{"id":14467,"date":"2025-07-29T16:14:00","date_gmt":"2025-07-29T19:14:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=14467"},"modified":"2025-07-29T16:14:02","modified_gmt":"2025-07-29T19:14:02","slug":"algo-perigoso-esta-acontecendo-nos-oceanos-e-preocupa-o-mundo-todo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/algo-perigoso-esta-acontecendo-nos-oceanos-e-preocupa-o-mundo-todo\/","title":{"rendered":"Algo perigoso est\u00e1 acontecendo nos oceanos e preocupa o mundo todo"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma onda de calor marinha sem precedentes est\u00e1 se espalhando pelos oceanos do planeta e gerando grande apreens\u00e3o entre pesquisadores. Cientistas chineses e norte-americanos alertam que o aquecimento recorde registrado em 2023 pode marcar o in\u00edcio de um ciclo clim\u00e1tico extremo, com consequ\u00eancias potencialmente irrevers\u00edveis para ecossistemas marinhos e para o clima global.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo publicado na revista <em>Science<\/em> revelou que, em 2023, 96% da superf\u00edcie oce\u00e2nica foi afetada por ondas de calor, com temperaturas muito acima do normal. Esses eventos quebraram recordes de intensidade, dura\u00e7\u00e3o e escala, com implica\u00e7\u00f5es graves para a biodiversidade e para a regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica do planeta.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO oceano pode estar entrando em um \u2018novo normal\u2019, que controla tudo\u201d, alertou Zhenzhong Zeng, cientista de sistemas terrestres da Universidade de Ci\u00eancia e Tecnologia do Sul da China. \u201cUma vez destru\u00eddo, talvez n\u00e3o haja como voltar atr\u00e1s.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Recordes que assustam<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o estudo, 90% das anomalias t\u00e9rmicas de 2023 se concentraram em \u00e1reas cr\u00edticas como o Atl\u00e2ntico Norte, Pac\u00edfico Norte, Pac\u00edfico Tropical Leste e Pac\u00edfico Sudoeste.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A onda de calor no <strong>Atl\u00e2ntico Norte<\/strong> durou <strong>525 dias consecutivos<\/strong>, quatro vezes mais que a m\u00e9dia hist\u00f3rica (1980\u20132023).<\/li>\n\n\n\n<li>O <strong>Pac\u00edfico Tropical Leste<\/strong> registrou o maior pico, com temperaturas <strong>1,63\u00b0C acima da m\u00e9dia<\/strong>, agravadas pelo fen\u00f4meno <strong>El Ni\u00f1o<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li>No geral, a dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dessas ondas foi de <strong>120 dias<\/strong>, um recorde hist\u00f3rico.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Esses eventos foram identificados a partir de uma combina\u00e7\u00e3o de <strong>dados reais coletados nos oceanos, imagens de sat\u00e9lite e modelos computacionais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Tianyun Dong, coautor do estudo e pesquisador do Eastern Institute of Technology (China), o que torna 2023 t\u00e3o alarmante \u00e9 que <strong>diversos fatores se combinaram simultaneamente<\/strong>, como aumento da radia\u00e7\u00e3o solar pela menor cobertura de nuvens, ventos enfraquecidos, mudan\u00e7as nas correntes oce\u00e2nicas e o aquecimento global.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cAinda n\u00e3o entendemos completamente como esses fatores est\u00e3o se refor\u00e7ando, mas identificar esses ciclos de retroalimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 crucial para prever eventos futuros\u201d, explicou Dong.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-195.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-14470\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-195.png 800w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-195-300x200.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-195-768x512.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-195-150x100.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-195-750x500.png 750w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Risco de ponto de n\u00e3o retorno<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os cientistas alertam que esses sinais podem indicar que os oceanos est\u00e3o se aproximando de um ponto de inflex\u00e3o clim\u00e1tico \u2014 o que significa mudan\u00e7as permanentes, com alguns ecossistemas e esp\u00e9cies incapazes de se recuperar.<\/p>\n\n\n\n<p>Os recifes de coral est\u00e3o entre os mais afetados. O branqueamento em massa \u2014 quando perdem as algas que os mant\u00eam vivos \u2014 j\u00e1 apresenta sinais de que pode ser irrevers\u00edvel em v\u00e1rias regi\u00f5es tropicais. A destrui\u00e7\u00e3o de recifes e florestas de algas prejudica a biodiversidade e ainda reduz a capacidade dos oceanos de absorver carbono, agravando o aquecimento global.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cOs impactos v\u00e3o al\u00e9m de um estresse tempor\u00e1rio. Eles sugerem uma <strong>mudan\u00e7a ecol\u00f3gica permanente<\/strong>, aproximando-nos perigosamente de pontos de ruptura no sistema oceano-clima\u201d, afirmou Dong.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impactos imediatos e futuros<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das amea\u00e7as ecol\u00f3gicas, as ondas de calor marinhas t\u00eam impactos diretos sobre comunidades humanas, especialmente as que dependem da pesca. A eleva\u00e7\u00e3o anormal das temperaturas oce\u00e2nicas tamb\u00e9m pode alimentar furac\u00f5es e tempestades mais intensas nas zonas costeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Yuntian Chen, pesquisador da Eastern Institute of Technology, se o aquecimento oce\u00e2nico ultrapassar certos limites, algumas esp\u00e9cies podem n\u00e3o se recuperar, o que afetaria diretamente a seguran\u00e7a alimentar e econ\u00f4mica de popula\u00e7\u00f5es inteiras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Dados escassos e desafios para prever o futuro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m apontam preocupa\u00e7\u00f5es sobre a escassez de dados confi\u00e1veis sobre a temperatura dos oceanos a longo prazo. A descontinua\u00e7\u00e3o de guias de monitoramento, como o <em>NCEI Coastal Water Temperature Guide<\/em> da NOAA, dificulta an\u00e1lises consistentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das lacunas, sat\u00e9lites e sistemas modernos de monitoramento v\u00eam permitindo an\u00e1lises mais detalhadas nas \u00faltimas cinco d\u00e9cadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma onda de calor marinha sem precedentes est\u00e1 se espalhando pelos oceanos do planeta e gerando grande apreens\u00e3o entre pesquisadores. Cientistas chineses e norte-americanos alertam que o aquecimento recorde registrado em 2023 pode marcar o in\u00edcio de um ciclo clim\u00e1tico extremo, com consequ\u00eancias potencialmente irrevers\u00edveis para ecossistemas marinhos e para o clima global. 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