{"id":14430,"date":"2025-07-29T10:50:51","date_gmt":"2025-07-29T13:50:51","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=14430"},"modified":"2025-07-29T10:50:54","modified_gmt":"2025-07-29T13:50:54","slug":"justica-obriga-beneficiarios-a-devolverem-dinheiro-para-o-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/justica-obriga-beneficiarios-a-devolverem-dinheiro-para-o-governo\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a obriga benefici\u00e1rios a devolverem dinheiro para o Governo"},"content":{"rendered":"\n<p>O Tribunal de Contas do Esp\u00edrito Santo (TCES) decidiu que servidores, benefici\u00e1rios e advogados ligados ao Instituto de Previd\u00eancia de Cachoeiro de Itapemirim (Ipaci) dever\u00e3o devolver R$ 1,78 milh\u00e3o aos cofres da autarquia municipal, que pertence \u00e0 Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim (ES) e, portanto, ao Governo.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi tomada ap\u00f3s uma Tomada de Contas Especial, que apontou diversas irregularidades em acordos extrajudiciais firmados pelo Ipaci entre 2019 e 2020. O ac\u00f3rd\u00e3o foi publicado nesta segunda-feira (28).<\/p>\n\n\n\n<p>O processo teve in\u00edcio quando 12 segurados do Ipaci acionaram a Justi\u00e7a para cobrar uma diferen\u00e7a financeira supostamente devida pelo instituto. A Justi\u00e7a reconheceu o direito desses segurados, mas, a partir da\u00ed, surgiram as irregularidades:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O Ipaci <strong>firmou acordos extrajudiciais com os segurados<\/strong>, definindo valores a serem pagos;<\/li>\n\n\n\n<li>Esses acordos foram <strong>protocolados em ju\u00edzo para homologa\u00e7\u00e3o<\/strong>, contrariando a <strong>S\u00famula 269 do Supremo Tribunal Federal (STF)<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Pagamentos come\u00e7aram a ser realizados antes da manifesta\u00e7\u00e3o judicial<\/strong>, o que \u00e9 ilegal;<\/li>\n\n\n\n<li>Os dep\u00f3sitos foram feitos <strong>diretamente na folha de pagamento dos benefici\u00e1rios<\/strong>, em vez do processo formal via precat\u00f3rios.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Irregularidades e valores inflados<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos problemas legais, os valores foram calculados de forma incorreta, considerando per\u00edodos j\u00e1 prescritos e aplicando corre\u00e7\u00f5es indevidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor inicial devido nas a\u00e7\u00f5es era de R$ 93,6 mil, mas, com os acordos, o montante chegou a R$ 2,12 milh\u00f5es \u2014 sem homologa\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a relatora do caso no TCES, a conselheira substituta M\u00e1rcia Jaccoud, houve &#8220;erro grosseiro&#8221; e desrespeito a normas jur\u00eddicas b\u00e1sicas, o que configurou dano ao patrim\u00f4nio p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do valor elevado, o preju\u00edzo efetivo foi limitado a cerca de R$ 700 mil, pois o ent\u00e3o presidente do Ipaci, \u00c9der Botelho da Fonseca, que assumiu em 2020, suspendeu os pagamentos restantes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quem ser\u00e1 responsabilizado?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o responsabiliza <strong>12 pessoas<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Dois servidores do Ipaci<\/strong>, incluindo <strong>Cleuzei Miranda Smarzaro<\/strong>, presidente entre 2017 e 2020, e <strong>Jo\u00e3o Cl\u00e1udio Albuquerque Calazans Santos<\/strong>, servidor entre 2019 e 2020;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Oito benefici\u00e1rios<\/strong>, que receberam os valores de forma indevida;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Dois advogados<\/strong>, <strong>Jos\u00e9 Eduardo Silv\u00e9rio Ramos<\/strong> e <strong>Pamela Pacheco Brito<\/strong>, que atuaram nos acordos.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pr\u00f3ximos passos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os envolvidos ainda podem recorrer da decis\u00e3o do TCES, mas, enquanto isso, os valores dever\u00e3o ser ressarcidos ao Ipaci, que \u00e9 respons\u00e1vel pela gest\u00e3o previdenci\u00e1ria dos servidores do munic\u00edpio de Cachoeiro de Itapemirim.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo \u00e9 repor aos cofres p\u00fablicos o montante pago irregularmente e preservar o equil\u00edbrio financeiro da autarquia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal de Contas do Esp\u00edrito Santo (TCES) decidiu que servidores, benefici\u00e1rios e advogados ligados ao Instituto de Previd\u00eancia de Cachoeiro de Itapemirim (Ipaci) dever\u00e3o devolver R$ 1,78 milh\u00e3o aos cofres da autarquia municipal, que pertence \u00e0 Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim (ES) e, portanto, ao Governo. 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