{"id":20899,"date":"2025-10-01T16:23:00","date_gmt":"2025-10-01T19:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=20899"},"modified":"2025-10-01T16:23:03","modified_gmt":"2025-10-01T19:23:03","slug":"conheca-a-bala-da-morte-banida-no-brasil-por-ser-muito-perigosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/conheca-a-bala-da-morte-banida-no-brasil-por-ser-muito-perigosa\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a \u201cBala da Morte\u201d, banida no Brasil por ser muito perigosa"},"content":{"rendered":"\n<p>Nos anos 80 e 90, era dif\u00edcil encontrar uma cantina de escola ou armaz\u00e9m de bairro sem os saquinhos de balas Soft. Coloridas, redondas, com sabores variados e vendidas em embalagens pl\u00e1sticas transparentes de at\u00e9 100 unidades, elas eram baratas, acess\u00edveis e lucrativas para comerciantes. Mas a mesma caracter\u00edstica que atra\u00eda consumidores tamb\u00e9m escondia um risco: a facilidade com que escorregavam pela garganta, provocando engasgos frequentes \u2014 principalmente em crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>A amea\u00e7a foi tamanha que as balas acabaram apelidadas de\u00a0<strong>\u201cbala da morte\u201d<\/strong>, mesmo sem registros oficiais de \u00f3bitos provocados por seu consumo. Ainda assim, relatos de sufocamento se multiplicaram a ponto de pais exigirem que escolas e docerias pr\u00f3ximas deixassem de vender o doce.<\/p>\n\n\n\n<p>O perigo das balas Soft estava no formato:&nbsp;<strong>redondas, lisas e do tamanho aproximado de uma moeda de R$ 1<\/strong>. Essa combina\u00e7\u00e3o facilitava que fossem aspiradas diretamente para as vias a\u00e9reas, dificultando a expuls\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"660\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/image-15.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20906\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/image-15.png 1024w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/image-15-300x193.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/image-15-768x495.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/image-15-150x97.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/image-15-750x483.png 750w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bala Soft (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Internet)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o engasgo \u00e9 uma das principais causas acidentais de morte em crian\u00e7as menores de 1 ano no Brasil. Alimentos pequenos e de formato circular \u2014 como uvas, amendoins, pipoca e balas \u2014 est\u00e3o entre os mais perigosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sintomas mais comuns incluem tosse persistente, falta de ar, chiado no peito e at\u00e9 movimentos desesperados da crian\u00e7a levando as m\u00e3os ao pesco\u00e7o. A recomenda\u00e7\u00e3o m\u00e9dica \u00e9&nbsp;<strong>nunca bater nas costas ou colocar os dedos na boca da crian\u00e7a<\/strong>, mas sim procurar atendimento de emerg\u00eancia imediatamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O fim da Soft \u2014 e um retorno repaginado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Criada pela f\u00e1brica&nbsp;<strong>Q-Refres-Ko<\/strong>&nbsp;na d\u00e9cada de 1960, a Soft fez enorme sucesso nacional e chegou a ser exportada para os Estados Unidos, com mais de&nbsp;<strong>100 milh\u00f5es de unidades enviadas em 1987<\/strong>. Em 1993, ap\u00f3s a compra da empresa pela multinacional Philip Morris, a bala foi retirada do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Anos depois, houve tentativas de relan\u00e7ar o produto em vers\u00f5es \u201cseguras\u201d, com um furo no centro \u2014 semelhante \u00e0s balas Lifesavers \u2014 para reduzir o risco de asfixia. Hoje, uma ind\u00fastria de Erechim (RS), a&nbsp;<strong>Berbau<\/strong>, fabrica a&nbsp;<strong>Soft Classic<\/strong>, vendida em sabores tradicionais e exportada, sem registros de engasgo desde 2000.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um doce que virou lenda urbana<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A Soft sobrevive na mem\u00f3ria afetiva de gera\u00e7\u00f5es como um \u00edcone das guloseimas de balc\u00e3o, lado a lado com marcas como 7 Belo e Ploc. Mas tamb\u00e9m carrega a reputa\u00e7\u00e3o de doce perigoso, cercado por teorias conspirat\u00f3rias e hist\u00f3rias de supostos acidentes fatais que nunca chegaram a ser comprovados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos anos 80 e 90, era dif\u00edcil encontrar uma cantina de escola ou armaz\u00e9m de bairro sem os saquinhos de balas Soft. Coloridas, redondas, com sabores variados e vendidas em embalagens pl\u00e1sticas transparentes de at\u00e9 100 unidades, elas eram baratas, acess\u00edveis e lucrativas para comerciantes. 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