{"id":16511,"date":"2025-08-19T15:57:09","date_gmt":"2025-08-19T18:57:09","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=16511"},"modified":"2025-08-19T18:01:18","modified_gmt":"2025-08-19T21:01:18","slug":"quem-guarda-pratos-marrons-em-casa-pode-estar-na-mira-de-criminosos-pecas-chegam-a-r-50-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/quem-guarda-pratos-marrons-em-casa-pode-estar-na-mira-de-criminosos-pecas-chegam-a-r-50-mil\/","title":{"rendered":"Quem guarda pratos marrons em casa pode estar na mira de criminosos; pe\u00e7as chegam a R$ 50 mil"},"content":{"rendered":"\n<p>O que antes era apenas um prato comum do dia a dia hoje virou artigo de luxo. A linha \u00e2mbar da\u00a0<strong>Duralex<\/strong>, popular nas cozinhas brasileiras at\u00e9 o in\u00edcio da d\u00e9cada passada, deixou de ser fabricada em 2012, mas voltou a atrair aten\u00e7\u00e3o por um motivo inusitado: a valoriza\u00e7\u00e3o no mercado de usados. Exemplares que custavam R$ 3 h\u00e1 pouco mais de dez anos agora podem ser encontrados na internet por mais de R$ 100 cada. Conjuntos completos chegam a\u00a0<strong>R$ 50 mil<\/strong>\u00a0em plataformas de revenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Resistentes e de tom marrom inconfund\u00edvel, os pratos \u00e2mbar ficaram esquecidos em arm\u00e1rios e dep\u00f3sitos, mas ganharam status de rel\u00edquia dom\u00e9stica. \u201cMinha m\u00e3e usava mais lou\u00e7a de porcelana. Os Duralex ficaram guardados e quase n\u00e3o tiveram uso. Acabamos vendendo e o dinheiro ajudou meu filho\u201d, contou uma moradora que encontrou pe\u00e7as intactas em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, a febre se explica por uma combina\u00e7\u00e3o de&nbsp;<strong>nostalgia, est\u00e9tica retr\u00f4 e l\u00f3gica da escassez<\/strong>. \u201cMuitos associam esses pratos a mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia e almo\u00e7os em fam\u00edlia. As redes sociais refor\u00e7am esse valor simb\u00f3lico e transformam objetos esquecidos em itens de desejo\u201d, analisa o consultor de marketing digital Lucas Taidson.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-102-1200x675.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-16513\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-102-1200x675.png 1200w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-102-300x169.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-102-768x432.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-102-150x84.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-102-750x422.png 750w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-102-1140x641.png 1140w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image-102.png 1300w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pratos Duralex <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Escassez e especula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A Duralex surgiu em 1945, na Fran\u00e7a, com a promessa de durabilidade e resist\u00eancia ao calor. No Brasil, a produ\u00e7\u00e3o foi iniciada pela Santa Marina, mas a linha \u00e2mbar foi descontinuada ap\u00f3s a aquisi\u00e7\u00e3o pela Nadir Figueiredo, em 2012. Hoje, a marca comercializa apenas modelos transparentes e azuis, vendidos em lojas f\u00edsicas e online a pre\u00e7os entre R$ 50 e R$ 109 por kit de seis pe\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>No mercado paralelo, no entanto, os valores disparam. H\u00e1 an\u00fancios de quatro pe\u00e7as por R$ 2.890 e de seis pires por R$ 2.600. O maior exagero \u00e9 um kit completo \u2014 pratos, x\u00edcaras, pires e travessas \u2014 listado por R$ 50 mil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Alvo de criminosos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O interesse crescente tem, contudo, um lado negativo. Por serem valiosos e relativamente f\u00e1ceis de identificar, os pratos \u00e2mbar podem atrair criminosos em busca de revender os itens raros. Especialistas alertam para cuidados na hora de negociar, sobretudo em plataformas online e redes sociais, onde golpistas aproveitam a alta demanda para aplicar fraudes.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o prato marrom, antes s\u00edmbolo de simplicidade, tornou-se n\u00e3o apenas pe\u00e7a de colecionador, mas tamb\u00e9m objeto de cobi\u00e7a \u2014 e de risco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que antes era apenas um prato comum do dia a dia hoje virou artigo de luxo. A linha \u00e2mbar da\u00a0Duralex, popular nas cozinhas brasileiras at\u00e9 o in\u00edcio da d\u00e9cada passada, deixou de ser fabricada em 2012, mas voltou a atrair aten\u00e7\u00e3o por um motivo inusitado: a valoriza\u00e7\u00e3o no mercado de usados. 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