{"id":23676,"date":"2025-10-27T19:57:48","date_gmt":"2025-10-27T22:57:48","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=23676"},"modified":"2025-10-27T19:57:50","modified_gmt":"2025-10-27T22:57:50","slug":"jurassic-park-brasileiro-parque-de-dinossauros-deve-ser-criado-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/jurassic-park-brasileiro-parque-de-dinossauros-deve-ser-criado-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Jurassic Park brasileiro: parque de dinossauros deve ser criado na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<p>Um achado cient\u00edfico digno de cinema pode transformar o norte do Brasil em um verdadeiro&nbsp;<strong>\u201cJurassic Park\u201d amaz\u00f4nico<\/strong>. Ap\u00f3s&nbsp;<strong>14 anos de pesquisa<\/strong>, cientistas da&nbsp;<strong>Universidade Federal de Roraima (UFRR)<\/strong>&nbsp;confirmaram a exist\u00eancia de&nbsp;<strong>pegadas fossilizadas de dinossauros<\/strong>&nbsp;em rochas da cidade de&nbsp;<strong>Bonfim<\/strong>, quase na fronteira com a Guiana.<\/p>\n\n\n\n<p>As marcas, de&nbsp;<strong>diferentes tamanhos e formatos<\/strong>, indicam que a regi\u00e3o foi habitada por esp\u00e9cies que viveram&nbsp;<strong>h\u00e1 cerca de 110 milh\u00f5es de anos<\/strong>, durante o per\u00edodo Cret\u00e1ceo. Entre as descobertas est\u00e3o&nbsp;<strong>impress\u00f5es de grandes dinossauros com mais de 10 metros de altura<\/strong>&nbsp;e tamb\u00e9m&nbsp;<strong>pegadas menores atribu\u00eddas a velociraptors<\/strong>, predadores conhecidos pela agilidade.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEu vi um lajedo, um afloramento de arenito, que n\u00e3o estava nos mapas. Achei o padr\u00e3o curioso. Depois de anos de an\u00e1lise, confirmamos que eram pegadas de dinossauros \u2014 desde gigantes at\u00e9 pequenas marcas de velociraptors\u201d, explicou&nbsp;<strong>Vladimir de Souza<\/strong>, professor de geologia e l\u00edder da pesquisa.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Descoberta in\u00e9dita na Amaz\u00f4nia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>As pegadas foram notadas pela primeira vez em&nbsp;<strong>2011<\/strong>, quando o professor observou forma\u00e7\u00f5es incomuns em rochas de arenito. Desde ent\u00e3o, a equipe da UFRR passou mais de uma d\u00e9cada realizando an\u00e1lises geol\u00f3gicas, mapeamentos e estudos comparativos at\u00e9 confirmar a origem pr\u00e9-hist\u00f3rica das marcas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os pesquisadores,&nbsp;<strong>as pegadas est\u00e3o preservadas em excelente estado<\/strong>, e algumas chegam a&nbsp;<strong>um metro de comprimento<\/strong>. Elas representam uma das&nbsp;<strong>poucas evid\u00eancias diretas da presen\u00e7a de dinossauros na Amaz\u00f4nia brasileira<\/strong>, uma regi\u00e3o ainda pouco explorada do ponto de vista paleontol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEssas marcas nos ajudam a entender como era o ambiente h\u00e1 milh\u00f5es de anos. Encontramos tamb\u00e9m f\u00f3sseis vegetais que contribu\u00edram para a forma\u00e7\u00e3o do lavrado, um bioma t\u00edpico de Roraima\u201d, detalhou Souza.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Parque geol\u00f3gico e turismo cient\u00edfico<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Com a confirma\u00e7\u00e3o do achado, os pesquisadores propuseram a&nbsp;<strong>cria\u00e7\u00e3o de um parque geol\u00f3gico<\/strong>&nbsp;na \u00e1rea. A ideia \u00e9 preservar o s\u00edtio e transform\u00e1-lo em&nbsp;<strong>ponto de turismo cient\u00edfico e educativo<\/strong>, promovendo tanto a pesquisa quanto o desenvolvimento econ\u00f4mico local.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cQueremos que o p\u00fablico conhe\u00e7a esse patrim\u00f4nio natural e que o local se torne um centro de visita\u00e7\u00e3o e aprendizado. Muitos outros sinais desses animais antigos ainda podem estar escondidos na Amaz\u00f4nia\u201d, afirmou o ge\u00f3logo.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O projeto deve envolver universidades, \u00f3rg\u00e3os ambientais e comunidades ind\u00edgenas da regi\u00e3o, que j\u00e1 ocupam parte do territ\u00f3rio onde as pegadas foram encontradas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um achado cient\u00edfico digno de cinema pode transformar o norte do Brasil em um verdadeiro&nbsp;\u201cJurassic Park\u201d amaz\u00f4nico. Ap\u00f3s&nbsp;14 anos de pesquisa, cientistas da&nbsp;Universidade Federal de Roraima (UFRR)&nbsp;confirmaram a exist\u00eancia de&nbsp;pegadas fossilizadas de dinossauros&nbsp;em rochas da cidade de&nbsp;Bonfim, quase na fronteira com a Guiana. 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