por <strong>preocupa\u00e7\u00f5es com o bem-estar animal e impacto ambiental<\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que o Brasil continua usando?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No pa\u00eds, o uso \u00e9 permitido com base em par\u00e2metros de res\u00edduos estabelecidos pelo Codex Alimentarius. A ind\u00fastria alega que a ractopamina:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Reduz custos de produ\u00e7\u00e3o<\/strong>, tornando a carne mais acess\u00edvel;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Diminui a emiss\u00e3o de dejetos e o uso de ra\u00e7\u00e3o e \u00e1gua<\/strong>, o que, segundo defensores, contribui para a sustentabilidade;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Gera carne com menos gordura<\/strong>, em linha com a demanda do consumidor moderno.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, organiza\u00e7\u00f5es como o Centro para a Seguran\u00e7a Alimentar (EUA) e o Animal Legal Defense Fund pressionam pela proibi\u00e7\u00e3o global, afirmando que a subst\u00e2ncia \u00e9 desnecess\u00e1ria e perigosa, e que os riscos superam os benef\u00edcios econ\u00f4micos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Milh\u00f5es de brasileiros consomem regularmente um aditivo alimentar que est\u00e1 banido ou restrito em ao menos 160 pa\u00edses, incluindo China, R\u00fassia e toda a Uni\u00e3o Europeia: o cloridrato de ractopamina. Usado como promotor de crescimento em porcos, bois e perus, o composto faz parte da classe dos beta-agonistas, drogas que aceleram o metabolismo dos animais, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":14249,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-14245","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14245","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14245"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14245\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14250,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14245\/revisions\/14250"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14249"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14245"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14245"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14245"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}