{"id":1956,"date":"2025-02-01T18:06:01","date_gmt":"2025-02-01T21:06:01","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=1956"},"modified":"2025-01-31T19:58:01","modified_gmt":"2025-01-31T22:58:01","slug":"brasileiros-estao-ganhando-r-700-de-um-jeito-facil-mas-perigoso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/brasileiros-estao-ganhando-r-700-de-um-jeito-facil-mas-perigoso\/","title":{"rendered":"Brasileiros est\u00e3o ganhando R$ 700 de um jeito f\u00e1cil \u2014 mas perigoso"},"content":{"rendered":"\n<p>Quem acompanha os jornais di\u00e1rios pode ter percebido algo in\u00e9dito e curioso, sobre brasileiros que est\u00e3o enfrentando longas filas na cidade de S\u00e3o Paulo para vender o escaneamento da \u00edris por R$ 700. Essa iniciativa se popularizou no TikTok, atrav\u00e9s do projeto World ID, que \u00e9 comandado pela empresa World Foundation. Entre os fundadores dela, est\u00e1 o CEO da OpenAI, Sam Altman, que busca criar uma identidade biom\u00e9trica \u201cuniversal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso, ele quer recrutar pessoas para o escaneamento, dando como recompensa bitcoins. A moeda digital pode ser convertida em moeda brasileira e os valores chegam a R$ 700. Mas, \u00e9 preciso ter cuidado, pois o procedimento pode trazer riscos que n\u00e3o est\u00e3o sendo divulgados como deveria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os riscos do escaneamento da \u00edris do olho<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com a World ID, o site oficial diz que &#8220;os dados recolhidos s\u00e3o imediatamente eliminados&#8221;, isso se o usu\u00e1rio pedir para que essas informa\u00e7\u00f5es sejam deletadas do aplicativo. Na pr\u00e1tica, n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es claras que comprovem essas remo\u00e7\u00f5es, principalmente durante as propagandas para recrutar os volunt\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais riscos da \u201cvenda da \u00edris\u201d \u00e9 a perda de controle de dados pessoais. Isso porque, o objetivo inicial \u00e9 que essas \u00edris sejam usadas para o desenvolvimento de um sistema biom\u00e9trico \u00fanico, que n\u00e3o poder\u00e1 ser reproduzido digitalmente por nenhuma intelig\u00eancia artificial. Mas, ainda n\u00e3o se sabe se isso realmente vai acontecer dessa forma, pois ao vender a \u00edris, a World ID adquire a prerrogativa sobre o seu uso.<\/p>\n\n\n\n<p>A World ID n\u00e3o possui dados transparentes sobre o apagamento das \u00edris e alega que us\u00e1-las novamente <em>\u201c\u00e9 invi\u00e1vel, pois o c\u00f3digo da \u00edris \u00e9 fragmentado ap\u00f3s a captura, tornando imposs\u00edvel sua reconstru\u00e7\u00e3o ou uso indevido em caso de vazamento. Mesmo que um terceiro tivesse acesso ao c\u00f3digo, ele n\u00e3o conseguiria se passar pelo propriet\u00e1rio original devido \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o que protege a integridade dos dados&#8221;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a \u00edris do olho est\u00e1 cada vez mais inserida nas tecnologias, como no reconhecimento facial, seja para celulares ou outros servi\u00e7os que requerem esse tipo de seguran\u00e7a. No caso da ocorr\u00eancia de roubo desses dados de seguran\u00e7a informados para uma suposta biometria global, h\u00e1 risco de que informa\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias valiosas sejam acessadas por criminosos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem acompanha os jornais di\u00e1rios pode ter percebido algo in\u00e9dito e curioso, sobre brasileiros que est\u00e3o enfrentando longas filas na cidade de S\u00e3o Paulo para vender o escaneamento da \u00edris por R$ 700. Essa iniciativa se popularizou no TikTok, atrav\u00e9s do projeto World ID, que \u00e9 comandado pela empresa World Foundation. 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