{"id":23614,"date":"2025-10-27T16:51:19","date_gmt":"2025-10-27T19:51:19","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=23614"},"modified":"2025-10-27T16:51:22","modified_gmt":"2025-10-27T19:51:22","slug":"milionario-dono-de-uma-das-maiores-redes-do-brasil-passou-por-constrangimento-ao-ser-barrado-na-propria-loja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/milionario-dono-de-uma-das-maiores-redes-do-brasil-passou-por-constrangimento-ao-ser-barrado-na-propria-loja\/","title":{"rendered":"Milion\u00e1rio, dono de uma das maiores redes do Brasil, passou por constrangimento ao ser barrado na pr\u00f3pria loja"},"content":{"rendered":"\n<p>Um v\u00eddeo que voltou a circular em&nbsp;22 de outubro de 2025&nbsp;nos grupos de WhatsApp mostra um epis\u00f3dio inusitado \u2014 e constrangedor \u2014 envolvendo&nbsp;Antenor Angeloni, fundador e um dos maiores nomes do varejo catarinense. No registro, gravado h\u00e1 cerca de&nbsp;tr\u00eas anos, o empres\u00e1rio aparece&nbsp;impedido de realizar compras em uma loja da pr\u00f3pria rede, localizada em&nbsp;Crici\u00fama (SC).<\/p>\n\n\n\n<p>Visivelmente irritado, Angeloni questiona os funcion\u00e1rios:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEu fundei, eu fiz tudo, e t\u00f4 aqui ridiculamente impedido de fazer compras?\u201d, protesta o empres\u00e1rio diante das c\u00e2meras.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O epis\u00f3dio teria sido motivado por uma&nbsp;decis\u00e3o judicial&nbsp;relacionada \u00e0 sua companheira,&nbsp;Vandressa Salvador Cesca, que \u00e0 \u00e9poca estava com o&nbsp;cart\u00e3o corporativo bloqueado&nbsp;por determina\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a. Segundo testemunhas, Vandressa tentou realizar compras e, ao n\u00e3o conseguir efetuar o pagamento,&nbsp;Antenor foi acionado&nbsp;para resolver a situa\u00e7\u00e3o, prometendo quitar o valor posteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>A tens\u00e3o aumentou quando, diante da insist\u00eancia da equipe em cumprir o protocolo, o fundador&nbsp;elevou o tom e usou palavras de baixo cal\u00e3o, exigindo explica\u00e7\u00f5es sobre as ordens recebidas \u201cda diretoria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fundador do Angeloni \u00e9 impedido de comprar no pr\u00f3prio mercado\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yAzKTdYDCbU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Rea\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Funcion\u00e1rios tentaram conter a situa\u00e7\u00e3o. Uma colaboradora chegou a afirmar:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c\u00c9 dif\u00edcil para n\u00f3s tamb\u00e9m\u201d, numa tentativa de acalmar o empres\u00e1rio.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A&nbsp;ger\u00eancia local&nbsp;acabou intervindo e sugeriu que o pagamento fosse liberado mediante&nbsp;assinatura de notas promiss\u00f3rias, o que teria irritado ainda mais Angeloni.<\/p>\n\n\n\n<p>O v\u00eddeo, que s\u00f3 agora se tornou p\u00fablico, trouxe discuss\u00f5es sobre&nbsp;gest\u00e3o corporativa, hierarquia interna e o distanciamento entre fundadores e executivos&nbsp;nas grandes redes varejistas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A hist\u00f3ria por tr\u00e1s do conflito judicial<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O epis\u00f3dio ganhou novos contornos \u00e0 medida que vieram \u00e0 tona&nbsp;<strong>detalhes de um processo judicial<\/strong>&nbsp;envolvendo&nbsp;<strong>Vandressa Salvador Cesca<\/strong>, companheira de Angeloni.