{"id":20077,"date":"2025-09-23T22:21:18","date_gmt":"2025-09-24T01:21:18","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=20077"},"modified":"2025-09-23T22:21:20","modified_gmt":"2025-09-24T01:21:20","slug":"pode-engolir-a-terra-buraco-negro-turbinado-cresce-em-ritmo-assustador-no-espaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/pode-engolir-a-terra-buraco-negro-turbinado-cresce-em-ritmo-assustador-no-espaco\/","title":{"rendered":"Pode engolir a Terra? Buraco negro \u201cturbinado\u201d cresce em ritmo assustador no espa\u00e7o"},"content":{"rendered":"\n<p>Astr\u00f4nomos identificaram um buraco negro que desafia as leis conhecidas da f\u00edsica ao crescer em um ritmo considerado imposs\u00edvel. Batizado de\u00a0<strong>RACS J0320\u201335<\/strong>, o objeto est\u00e1 localizado a\u00a0<strong>12,8 bilh\u00f5es de anos-luz da Terra<\/strong>, o que significa que sua atividade ocorreu quando o universo tinha apenas 920 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com observa\u00e7\u00f5es feitas pelo&nbsp;<strong>Observat\u00f3rio de Raios X Chandra<\/strong>, da NASA, o buraco negro tem uma massa estimada em&nbsp;<strong>1 bilh\u00e3o de vezes a do Sol<\/strong>&nbsp;e est\u00e1 crescendo&nbsp;<strong>2,4 vezes acima do limite de Eddington<\/strong>&nbsp;\u2014 valor te\u00f3rico que estabelece a m\u00e1xima taxa de \u201calimenta\u00e7\u00e3o\u201d de um buraco negro. Na pr\u00e1tica, ele engole entre&nbsp;<strong>300 e 3.000 s\u00f3is por ano<\/strong>, emitindo n\u00edveis recordes de radia\u00e7\u00e3o em raios X para sua \u00e9poca c\u00f3smica.<\/p>\n\n\n\n<p>O limite de Eddington \u00e9 baseado no equil\u00edbrio entre a for\u00e7a da gravidade, que atrai mat\u00e9ria, e a press\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o, que empurra o material para fora. O fato de RACS J0320\u201335 estar ultrapassando essa barreira sugere que ainda h\u00e1 aspectos do crescimento desses objetos que a ci\u00eancia n\u00e3o compreende totalmente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mist\u00e9rio da origem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O achado levanta uma quest\u00e3o central: como buracos negros t\u00e3o massivos conseguiram se formar t\u00e3o cedo na hist\u00f3ria do universo? H\u00e1 duas hip\u00f3teses principais:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Colapso direto<\/strong>: uma nuvem gigantesca de g\u00e1s teria dado origem a um buraco negro j\u00e1 muito grande, com milhares de massas solares.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Crescimento acelerado<\/strong>: um buraco negro pequeno, nascido da morte de uma estrela massiva, teria engolido mat\u00e9ria em ritmo acima do limite por tempo prolongado.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>\u201cFoi chocante ver um buraco negro crescendo a saltos t\u00e3o grandes\u201d, afirmou Luca Ighina, do Centro de Astrof\u00edsica Harvard-Smithsonian, que liderou o estudo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Risco para a Terra?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar do tom alarmante, especialistas refor\u00e7am que o fen\u00f4meno n\u00e3o oferece&nbsp;<strong>nenhum perigo \u00e0 Terra<\/strong>. A dist\u00e2ncia colossal impede qualquer influ\u00eancia direta. O que o caso traz \u00e9 uma oportunidade rara de entender como os buracos negros supermassivos se desenvolveram no in\u00edcio do cosmos e por que alguns parecem desafiar as regras da f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os astr\u00f4nomos, RACS J0320\u201335 pode ser a chave para desvendar um dos maiores mist\u00e9rios do universo: como esses gigantes c\u00f3smicos surgiram t\u00e3o cedo e cresceram t\u00e3o r\u00e1pido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f4nomos identificaram um buraco negro que desafia as leis conhecidas da f\u00edsica ao crescer em um ritmo considerado imposs\u00edvel. Batizado de\u00a0RACS J0320\u201335, o objeto est\u00e1 localizado a\u00a012,8 bilh\u00f5es de anos-luz da Terra, o que significa que sua atividade ocorreu quando o universo tinha apenas 920 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. De acordo com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":10100,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-20077","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20077","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20077"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20077\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20082,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20077\/revisions\/20082"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10100"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20077"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20077"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20077"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}