{"id":23571,"date":"2025-11-01T11:36:00","date_gmt":"2025-11-01T14:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=23571"},"modified":"2025-10-27T14:11:37","modified_gmt":"2025-10-27T17:11:37","slug":"americano-cria-tecnica-quase-infalivel-para-acertar-todas-as-apostas-esportivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/americano-cria-tecnica-quase-infalivel-para-acertar-todas-as-apostas-esportivas\/","title":{"rendered":"Americano cria t\u00e9cnica quase infal\u00edvel para acertar todas as apostas esportivas"},"content":{"rendered":"\n<p>A revista estadunidense\u00a0<em>Wired<\/em>\u00a0revelou no inicio do m\u00eas uma tend\u00eancia pol\u00eamica que vem se espalhando nas redes sociais: apostas esportivas baseadas no ciclo menstrual de jogadoras da WNBA, a liga feminina de basquete dos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno ganhou destaque gra\u00e7as a um apostador identificado como\u00a0FadeMeBets, que afirma ter desenvolvido uma \u201ct\u00e9cnica quase infal\u00edvel\u201d para prever o desempenho das atletas. Segundo ele, sua taxa de acerto \u00e9 de aproximadamente\u00a068%, com 11 acertos em 16 previs\u00f5es. O m\u00e9todo, apelidado por ele mesmo de\u00a0\u201cblood money\u201d\u00a0\u2014 express\u00e3o que pode ser traduzida como \u201cdinheiro de sangue\u201d ou \u201cdinheiro sujo\u201d \u2014, utiliza estat\u00edsticas de desempenho das jogadoras desde o per\u00edodo universit\u00e1rio e tenta correlacion\u00e1-las com supostos ciclos menstruais de 24 a 38 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seus v\u00eddeos, publicados em plataformas como\u00a0Twitter (X)\u00a0e\u00a0Reddit, o apostador costuma iniciar as grava\u00e7\u00f5es com a frase:\u00a0<em>\u201cTemos uma v\u00edtima, rapazes\u201d<\/em>, referindo-se \u00e0 linha de aposta. Em seguida, afirma, por exemplo, que uma atleta estaria na \u201cfase l\u00fatea tardia\u201d, momento em que, segundo ele, haveria queda de rendimento f\u00edsico e mental.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da repercuss\u00e3o online, a\u00a0<em>Wired<\/em>\u00a0destaca que\u00a0nenhuma jogadora foi consultada\u00a0na apura\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es usadas por FadeMeBets, o que refor\u00e7a o car\u00e1ter especulativo da pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Especialistas denunciam pseudoci\u00eancia e sexismo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A m\u00e9dica Amy West, especialista em medicina esportiva, classificou a t\u00e9cnica como \u201cpseudocient\u00edfica e absurda\u201d. Segundo ela, \u201cnem todas as mulheres s\u00e3o iguais. O ciclo tradicional de 28 dias \u00e9 apenas uma m\u00e9dia \u2014 cada corpo funciona de forma diferente. Algu\u00e9m ser capaz de prever isso sem proximidade com a atleta \u00e9 simplesmente improv\u00e1vel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da falta de embasamento cient\u00edfico, o m\u00e9todo \u00e9 apontado como&nbsp;<strong>sexista<\/strong>&nbsp;por refor\u00e7ar estere\u00f3tipos de g\u00eanero. Para&nbsp;<strong>Nadya Okamoto<\/strong>, fundadora da marca de produtos menstruais&nbsp;<em>August<\/em>, a narrativa de que mulheres t\u00eam desempenho inferior durante parte do m\u00eas pode gerar consequ\u00eancias graves.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cUm dos grandes problemas no esporte feminino \u00e9 a equidade salarial. Se perpetuarmos a ideia de que 25% do m\u00eas as atletas n\u00e3o competem no mesmo n\u00edvel, isso alimenta estigmas e prejudica o avan\u00e7o da categoria\u201d, alertou Okamoto \u00e0&nbsp;<em>Wired<\/em>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Apesar das cr\u00edticas, o m\u00e9todo continua a ganhar adeptos em f\u00f3runs e grupos de apostas. Alguns influenciadores chegam a compartilhar v\u00eddeos com \u201cprovas\u201d ou insinua\u00e7\u00f5es sobre o ciclo menstrual das jogadoras, ampliando ainda mais a exposi\u00e7\u00e3o indevida das atletas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pol\u00eamica reflete desafios da populariza\u00e7\u00e3o da WNBA<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A atual temporada da WNBA tem sido hist\u00f3rica, com recordes de audi\u00eancia, maior presen\u00e7a de p\u00fablico e destaque para jogadoras como&nbsp;<strong>Caitlin Clark<\/strong>,&nbsp;<strong>Angel Reese<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Paige Bueckers<\/strong>. No entanto, o aumento da aten\u00e7\u00e3o masculina e do volume de apostas trouxe consigo fen\u00f4menos preocupantes, como o \u201cblood money betting\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a liga comemora o crescimento de visibilidade, especialistas alertam que pr\u00e1ticas desse tipo representam&nbsp;<strong>um retrocesso no respeito e na \u00e9tica esportiva<\/strong>, reduzindo o desempenho das atletas a teorias sem fundamento e perpetuando mitos sobre o corpo feminino.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revista estadunidense\u00a0Wired\u00a0revelou no inicio do m\u00eas uma tend\u00eancia pol\u00eamica que vem se espalhando nas redes sociais: apostas esportivas baseadas no ciclo menstrual de jogadoras da WNBA, a liga feminina de basquete dos Estados Unidos. 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