{"id":17813,"date":"2025-09-02T16:09:14","date_gmt":"2025-09-02T19:09:14","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=17813"},"modified":"2025-09-02T16:09:16","modified_gmt":"2025-09-02T19:09:16","slug":"como-fica-a-divisao-de-bens-de-uma-heranca-sem-testamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/como-fica-a-divisao-de-bens-de-uma-heranca-sem-testamento\/","title":{"rendered":"Como fica a divis\u00e3o de bens de uma heran\u00e7a sem testamento?"},"content":{"rendered":"\n<p>Embora seja um instrumento antigo e conhecido, o\u00a0<strong>testamento<\/strong>\u00a0ainda \u00e9 pouco utilizado no Brasil. Na maioria dos casos, a partilha de bens ocorre sem que o falecido tenha deixado o documento, o que n\u00e3o prejudica o direito \u00e0 heran\u00e7a, mas pode tornar o processo mais demorado e sujeito a conflitos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o&nbsp;<strong>C\u00f3digo Civil brasileiro<\/strong>, quando n\u00e3o existe testamento, a sucess\u00e3o segue a chamada&nbsp;<strong>ordem leg\u00edtima<\/strong>. Isso significa que todos os bens da pessoa que morreu devem ser destinados, obrigatoriamente, aos&nbsp;<strong>herdeiros necess\u00e1rios<\/strong>: descendentes (filhos e netos), ascendentes (pais e av\u00f3s) e o c\u00f4njuge sobrevivente.<\/p>\n\n\n\n<p>A ordem de prioridade \u00e9 a seguinte:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Descendentes e c\u00f4njuge em partes iguais;<\/li>\n\n\n\n<li>Ascendentes e c\u00f4njuge em partes iguais;<\/li>\n\n\n\n<li>Apenas o c\u00f4njuge sobrevivente;<\/li>\n\n\n\n<li>Parentes colaterais (irm\u00e3os, sobrinhos, tios e primos, at\u00e9 o 4.\u00ba grau).<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Se um filho j\u00e1 tiver falecido, seus descendentes (os netos do autor da heran\u00e7a) dividem entre si a parte que caberia a ele.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Colaterais: quando a heran\u00e7a vai para irm\u00e3os e primos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Na aus\u00eancia de c\u00f4njuge, descendentes ou ascendentes, a lei prev\u00ea que os bens fiquem com os\u00a0<strong>colaterais<\/strong>. S\u00e3o parentes at\u00e9 o quarto grau, como irm\u00e3os, sobrinhos, tios e primos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses herdeiros, no entanto,\u00a0<strong>n\u00e3o s\u00e3o obrigat\u00f3rios<\/strong>: caso exista testamento, eles podem ser totalmente exclu\u00eddos da partilha, diferentemente dos herdeiros necess\u00e1rios, que t\u00eam direito garantido por lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de testamento n\u00e3o obriga o invent\u00e1rio a seguir pela via judicial. O procedimento pode ser feito em cart\u00f3rio, desde que todos os herdeiros sejam\u00a0<strong>maiores de idade, capazes e estejam de acordo com a partilha<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Se houver menores, incapazes ou diverg\u00eancias, o processo obrigatoriamente passa pelo Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Testamento: pouco usado, mas recomendado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Entre 2007 e setembro de 2024, foram lavrados pouco mais de&nbsp;<strong>527 mil testamentos p\u00fablicos<\/strong>&nbsp;no pa\u00eds, segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o dos Not\u00e1rios e Registradores do Brasil (Anoreg\/BR). O n\u00famero \u00e9 pequeno diante da popula\u00e7\u00e3o, mas vem crescendo: hoje j\u00e1 s\u00e3o cerca de 40 mil registros por ano, o dobro de 18 anos atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas em direito de fam\u00edlia recomendam o uso do documento para evitar disputas familiares. \u201cAssim que a pessoa morre, os filhos j\u00e1 est\u00e3o brigando pelas coisas. O testamento evita esse cen\u00e1rio e d\u00e1 clareza \u00e0 divis\u00e3o\u201d, afirma Eduardo Tomasevicius Filho, professor de Direito Civil da USP.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mudan\u00e7as \u00e0 vista no C\u00f3digo Civil<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<strong>novo C\u00f3digo Civil<\/strong>, em discuss\u00e3o no Congresso Nacional, pode alterar profundamente as regras sucess\u00f3rias. Entre as propostas est\u00e1 a&nbsp;<strong>retirada do c\u00f4njuge sobrevivente da lista de herdeiros necess\u00e1rios<\/strong>, o que exigiria sua men\u00e7\u00e3o expl\u00edcita em testamento para receber parte da heran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto tamb\u00e9m prev\u00ea novas hip\u00f3teses de exclus\u00e3o de herdeiros por abandono ou ofensa psicol\u00f3gica, al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de modalidades como o&nbsp;<strong>testamento emergencial<\/strong>, v\u00e1lido por 90 dias, e o&nbsp;<strong>testamento conjuntivo<\/strong>, que pode ser feito em conjunto por c\u00f4njuges.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora seja um instrumento antigo e conhecido, o\u00a0testamento\u00a0ainda \u00e9 pouco utilizado no Brasil. Na maioria dos casos, a partilha de bens ocorre sem que o falecido tenha deixado o documento, o que n\u00e3o prejudica o direito \u00e0 heran\u00e7a, mas pode tornar o processo mais demorado e sujeito a conflitos. 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