{"id":23068,"date":"2025-10-22T13:06:50","date_gmt":"2025-10-22T16:06:50","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=23068"},"modified":"2025-10-22T13:06:52","modified_gmt":"2025-10-22T16:06:52","slug":"universidade-brasileira-cria-nariz-eletronico-que-identifica-bebidas-contaminadas-por-metanol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/universidade-brasileira-cria-nariz-eletronico-que-identifica-bebidas-contaminadas-por-metanol\/","title":{"rendered":"Universidade brasileira cria nariz eletr\u00f4nico que identifica bebidas contaminadas por metanol"},"content":{"rendered":"\n<p>Em meio ao aumento de casos de intoxica\u00e7\u00e3o por\u00a0bebidas adulteradas com metanol, pesquisadores da\u00a0Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)\u00a0desenvolveram um\u00a0nariz eletr\u00f4nico capaz de detectar a presen\u00e7a da subst\u00e2ncia t\u00f3xica em poucos segundos. O dispositivo, criado no\u00a0Centro de Inform\u00e1tica da universidade, reconhece odores alterados a partir de apenas uma gota da bebida analisada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO nariz eletr\u00f4nico transforma aromas em dados. Esses dados alimentam uma intelig\u00eancia artificial que aprende a reconhecer a assinatura do cheiro de cada amostra\u201d, explica o professor\u00a0Leandro Almeida, coordenador do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>O equipamento \u00e9 calibrado com amostras aut\u00eanticas de bebidas, permitindo que o sistema identifique altera\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas provocadas por adultera\u00e7\u00f5es. Segundo os pesquisadores, o teste leva\u00a0menos de um minuto\u00a0e alcan\u00e7a\u00a098% de precis\u00e3o. Al\u00e9m do metanol, o dispositivo tamb\u00e9m consegue detectar\u00a0bebidas dilu\u00eddas em \u00e1gua\u00a0ou misturadas a outros compostos.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto nasceu h\u00e1 cerca de dez anos, inicialmente voltado para o\u00a0setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s. A equipe buscava formas de avaliar o\u00a0odorizante do g\u00e1s natural, subst\u00e2ncia usada para permitir a detec\u00e7\u00e3o de vazamentos. A tecnologia evoluiu e ganhou novas aplica\u00e7\u00f5es, chegando ao setor aliment\u00edcio e, agora, ao campo da seguran\u00e7a de bebidas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO mesmo princ\u00edpio pode ser usado para verificar a qualidade de um caf\u00e9, de uma carne ou at\u00e9 de um \u00f3leo vegetal. \u00c9 uma tecnologia vers\u00e1til e com potencial de impacto em v\u00e1rios mercados\u201d, afirma Almeida.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1170\" height=\"700\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/image-201.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-23070\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/image-201.png 1170w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/image-201-300x179.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/image-201-768x459.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/image-201-150x90.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/image-201-750x449.png 750w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/image-201-1140x682.png 1140w\" sizes=\"(max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nariz eletr\u00f4nico capaz de identificar metanol (Reprodu\u00e7\u00e3o\/UFPE)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Possibilidades de uso e pr\u00f3ximos passos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores estudam formas de levar o nariz eletr\u00f4nico para o dia a dia de\u00a0bares, restaurantes e adegas, por meio de\u00a0t\u00f3tens acess\u00edveis ao p\u00fablico\u00a0ou\u00a0vers\u00f5es port\u00e1teis\u00a0que possam ser utilizadas diretamente pelos fabricantes e distribuidores de bebidas.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m planos para desenvolver uma\u00a0vers\u00e3o dom\u00e9stica, semelhante a uma caneta digital, que permitiria ao pr\u00f3prio consumidor verificar se a bebida est\u00e1 livre de adultera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de chegar ao mercado, o dispositivo ainda precisa passar por\u00a0testes em ambientes reais\u00a0e por etapas de\u00a0certifica\u00e7\u00e3o e investimento, estimados em cerca de\u00a0R$ 10 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Contexto: mortes e apreens\u00f5es em s\u00e9rie<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o da UFPE surge em meio a uma\u00a0crise nacional de intoxica\u00e7\u00e3o por metanol. Segundo o\u00a0Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o n\u00famero de casos confirmados no pa\u00eds subiu para\u00a041, com\u00a0oito mortes registradas\u00a0\u2014 seis delas em S\u00e3o Paulo e duas em Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00a0Pol\u00edcia Civil paulista\u00a0apontou uma\u00a0f\u00e1brica clandestina em S\u00e3o Bernardo do Campo, no ABC Paulista, como origem das bebidas contaminadas. O esquema, liderado por\u00a0Vanessa Maria da Silva\u00a0e familiares, teria distribu\u00eddo produtos adulterados para bares e restaurantes em diferentes cidades do estado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio ao aumento de casos de intoxica\u00e7\u00e3o por\u00a0bebidas adulteradas com metanol, pesquisadores da\u00a0Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)\u00a0desenvolveram um\u00a0nariz eletr\u00f4nico capaz de detectar a presen\u00e7a da subst\u00e2ncia t\u00f3xica em poucos segundos. 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