{"id":18138,"date":"2025-09-07T15:42:00","date_gmt":"2025-09-07T18:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=18138"},"modified":"2025-09-07T18:49:13","modified_gmt":"2025-09-07T21:49:13","slug":"brasil-pode-ter-deserto-em-poucos-anos-se-isso-acontecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/brasil-pode-ter-deserto-em-poucos-anos-se-isso-acontecer\/","title":{"rendered":"Brasil pode ter deserto em poucos anos se isso acontecer"},"content":{"rendered":"\n<p>O avan\u00e7o do desmatamento na Amaz\u00f4nia acende um alerta global: o Brasil pode enfrentar um cen\u00e1rio de desertifica\u00e7\u00e3o e crise h\u00eddrica em poucas d\u00e9cadas caso a floresta continue sendo devastada. Um estudo publicado nesta ter\u00e7a-feira (2) na revista\u00a0<em>Nature Communications<\/em>\u00a0aponta que 75% da redu\u00e7\u00e3o das chuvas na regi\u00e3o est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 perda de \u00e1rvores.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os pesquisadores, desde 1985 os dias mais quentes na Amaz\u00f4nia registraram aumento de 2 \u00b0C, sendo 16% desse avan\u00e7o resultado direto do desmatamento. A floresta, conhecida como \u201cpulm\u00e3o do planeta\u201d, j\u00e1 deixou de absorver o mesmo volume de carbono e em algumas \u00e1reas emite mais gases de efeito estufa do que ret\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>As \u00e1rvores funcionam como verdadeiras \u201cbombas d\u2019\u00e1gua\u201d, puxando umidade do solo e liberando-a na atmosfera. Esse processo \u00e9 respons\u00e1vel por mais de 40% das chuvas da regi\u00e3o. Com menos cobertura vegetal, o ciclo de precipita\u00e7\u00e3o enfraquece, sobretudo na esta\u00e7\u00e3o seca, entre junho e novembro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O risco de um ciclo de destrui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A queda nas chuvas aumenta a vulnerabilidade a queimadas. Em 2024, mais de 16 milh\u00f5es de hectares foram destru\u00eddos pelo fogo, e no primeiro semestre de 2025 o desmatamento avan\u00e7ou 27% em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior, segundo o Inpe. O processo cria um c\u00edrculo vicioso: menos floresta significa menos chuva, que facilita novos inc\u00eandios e acelera a degrada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impactos al\u00e9m da floresta<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Estudos conduzidos por cientistas da Universidade de Princeton e da ag\u00eancia de oceanos e atmosfera dos EUA projetam que, se metade da Amaz\u00f4nia for destru\u00edda, a temperatura global pode subir at\u00e9 2,5 \u00b0C e as chuvas ca\u00edrem at\u00e9 30%. No Brasil, o impacto seria ainda maior, com riscos diretos para a agricultura e para a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, j\u00e1 que 80% da matriz nacional depende de hidrel\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>COP30 e press\u00e3o internacional<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Com a realiza\u00e7\u00e3o da COP30 em Bel\u00e9m, em 2025, a Amaz\u00f4nia ser\u00e1 o centro das negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas globais. O pa\u00eds chega ao encontro sob press\u00e3o para reduzir o desmatamento e provar que pode conciliar produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola com preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Para especialistas, a confer\u00eancia \u00e9 tamb\u00e9m uma oportunidade de o Brasil reassumir protagonismo na prote\u00e7\u00e3o das florestas tropicais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O avan\u00e7o do desmatamento na Amaz\u00f4nia acende um alerta global: o Brasil pode enfrentar um cen\u00e1rio de desertifica\u00e7\u00e3o e crise h\u00eddrica em poucas d\u00e9cadas caso a floresta continue sendo devastada. Um estudo publicado nesta ter\u00e7a-feira (2) na revista\u00a0Nature Communications\u00a0aponta que 75% da redu\u00e7\u00e3o das chuvas na regi\u00e3o est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 perda de \u00e1rvores. 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