{"id":16578,"date":"2025-08-20T11:36:43","date_gmt":"2025-08-20T14:36:43","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=16578"},"modified":"2025-08-21T10:29:00","modified_gmt":"2025-08-21T13:29:00","slug":"mulheres-nao-vao-mais-receber-beneficio-do-inss","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/mulheres-nao-vao-mais-receber-beneficio-do-inss\/","title":{"rendered":"Mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica podem n\u00e3o receber benef\u00edcio do INSS"},"content":{"rendered":"\n<p>O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o direito de <strong>mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica <\/strong>ao Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (<strong>BPC<\/strong>) foi suspenso ap\u00f3s o ministro K\u00e1ssio Nunes Marques pedir vista na segunda-feira, 18 de agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate, que j\u00e1 tinha maioria favor\u00e1vel \u00e0 concess\u00e3o do benef\u00edcio, envolvia a poss\u00edvel obrigatoriedade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em cobrir o custo do afastamento dessas mulheres em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade econ\u00f4mica. Com a suspens\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 data definida para a retomada do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Decis\u00e3o crucial para mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>A suspens\u00e3o ocorreu em um momento em que o STF estava inclinado a determinar que o INSS pague o BPC \u00e0s mulheres que, por motivo de prote\u00e7\u00e3o, precisem deixar suas atividades profissionais. A Lei Maria da Penha j\u00e1 assegura a prote\u00e7\u00e3o e o emprego por at\u00e9 seis meses.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o BPC representaria um suporte financeiro adicional crucial para as mulheres em situa\u00e7\u00e3o de risco econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do pedido de vista, sete ministros, incluindo o relator Fl\u00e1vio Dino, j\u00e1 haviam votado a favor da concess\u00e3o do benef\u00edcio. Dino prop\u00f4s que a Justi\u00e7a estadual deve ter compet\u00eancia para definir o afastamento pago em situa\u00e7\u00f5es envolvendo viol\u00eancia dom\u00e9stica, mesmo que isso impacte as responsabilidades do INSS. Essa defini\u00e7\u00e3o alinha-se com a interpreta\u00e7\u00e3o de que medidas protetivas devem transcender a esfera federal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Considera\u00e7\u00f5es para o INSS<\/h2>\n\n\n\n<p>Se aprovada a concess\u00e3o do BPC, ele beneficiaria mulheres sem v\u00ednculo formal de emprego em condi\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade. Nos casos em que h\u00e1 registro empregat\u00edcio, os primeiros 15 dias de afastamento seriam custeados pelo empregador.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desse per\u00edodo, o INSS assumiria a responsabilidade financeira. Esta decis\u00e3o, al\u00e9m de significar uma vit\u00f3ria para os direitos das mulheres, imp\u00f5e um novo desafio log\u00edstico e financeiro ao INSS, suscitando debates sobre o impacto econ\u00f4mico da medida.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto importante \u00e9 que o caso permite<strong> a\u00e7\u00f5es regressivas contra os agressores. <\/strong>Essa pr\u00e1tica j\u00e1 \u00e9 utilizada em pens\u00f5es por morte, e agora ser\u00e1 estendida a casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica, conforme a Lei de Benef\u00edcios da Previd\u00eancia Social.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O debate envolvia a poss\u00edvel obrigatoriedade do INSS em cobrir determinados custos de mulheres.<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":10504,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-16578","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16578","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16578"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16578\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16676,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16578\/revisions\/16676"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10504"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16578"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16578"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16578"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}