{"id":16310,"date":"2025-08-16T13:41:00","date_gmt":"2025-08-16T16:41:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=16310"},"modified":"2025-08-15T16:35:28","modified_gmt":"2025-08-15T19:35:28","slug":"novo-estudo-revela-origem-inusitada-da-depressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/novo-estudo-revela-origem-inusitada-da-depressao\/","title":{"rendered":"Novo estudo revela origem inusitada da depress\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Um estudo in\u00e9dito da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, sugere que a forma como o est\u00f4mago e o c\u00e9rebro se comunicam pode influenciar diretamente o bem-estar emocional. A pesquisa, publicada na revista\u00a0<em>Nature Mental Health<\/em>, acompanhou mais de 240 volunt\u00e1rios e concluiu que indiv\u00edduos com maior sincronia entre as ondas el\u00e9tricas do est\u00f4mago e a atividade cerebral relataram n\u00edveis mais altos de ansiedade, depress\u00e3o e estresse.<\/p>\n\n\n\n<p>O est\u00f4mago possui um sistema nervoso pr\u00f3prio, chamado sistema ent\u00e9rico, capaz de gerar contra\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas mesmo fora do processo digestivo \u2014 cerca de uma a cada 20 segundos. Utilizando resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional combinada \u00e0 eletrogastrografia, os cientistas mediram a sincronia entre essas ondas e a atividade cerebral.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a p\u00f3s-doutoranda Leah Banellis, autora principal do estudo, uma conex\u00e3o intensa demais pode indicar um sistema sob estresse. \u201cIntuitivamente, achamos que mais comunica\u00e7\u00e3o corpo-c\u00e9rebro \u00e9 saud\u00e1vel, mas aqui, o excesso parece estar ligado a maior carga psicol\u00f3gica\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Novo olhar para a sa\u00fade mental<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O professor Micah Allen, coautor da pesquisa, destaca que medicamentos e h\u00e1bitos alimentares podem influenciar os ritmos g\u00e1stricos, abrindo espa\u00e7o para tratamentos personalizados no futuro. At\u00e9 hoje, a maior parte das investiga\u00e7\u00f5es sobre a rela\u00e7\u00e3o intestino\u2013c\u00e9rebro se concentrou no microbioma e no intestino grosso, deixando o est\u00f4mago em segundo plano.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos achados, os cientistas alertam que a pesquisa n\u00e3o estabelece uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito \u2014 apenas uma correla\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3ximo passo ser\u00e1 avaliar, em grupos cl\u00ednicos, se essa \u201cassinatura\u201d fisiol\u00f3gica pode prever crises ou indicar a efic\u00e1cia de terapias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Possibilidades terap\u00eauticas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Se confirmada como um marcador est\u00e1vel de sa\u00fade mental, a sincronia est\u00f4mago\u2013c\u00e9rebro poder\u00e1 ser usada como par\u00e2metro objetivo para diagn\u00f3sticos. \u201cPodemos, no futuro, adaptar o tratamento com base em como corpo e c\u00e9rebro interagem, e n\u00e3o apenas no que o paciente relata sentir\u201d, afirma Allen.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os autores, entender os ritmos internos do corpo \u00e9 um passo crucial para transformar a abordagem da sa\u00fade mental, integrando fisiologia e psicologia em um mesmo cuidado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo in\u00e9dito da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, sugere que a forma como o est\u00f4mago e o c\u00e9rebro se comunicam pode influenciar diretamente o bem-estar emocional. A pesquisa, publicada na revista\u00a0Nature Mental Health, acompanhou mais de 240 volunt\u00e1rios e concluiu que indiv\u00edduos com maior sincronia entre as ondas el\u00e9tricas do est\u00f4mago e a atividade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":5846,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-16310","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16310"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16310\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16311,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16310\/revisions\/16311"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5846"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}