{"id":18739,"date":"2025-09-10T16:16:44","date_gmt":"2025-09-10T19:16:44","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=18739"},"modified":"2025-09-10T16:16:46","modified_gmt":"2025-09-10T19:16:46","slug":"criador-da-teoria-da-simulacao-alerta-algo-preocupante-pode-estar-acontecendo-com-os-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/criador-da-teoria-da-simulacao-alerta-algo-preocupante-pode-estar-acontecendo-com-os-humanos\/","title":{"rendered":"Criador da Teoria da Simula\u00e7\u00e3o alerta: algo preocupante pode estar acontecendo com os humanos"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 pouco mais de uma d\u00e9cada, o fil\u00f3sofo sueco Nick Bostrom ganhou notoriedade ao lan\u00e7ar&nbsp;<em>Superintelig\u00eancia \u2013 Caminhos, Perigos, Estrat\u00e9gias<\/em>, obra que antecipava riscos ligados ao avan\u00e7o da intelig\u00eancia artificial (IA). Hoje, aos 52 anos, o criador da Teoria da Simula\u00e7\u00e3o se descreve n\u00e3o mais como um \u201cotimista preocupado\u201d, mas como um&nbsp;<strong>\u201cfatalista moderado\u201d<\/strong>&nbsp;diante do ritmo acelerado da revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPode ser que o destino j\u00e1 esteja, em parte, tra\u00e7ado. Ainda assim, podemos alterar probabilidades\u201d, afirmou em entrevista recente, reconhecendo que os chamados \u201cagentes de IA\u201d \u2014 softwares capazes de tomar decis\u00f5es com pouca ou nenhuma supervis\u00e3o humana \u2014 ampliam os dilemas \u00e9ticos e existenciais que cercam a tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O livre-arb\u00edtrio em xeque<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o da IA reacende um debate antigo: at\u00e9 que ponto humanos t\u00eam livre-arb\u00edtrio? Alan Turing, ainda em 1951, j\u00e1 questionava se essa liberdade n\u00e3o seria apenas uma ilus\u00e3o. Freud, por sua vez, classificou o livre-arb\u00edtrio como uma das \u201cilus\u00f5es humanas\u201d, inserindo-o entre as chamadas&nbsp;<strong>tr\u00eas feridas narc\u00edsicas<\/strong>: a cosmol\u00f3gica (Cop\u00e9rnico), a biol\u00f3gica (Darwin) e a psicol\u00f3gica (o inconsciente).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1993, o historiador Bruce Mazlish acrescentou uma quarta descontinuidade: a simbiose entre humanos e m\u00e1quinas. Agora, com a ascens\u00e3o da IA generativa e sua capacidade de operar sobre a linguagem \u2014 atributo que tradicionalmente distinguia nossa esp\u00e9cie das demais \u2014, estudiosos como Lucia Santaella e Bostrom falam em uma&nbsp;<strong>quinta ferida narc\u00edsica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma nova descontinuidade humana<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Se antes a produ\u00e7\u00e3o de imagens ou v\u00eddeos por algoritmos impactava apenas nichos criativos, o dom\u00ednio da linguagem por modelos como o ChatGPT abala algo mais profundo: a no\u00e7\u00e3o de que a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma exclusividade humana. Para Bostrom e outros pensadores, os \u201cagentes de IA\u201d podem representar um ponto sem retorno, corroendo as \u00faltimas certezas sobre o que significa ser humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre fatalismo e esperan\u00e7a, Bostrom insiste: a tecnologia n\u00e3o precisa ser, necessariamente, o fim da linha. Mas o que est\u00e1 em jogo vai muito al\u00e9m de m\u00e1quinas inteligentes: trata-se de nossa pr\u00f3pria identidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 pouco mais de uma d\u00e9cada, o fil\u00f3sofo sueco Nick Bostrom ganhou notoriedade ao lan\u00e7ar&nbsp;Superintelig\u00eancia \u2013 Caminhos, Perigos, Estrat\u00e9gias, obra que antecipava riscos ligados ao avan\u00e7o da intelig\u00eancia artificial (IA). 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