{"id":22688,"date":"2025-10-17T20:35:31","date_gmt":"2025-10-17T23:35:31","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=22688"},"modified":"2025-10-17T20:35:33","modified_gmt":"2025-10-17T23:35:33","slug":"nome-desapareceu-no-brasil-e-nao-e-usado-ha-impressionantes-114-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/nome-desapareceu-no-brasil-e-nao-e-usado-ha-impressionantes-114-anos\/","title":{"rendered":"Nome desapareceu no Brasil e n\u00e3o \u00e9 usado h\u00e1 impressionantes 114 anos"},"content":{"rendered":"\n<p>O nome Alberdia carrega um recorde curioso: ele n\u00e3o \u00e9 registrado no Brasil h\u00e1 114 anos. Segundo dados do IBGE, o \u00faltimo registro aconteceu em 1911, e desde ent\u00e3o o nome simplesmente desapareceu dos cart\u00f3rios do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta faz parte de um levantamento feito com base em registros oficiais entre 1910 e 2013, que revelou mais de 1.080 nomes \u201cesquecidos\u201d \u2014 aqueles que n\u00e3o s\u00e3o usados h\u00e1 mais de um s\u00e9culo. Entre eles, aparecem curiosidades como Araminta, Alfretta, Dorothee e Ignatz, todos com as \u00faltimas apari\u00e7\u00f5es datadas entre 1916 e 1925.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto nomes como Maria, Jo\u00e3o e Jos\u00e9 seguem firmes gera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s gera\u00e7\u00e3o, outros ca\u00edram completamente em desuso. \u201cA moda dos nomes muda conforme o tempo e o contexto cultural\u201d, explica o levantamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, antes de 1930, apenas 21 pessoas no Brasil haviam sido batizadas como Enzo \u2014 hoje um dos nomes mais populares do pa\u00eds. J\u00e1 nomes como Josefa, Raimundo e Sebastiana, muito comuns at\u00e9 a d\u00e9cada de 1930, hoje raramente aparecem em novos registros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que os nomes desaparecem?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo pesquisadores do IBGE, fatores como <strong>influ\u00eancia cultural, religi\u00e3o, m\u00eddia e globaliza\u00e7\u00e3o<\/strong> explicam essas mudan\u00e7as. Novelas, celebridades e redes sociais t\u00eam impacto direto sobre a escolha de nomes de beb\u00eas, enquanto nomes antigos v\u00e3o sendo deixados de lado com o passar das gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o decl\u00ednio no n\u00famero de nascimentos no Brasil reduz ainda mais as chances de nomes raros reaparecerem. Em 2023, o pa\u00eds registrou 2,52 milh\u00f5es de nascimentos, o menor n\u00famero em quase 50 anos \u2014 uma queda de 12% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia de 2015 a 2019.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tend\u00eancia: menos filhos, nomes mais \u00fanicos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o IBGE, as fam\u00edlias est\u00e3o <strong>tendo menos filhos e mais tarde<\/strong>, o que faz com que os pais busquem <strong>nomes exclusivos ou com significados pessoais<\/strong>. A prioridade atual \u00e9 <strong>originalidade<\/strong>, o que ajuda a explicar o sucesso de nomes modernos e curtos, como <strong>Theo, Luna, Gael e Maya<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, <strong>Alberdia<\/strong> e tantos outros nomes seguem adormecidos nos livros dos cart\u00f3rios \u2014 testemunhas silenciosas de um Brasil de outro tempo, com gostos, modas e sons bem diferentes dos de hoje.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O nome Alberdia carrega um recorde curioso: ele n\u00e3o \u00e9 registrado no Brasil h\u00e1 114 anos. Segundo dados do IBGE, o \u00faltimo registro aconteceu em 1911, e desde ent\u00e3o o nome simplesmente desapareceu dos cart\u00f3rios do pa\u00eds. A descoberta faz parte de um levantamento feito com base em registros oficiais entre 1910 e 2013, que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":22689,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-22688","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22688","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22688"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22688\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22690,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22688\/revisions\/22690"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22689"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22688"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22688"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22688"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}