{"id":17326,"date":"2025-08-30T10:23:00","date_gmt":"2025-08-30T13:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=17326"},"modified":"2025-08-28T13:06:16","modified_gmt":"2025-08-28T16:06:16","slug":"cientistas-revelam-o-que-acontece-no-ultimo-segundo-antes-de-morrer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/cientistas-revelam-o-que-acontece-no-ultimo-segundo-antes-de-morrer\/","title":{"rendered":"Cientistas revelam o que acontece no \u00faltimo segundo antes de morrer"},"content":{"rendered":"\n<p>O mist\u00e9rio sobre o que acontece no \u00faltimo segundo antes da morte acaba de ganhar novas pistas da ci\u00eancia. Pesquisadores da\u00a0<strong>Universidade da Col\u00fambia Brit\u00e2nica (UBC)<\/strong>, no Canad\u00e1, identificaram que a\u00a0<strong>audi\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u00faltimo sentido a se apagar<\/strong>\u00a0no corpo humano. O estudo, publicado na revista cient\u00edfica\u00a0<em>Nature<\/em>, mostra que, mesmo inconscientes, pacientes em seus momentos finais ainda registravam respostas cerebrais a est\u00edmulos sonoros.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas acompanharam pacientes em cuidados paliativos no&nbsp;<strong>St. John Hospice, em Vancouver<\/strong>, utilizando eletroencefalografia (EEG) para medir a atividade el\u00e9trica do c\u00e9rebro. Foram comparadas rea\u00e7\u00f5es de tr\u00eas grupos: pessoas saud\u00e1veis, pacientes conscientes e os mesmos pacientes ap\u00f3s entrarem em estado de inconsci\u00eancia, j\u00e1 pr\u00f3ximos da morte.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado surpreendeu: em todos os casos, o c\u00e9rebro apresentou sinais caracter\u00edsticos ao ouvir sons inesperados, conhecidos como&nbsp;<strong>MMN (mismatch negativity)<\/strong>, al\u00e9m de outros padr\u00f5es mais complexos, como&nbsp;<strong>P3a e P3b<\/strong>, tamb\u00e9m observados em volunt\u00e1rios saud\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNosso estudo mostra que um c\u00e9rebro \u00e0 beira da morte pode responder ao som, mesmo em um estado inconsciente, at\u00e9 as \u00faltimas horas de vida\u201d, explicou a pesquisadora&nbsp;<strong>Elizabeth Blundon<\/strong>, uma das autoras do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conforto para fam\u00edlias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para especialistas, a descoberta tem forte impacto emocional. A m\u00e9dica&nbsp;<strong>Romayne Gallagher<\/strong>, que atuou durante tr\u00eas d\u00e9cadas em cuidados paliativos, disse que sempre suspeitou do papel da audi\u00e7\u00e3o nos instantes finais. Segundo ela, relatos de rea\u00e7\u00f5es sutis a vozes de familiares j\u00e1 eram comuns nos hospitais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso d\u00e1 significado aos \u00faltimos dias e horas de vida. Mostra que estar presente, em pessoa ou por telefone, realmente faz diferen\u00e7a. \u00c9 um conforto poder se despedir e expressar amor\u201d, afirmou Gallagher.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ainda restam perguntas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar das evid\u00eancias, os cientistas ressaltam que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar se os pacientes realmente compreendem o que ouvem. As ondas cerebrais mostram rea\u00e7\u00e3o aos est\u00edmulos, mas n\u00e3o confirmam mem\u00f3ria, reconhecimento de vozes ou entendimento da linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o achado refor\u00e7a um ponto essencial:&nbsp;<strong>conversar com algu\u00e9m em seus momentos finais pode trazer conforto<\/strong>, mesmo que a pessoa n\u00e3o responda. Para os pesquisadores, a audi\u00e7\u00e3o permanece como um elo invis\u00edvel entre a vida e a despedida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mist\u00e9rio sobre o que acontece no \u00faltimo segundo antes da morte acaba de ganhar novas pistas da ci\u00eancia. Pesquisadores da\u00a0Universidade da Col\u00fambia Brit\u00e2nica (UBC), no Canad\u00e1, identificaram que a\u00a0audi\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u00faltimo sentido a se apagar\u00a0no corpo humano. 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