<\/p>\n\n\n\n<p>Em&nbsp;fevereiro de 2023, o&nbsp;Minist\u00e9rio P\u00fablico de Santa Catarina (MPSC)&nbsp;denunciou Vandressa e sua m\u00e3e por&nbsp;apropria\u00e7\u00e3o indevida de valores&nbsp;e&nbsp;abuso de incapacidade mental&nbsp;do empres\u00e1rio. De acordo com a den\u00fancia, Vandressa teria desviado&nbsp;R$ 24,6 milh\u00f5es&nbsp;das contas pessoais de Antenor, aproveitando-se de sua&nbsp;condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade debilitada&nbsp;e de um&nbsp;quadro de dem\u00eancia diagnosticado.<\/p>\n\n\n\n<p>O promotor&nbsp;Fernando de Menezes J\u00fanior, respons\u00e1vel pelo caso, afirmou que a r\u00e9 teria criado uma empresa fict\u00edcia para movimentar os valores em benef\u00edcio pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>A sogra de Angeloni tamb\u00e9m foi denunciada por usar um&nbsp;cart\u00e3o de cr\u00e9dito do empres\u00e1rio&nbsp;para compras que somaram&nbsp;R$ 23 mil&nbsp;em produtos de uso pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>As duas mulheres foram acusadas de&nbsp;abusar de pessoa em estado de vulnerabilidade. Se condenada,&nbsp;Vandressa&nbsp;pode pegar&nbsp;mais de oito anos de pris\u00e3o, enquanto a m\u00e3e dela pode cumprir&nbsp;pena m\u00ednima de tr\u00eas anos, al\u00e9m de&nbsp;ressarcir os preju\u00edzos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O imp\u00e9rio Angeloni<\/h2>\n\n\n\n<p>Fundado h\u00e1 mais de&nbsp;<strong>70 anos<\/strong>, o&nbsp;<strong>Grupo Angeloni<\/strong>&nbsp;\u00e9 hoje a&nbsp;<strong>terceira maior rede de supermercados de Santa Catarina<\/strong>, com&nbsp;<strong>faturamento anual de R$ 3,8 bilh\u00f5es<\/strong>, atr\u00e1s apenas do&nbsp;<strong>Grupo Koch (R$ 10,3 bilh\u00f5es)<\/strong>&nbsp;e do&nbsp;<strong>Giassi (R$ 4 bilh\u00f5es)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A marca, que come\u00e7ou como um pequeno armaz\u00e9m familiar em Crici\u00fama, \u00e9 hoje s\u00edmbolo de&nbsp;<strong>tradi\u00e7\u00e3o, solidez e inova\u00e7\u00e3o no varejo catarinense<\/strong>. O grupo opera&nbsp;<strong>supermercados, farm\u00e1cias, postos de combust\u00edveis e centros de distribui\u00e7\u00e3o<\/strong>, empregando milhares de pessoas no estado.<\/p>\n\n\n\n<p>O epis\u00f3dio recente, no entanto, evidencia as&nbsp;<strong>complexidades de sucess\u00e3o e governan\u00e7a<\/strong>&nbsp;em empresas familiares que se transformam em gigantes corporativas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Repercuss\u00e3o e debate p\u00fablico<\/h2>\n\n\n\n<p>O v\u00eddeo viralizou rapidamente nas redes sociais, gerando&nbsp;<strong>repercuss\u00e3o nacional<\/strong>. Muitos usu\u00e1rios expressaram solidariedade a Angeloni, destacando a&nbsp;<strong>ironia de um fundador ser barrado em sua pr\u00f3pria loja<\/strong>. Outros, por\u00e9m, apontaram que&nbsp;<strong>os funcion\u00e1rios apenas cumpriram normas jur\u00eddicas e internas<\/strong>, sem margem para decis\u00f5es pessoais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um v\u00eddeo que voltou a circular em&nbsp;22 de outubro de 2025&nbsp;nos grupos de WhatsApp mostra um epis\u00f3dio inusitado \u2014 e constrangedor \u2014 envolvendo&nbsp;Antenor Angeloni, fundador e um dos maiores nomes do varejo catarinense. No registro, gravado h\u00e1 cerca de&nbsp;tr\u00eas anos, o empres\u00e1rio aparece&nbsp;impedido de realizar compras em uma loja da pr\u00f3pria rede, localizada em&nbsp;Crici\u00fama (SC). 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