{"id":16626,"date":"2025-08-21T07:54:00","date_gmt":"2025-08-21T10:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=16626"},"modified":"2025-08-21T07:54:02","modified_gmt":"2025-08-21T10:54:02","slug":"preco-do-hamburguer-sobe-absurdamente-nos-supermercados-entenda-o-motivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/preco-do-hamburguer-sobe-absurdamente-nos-supermercados-entenda-o-motivo\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7o do hamb\u00farguer sobe absurdamente nos supermercados; entenda o motivo"},"content":{"rendered":"\n<p>O&nbsp;<strong>hamb\u00farguer, s\u00edmbolo da mesa americana<\/strong>, est\u00e1 pesando no bolso dos consumidores. Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que, entre 2 de abril e 18 de agosto, o pre\u00e7o do lote de 45 quilos da carne usada para hamb\u00farguer saltou de&nbsp;<strong>US$ 119 para US$ 180<\/strong>, uma alta de&nbsp;<strong>mais de 50%<\/strong>&nbsp;em apenas quatro meses.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo per\u00edodo, a carne mo\u00edda comum subiu 43% e os cortes de maior qualidade ficaram, em m\u00e9dia, 20% mais caros. A disparada contrasta com a infla\u00e7\u00e3o geral dos Estados Unidos, que acumula apenas&nbsp;<strong>2,7% em 12 meses<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tarifa\u00e7o e impacto na carne brasileira<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O aumento coincide com o&nbsp;<strong>tarifa\u00e7o imposto pelo presidente Donald Trump<\/strong>, que iniciou em abril com uma taxa global de 10% e, em julho, subiu a sobretaxa sobre a carne brasileira para 50%.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida reduziu drasticamente as importa\u00e7\u00f5es dos EUA: de&nbsp;<strong>44,2 mil toneladas em abril para 12 mil em julho<\/strong>, uma queda de 70%. O Brasil, maior exportador de carne bovina do mundo, j\u00e1 busca&nbsp;<strong>novos mercados<\/strong>, como o Vietn\u00e3, e viu o M\u00e9xico ultrapassar os EUA como comprador.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo brasileiro reagiu, acionando os EUA na&nbsp;<strong>OMC (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio)<\/strong>&nbsp;sob alega\u00e7\u00e3o de que as tarifas violam regras internacionais. Washington, no entanto, alega se tratar de quest\u00e3o de \u201cseguran\u00e7a nacional\u201d, fora do alcance da entidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Seca e queda do rebanho<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das tarifas, fatores internos agravam a escalada de pre\u00e7os. O rebanho bovino americano caiu ao menor n\u00edvel em quase 75 anos, com menos de&nbsp;<strong>87 milh\u00f5es de cabe\u00e7as<\/strong>. A estiagem prolongada no cintur\u00e3o pecu\u00e1rio reduziu pastagens, encareceu a ra\u00e7\u00e3o e levou produtores a abater animais mais cedo, encolhendo a oferta.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo analistas, esse movimento deve manter os pre\u00e7os elevados mesmo que a demanda siga est\u00e1vel. \u201cOs custos de produ\u00e7\u00e3o est\u00e3o altos e as margens dos pecuaristas continuam apertadas, apesar dos pre\u00e7os recordes\u201d, avaliou o economista Bernt Nelson, da American Farmers Bureau Federation.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Hamb\u00farguer no centro da mesa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O aumento preocupa n\u00e3o s\u00f3 o consumidor, mas tamb\u00e9m redes de fast-food e supermercados, que j\u00e1 repassam parte da alta \u00e0s prateleiras. Economistas alertam que, se as tarifas contra o Brasil forem ampliadas, o impacto poder\u00e1 ser ainda maior no&nbsp;<strong>hamb\u00farguer, item mais popular da dieta americana<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O&nbsp;hamb\u00farguer, s\u00edmbolo da mesa americana, est\u00e1 pesando no bolso dos consumidores. Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que, entre 2 de abril e 18 de agosto, o pre\u00e7o do lote de 45 quilos da carne usada para hamb\u00farguer saltou de&nbsp;US$ 119 para US$ 180, uma alta de&nbsp;mais de 50%&nbsp;em apenas quatro meses. 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