{"id":16577,"date":"2025-08-20T11:40:28","date_gmt":"2025-08-20T14:40:28","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=16577"},"modified":"2025-08-20T11:40:30","modified_gmt":"2025-08-20T14:40:30","slug":"cientistas-surpreendem-e-descobrem-como-respirar-no-espaco-sem-capacete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/cientistas-surpreendem-e-descobrem-como-respirar-no-espaco-sem-capacete\/","title":{"rendered":"Cientistas surpreendem e descobrem como respirar no espa\u00e7o sem capacete"},"content":{"rendered":"\n<p>Explorar o espa\u00e7o nunca foi t\u00e3o desafiador \u2014 e a disponibilidade de oxig\u00eanio continua sendo um dos maiores obst\u00e1culos para a sobreviv\u00eancia humana fora da Terra. Pesados sistemas de gera\u00e7\u00e3o usados hoje na Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional (ISS) s\u00e3o caros, exigem muita energia e n\u00e3o s\u00e3o pr\u00e1ticos para viagens longas, como as planejadas para a Lua e Marte. Agora, uma descoberta publicada na revista\u00a0<em>Nature Chemistry<\/em>\u00a0promete mudar esse cen\u00e1rio: o uso de \u00edm\u00e3s para produzir oxig\u00eanio de forma simples, eficiente e sustent\u00e1vel em microgravidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a d\u00e9cada de 1960, quando o primeiro ser humano foi lan\u00e7ado ao espa\u00e7o, cientistas buscam maneiras mais leves e confi\u00e1veis de gerar oxig\u00eanio al\u00e9m da atmosfera terrestre. O m\u00e9todo mais usado \u00e9 a eletr\u00f3lise da \u00e1gua, que divide as mol\u00e9culas em oxig\u00eanio e hidrog\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na gravidade terrestre, as bolhas de g\u00e1s sobem naturalmente \u00e0 superf\u00edcie. No espa\u00e7o, por\u00e9m, elas grudam nos eletrodos, o que exige m\u00e1quinas pesadas para separar os gases \u2014 um processo que consome espa\u00e7o, energia e manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A solu\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Pesquisadores da Universidade de Warwick (Reino Unido), do Centro de Tecnologia Espacial Aplicada e Microgravidade (ZARM), em Bremen, e do Instituto de Tecnologia da Ge\u00f3rgia (EUA) descobriram que campos magn\u00e9ticos podem substituir essas m\u00e1quinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com \u00edm\u00e3s permanentes simples, eles criaram um sistema passivo que guia as bolhas de oxig\u00eanio para pontos de coleta sem usar energia extra. O m\u00e9todo funciona de duas formas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>aproveitando a resposta natural da \u00e1gua a campos magn\u00e9ticos;<\/li>\n\n\n\n<li>usando for\u00e7as magnetohidrodin\u00e2micas, que geram um movimento no l\u00edquido e separam o g\u00e1s como se fosse uma centr\u00edfuga invis\u00edvel.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o precisamos de centr\u00edfugas, pe\u00e7as m\u00f3veis ou energia adicional. \u00c9 um sistema passivo, de baixa manuten\u00e7\u00e3o\u201d, disse a professora Katerina Brinkert, diretora do ZARM.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resultados impressionantes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os testes, realizados no Bremen Drop Tower \u2014 instala\u00e7\u00e3o que simula microgravidade em quedas livres \u2014, mostraram que a efici\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio pode aumentar at\u00e9 240%. Os pesquisadores tamb\u00e9m alcan\u00e7aram \u00edndices muito pr\u00f3ximos aos obtidos em condi\u00e7\u00f5es normais na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o engenheiro \u00c1lvaro Romero-Calvo, da Georgia Tech, o sistema abre caminho para novas arquiteturas de voos espaciais tripulados. \u201cConseguimos mostrar que for\u00e7as magn\u00e9ticas podem controlar bolhas em microgravidade e viabilizar tecnologias mais leves e sustent\u00e1veis.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Explorar o espa\u00e7o nunca foi t\u00e3o desafiador \u2014 e a disponibilidade de oxig\u00eanio continua sendo um dos maiores obst\u00e1culos para a sobreviv\u00eancia humana fora da Terra. 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