{"id":24433,"date":"2025-10-31T20:51:03","date_gmt":"2025-10-31T23:51:03","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=24433"},"modified":"2025-10-31T20:51:05","modified_gmt":"2025-10-31T23:51:05","slug":"nova-decisao-do-stj-muda-calculo-da-pensao-alimenticia-e-favorece-o-pai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/nova-decisao-do-stj-muda-calculo-da-pensao-alimenticia-e-favorece-o-pai\/","title":{"rendered":"Nova decis\u00e3o do STJ muda c\u00e1lculo da pens\u00e3o aliment\u00edcia e favorece o pai"},"content":{"rendered":"\n<p>O&nbsp;<strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ)<\/strong>&nbsp;definiu um novo entendimento sobre a forma de calcular o valor da&nbsp;<strong>pens\u00e3o aliment\u00edcia<\/strong>&nbsp;no Brasil. A Corte determinou que o valor deve ser baseado&nbsp;<strong>na real capacidade financeira de quem paga (alimentante)<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>nas necessidades comprovadas de quem recebe (alimentado)<\/strong>&nbsp;\u2014 e n\u00e3o mais apenas no padr\u00e3o de vida da m\u00e3e ou em eventuais mudan\u00e7as no estilo de vida da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o, que j\u00e1 passa a orientar julgamentos em todo o pa\u00eds, busca&nbsp;<strong>trazer mais equil\u00edbrio e objetividade<\/strong>&nbsp;\u00e0s a\u00e7\u00f5es de pens\u00e3o aliment\u00edcia. O STJ refor\u00e7ou que o c\u00e1lculo deve seguir o princ\u00edpio do&nbsp;<strong>bin\u00f4mio necessidade-possibilidade<\/strong>, previsto no artigo 1.694 do&nbsp;<strong>C\u00f3digo Civil<\/strong>, e que&nbsp;<strong>n\u00e3o cabe impor ao alimentante um valor que ultrapasse sua condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caso que motivou a decis\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>O novo posicionamento surgiu a partir da an\u00e1lise de um caso em que uma m\u00e3e solicitou o aumento da pens\u00e3o, alegando eleva\u00e7\u00e3o de gastos dom\u00e9sticos e melhora no padr\u00e3o de vida. O pai, no entanto, comprovou que sua renda permanecia est\u00e1vel e que o valor atual j\u00e1 representava uma parcela significativa de seu or\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao negar o pedido de reajuste, o STJ afirmou que&nbsp;<strong>a pens\u00e3o n\u00e3o deve servir para manter o alimentado em um n\u00edvel de vida superior \u00e0 realidade financeira do pai<\/strong>. O tribunal destacou que o valor dos alimentos n\u00e3o pode ser utilizado como instrumento de enriquecimento ou ac\u00famulo patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u201cEnriquecimento sem causa\u201d<\/h3>\n\n\n\n<p>Em outro caso recente, julgado pela Vara de Fam\u00edlia de Limeira (SP), o juiz decidiu&nbsp;<strong>reduzir o valor da pens\u00e3o<\/strong>&nbsp;paga por um pai ap\u00f3s constatar que a m\u00e3e destinava parte significativa dos recursos a&nbsp;<strong>investimentos pessoais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a senten\u00e7a, houve \u201c<strong>evidente excesso<\/strong>\u201d e \u201c<strong>enriquecimento sem causa<\/strong>\u201d por parte da genitora. O valor pago \u2014 equivalente a&nbsp;<strong>14 sal\u00e1rios m\u00ednimos por m\u00eas<\/strong>&nbsp;\u2014 era considerado alto para as necessidades das duas filhas. Durante a audi\u00eancia, a m\u00e3e admitiu possuir uma aplica\u00e7\u00e3o de&nbsp;<strong>R$ 200 mil<\/strong>, sendo&nbsp;<strong>R$ 150 mil provenientes de sobras da pens\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado concluiu que a pens\u00e3o deve cobrir&nbsp;<strong>alimenta\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, vestu\u00e1rio, lazer e moradia<\/strong>, mas n\u00e3o pode ser usada para&nbsp;<strong>acumular patrim\u00f4nio pessoal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Entendimento mais criterioso<\/h3>\n\n\n\n<p>Com essa nova orienta\u00e7\u00e3o, o STJ pretende&nbsp;<strong>padronizar a an\u00e1lise de pedidos de pens\u00e3o e revis\u00f5es<\/strong>, exigindo&nbsp;<strong>provas concretas<\/strong>&nbsp;tanto da renda do pagador quanto das necessidades reais do benefici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes, era comum que pedidos de aumento fossem aceitos com base apenas em&nbsp;<strong>mudan\u00e7as no estilo de vida<\/strong>&nbsp;\u2014 como reformas, viagens ou novos h\u00e1bitos de consumo \u2014, sem comprova\u00e7\u00e3o de que o respons\u00e1vel pelo pagamento teria condi\u00e7\u00f5es de arcar com o novo valor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O&nbsp;Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ)&nbsp;definiu um novo entendimento sobre a forma de calcular o valor da&nbsp;pens\u00e3o aliment\u00edcia&nbsp;no Brasil. A Corte determinou que o valor deve ser baseado&nbsp;na real capacidade financeira de quem paga (alimentante)&nbsp;e&nbsp;nas necessidades comprovadas de quem recebe (alimentado)&nbsp;\u2014 e n\u00e3o mais apenas no padr\u00e3o de vida da m\u00e3e ou em eventuais mudan\u00e7as no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":20995,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-24433","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24433","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24433"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24433\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24434,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24433\/revisions\/24434"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20995"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24433"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24433"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24433"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}