{"id":20895,"date":"2025-10-01T15:18:28","date_gmt":"2025-10-01T18:18:28","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=20895"},"modified":"2025-10-01T15:18:30","modified_gmt":"2025-10-01T18:18:30","slug":"cientistas-encontram-sinais-que-podem-indicar-vida-em-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/cientistas-encontram-sinais-que-podem-indicar-vida-em-marte\/","title":{"rendered":"Cientistas encontram sinais que podem indicar vida em Marte"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma pesquisa internacional publicada na revista\u00a0<em>Nature<\/em>\u00a0trouxe novas evid\u00eancias que podem mudar o entendimento humano sobre Marte e seu potencial para abrigar vida. Analisando rochas do\u00a0<strong>cratera Jezero<\/strong>, o rover\u00a0<strong>Perseverance<\/strong>, da NASA, identificou composi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas que sugerem a possibilidade de atividade microbiana em per\u00edodos remotos da hist\u00f3ria do planeta vermelho.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo concentrou-se na chamada&nbsp;<strong>forma\u00e7\u00e3o Bright Angel<\/strong>, localizada no canal Neretva Vallis. A regi\u00e3o \u00e9 formada por&nbsp;<strong>mudstones<\/strong>&nbsp;\u2014 rochas sedimentares finas, geralmente associadas \u00e0 presen\u00e7a de \u00e1gua no passado. Nessas amostras, os cientistas encontraram concentra\u00e7\u00f5es significativas de&nbsp;<strong>carbono org\u00e2nico, f\u00f3sforo, enxofre e ferro oxidado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ge\u00f3logo e astrobi\u00f3logo&nbsp;<strong>Michael Tice<\/strong>, da Texas A&amp;M University, o conjunto desses elementos \u00e9 especialmente relevante porque, na Terra, pode servir de combust\u00edvel para microrganismos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cAs rochas mostraram evid\u00eancias de ciclos qu\u00edmicos que organismos vivos poderiam explorar para obter energia\u201d, explicou o pesquisador.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Minerais que lembram processos biol\u00f3gicos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Entre as descobertas mais marcantes est\u00e3o pequenas estruturas apelidadas de&nbsp;<strong>\u201csementes de papoula\u201d<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>\u201cmanchas de leopardo\u201d<\/strong>&nbsp;\u2014 forma\u00e7\u00f5es ricas em&nbsp;<strong>vivianita<\/strong>&nbsp;(fosfato de ferro) e&nbsp;<strong>greigita<\/strong>&nbsp;(sulfeto de ferro). Na Terra, esses minerais geralmente aparecem em ambientes \u00famidos de baixa temperatura, frequentemente ligados \u00e0 a\u00e7\u00e3o de microrganismos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 apenas a presen\u00e7a dos minerais, mas a forma como eles est\u00e3o organizados\u201d, disse Tice. \u201cNa Terra, estruturas semelhantes surgem em sedimentos onde micr\u00f3bios consomem mat\u00e9ria org\u00e2nica e utilizam ferro e sulfato para respirar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O Perseverance coletou um n\u00facleo da regi\u00e3o, batizado de&nbsp;<strong>Sapphire Canyon<\/strong>, que est\u00e1 armazenado em tubo selado para futura an\u00e1lise em laborat\u00f3rios terrestres. A expectativa \u00e9 que uma miss\u00e3o de retorno traga esse material nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com equipamentos mais avan\u00e7ados, ser\u00e1 poss\u00edvel investigar desde a composi\u00e7\u00e3o isot\u00f3pica do carbono at\u00e9 a eventual presen\u00e7a de&nbsp;<strong>microf\u00f3sseis<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Vida ou apenas geologia?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar do entusiasmo, os cientistas ressaltam que a descoberta ainda n\u00e3o \u00e9 prova definitiva de vida passada em Marte. Processos&nbsp;<strong>puramente geol\u00f3gicos<\/strong>&nbsp;tamb\u00e9m podem explicar parte das rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas observadas. A diferen\u00e7a \u00e9 que, at\u00e9 o momento, alguns desses processos exigiriam altas temperaturas \u2014 sinais que n\u00e3o aparecem nos registros da forma\u00e7\u00e3o Bright Angel.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse impasse mant\u00e9m abertas duas hip\u00f3teses: uma origem abi\u00f3tica (sem vida) ou o registro de microrganismos que teriam habitado lagos marcianos h\u00e1 mais de tr\u00eas bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um passo hist\u00f3rico na astrobiologia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para a NASA, os achados cumprem os crit\u00e9rios de&nbsp;<strong>\u201cbiossinais potenciais\u201d<\/strong>, isto \u00e9, ind\u00edcios que justificam novas investiga\u00e7\u00f5es sobre a exist\u00eancia de vida extraterrestre.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma das descobertas mais promissoras feitas at\u00e9 agora pelo Perseverance\u201d, afirmou Sean Duffy, administrador interino da ag\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto as amostras n\u00e3o chegam \u00e0 Terra, os cientistas seguem analisando \u00e0 dist\u00e2ncia o maior enigma de Marte: se aquele ambiente, hoje \u00e1rido e hostil, j\u00e1 foi casa para formas de vida microsc\u00f3picas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa internacional publicada na revista\u00a0Nature\u00a0trouxe novas evid\u00eancias que podem mudar o entendimento humano sobre Marte e seu potencial para abrigar vida. 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