{"id":24656,"date":"2025-12-22T19:31:00","date_gmt":"2025-12-22T22:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=24656"},"modified":"2025-11-04T12:44:07","modified_gmt":"2025-11-04T15:44:07","slug":"alerta-global-pesquisadores-dizem-que-o-fim-da-terra-ja-se-iniciou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/alerta-global-pesquisadores-dizem-que-o-fim-da-terra-ja-se-iniciou\/","title":{"rendered":"Alerta global: pesquisadores dizem que o fim da Terra j\u00e1 se iniciou"},"content":{"rendered":"\n<p>Um novo relat\u00f3rio internacional divulgado em 13 de outubro de 2025 acendeu o alerta m\u00e1ximo entre a comunidade cient\u00edfica. Segundo o&nbsp;<em>Global Tipping Points Report 2025<\/em>&nbsp;(GTPR 2025), elaborado por mais de 160 pesquisadores de 20 pa\u00edses, o planeta j\u00e1 ultrapassou o primeiro de uma s\u00e9rie de pontos cr\u00edticos do sistema clim\u00e1tico \u2014 um processo que, segundo os especialistas, marca o in\u00edcio do colapso ambiental global.<\/p>\n\n\n\n<p>Os\u00a0<strong>recifes de coral tropicais<\/strong>\u00a0foram identificados como o primeiro ecossistema a cruzar um limite considerado irrevers\u00edvel. O estudo aponta que, com o atual aquecimento m\u00e9dio de 1,4\u00b0C acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais, esses recifes j\u00e1 enfrentam uma mortalidade sem precedentes, resultado direto de sucessivos epis\u00f3dios de branqueamento. \u201cMais de 80% das estruturas est\u00e3o comprometidas\u201d, alertam os cientistas, lembrando que essas forma\u00e7\u00f5es s\u00e3o fundamentais para a vida marinha e para a economia costeira.<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio explica que o planeta abriga cerca de duas dezenas de \u201cpontos de inflex\u00e3o\u201d \u2014 sistemas naturais que, ao ultrapassarem certos limites de temperatura, entram em colapso irrevers\u00edvel. O mais alarmante, segundo os pesquisadores, \u00e9 que&nbsp;<strong>o desequil\u00edbrio de um desses sistemas pode acelerar o colapso de outros<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs impactos de cruzar esses pontos representam uma amea\u00e7a massiva para a sociedade humana. H\u00e1 risco real de um efeito domin\u00f3 clim\u00e1tico, especialmente quando o aquecimento ultrapassa 1,5\u00b0C\u201d, afirmou o f\u00edsico clim\u00e1tico&nbsp;<strong>Nico Wunderling<\/strong>, da Universidade Goethe, na Alemanha, um dos autores principais do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os sistemas em risco, o relat\u00f3rio cita:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>As calotas polares da Groenl\u00e2ndia e da Ant\u00e1rtida Ocidental<\/strong>, cuja fus\u00e3o pode elevar o n\u00edvel do mar em v\u00e1rios metros;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>A Amaz\u00f4nia<\/strong>, que j\u00e1 mostra sinais de savaniza\u00e7\u00e3o com o aumento da temperatura e o desmatamento;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>A circula\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica do Atl\u00e2ntico (AMOC)<\/strong>, respons\u00e1vel por regular o clima da Europa e outras regi\u00f5es, que pode entrar em colapso com menos de 2\u00b0C de aquecimento global.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u201cO tempo est\u00e1 se esgotando\u201d<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O coordenador do relat\u00f3rio,&nbsp;<strong>Tim Lenton<\/strong>, diretor do&nbsp;<em>Global Systems Institute<\/em>&nbsp;da Universidade de Exeter (Reino Unido), afirma que a humanidade est\u00e1 \u201cse aproximando rapidamente de m\u00faltiplos pontos de inflex\u00e3o simult\u00e2neos\u201d. O pesquisador alerta que os modelos clim\u00e1ticos tradicionais ainda subestimam a velocidade e a intensidade dessas mudan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Lenton, caso o aquecimento continue no ritmo atual,&nbsp;<strong>a revers\u00e3o de danos em larga escala se tornar\u00e1 imposs\u00edvel<\/strong>. \u201cEstamos entrando em uma era em que o passado n\u00e3o serve mais como refer\u00eancia para o futuro. O sistema clim\u00e1tico est\u00e1 mudando de forma n\u00e3o linear e imprevis\u00edvel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ainda h\u00e1 tempo para agir<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar do tom de urg\u00eancia, o relat\u00f3rio ressalta que \u00e9 poss\u00edvel limitar o impacto de novos colapsos com&nbsp;<strong>a\u00e7\u00f5es imediatas de mitiga\u00e7\u00e3o<\/strong>. A transi\u00e7\u00e3o acelerada para energias renov\u00e1veis, a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es e o fim do desmatamento s\u00e3o medidas consideradas essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores tamb\u00e9m destacam que&nbsp;<strong>\u201cpontos de inflex\u00e3o positivos\u201d<\/strong>&nbsp;podem ser alcan\u00e7ados \u2014 transforma\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas e autossustent\u00e1veis rumo a um modelo global de baixo carbono. \u201cO destino do planeta ainda pode ser moldado pelas decis\u00f5es que tomarmos agora\u201d, conclui o documento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo relat\u00f3rio internacional divulgado em 13 de outubro de 2025 acendeu o alerta m\u00e1ximo entre a comunidade cient\u00edfica. 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