{"id":26545,"date":"2025-11-23T11:36:00","date_gmt":"2025-11-23T14:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=26545"},"modified":"2025-11-19T14:44:11","modified_gmt":"2025-11-19T17:44:11","slug":"meis-agora-podem-ser-desenquadrados-e-pagar-imposto-alto-mesmo-sem-atingir-o-teto-de-r-81-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/meis-agora-podem-ser-desenquadrados-e-pagar-imposto-alto-mesmo-sem-atingir-o-teto-de-r-81-mil\/","title":{"rendered":"MEIs agora podem ser desenquadrados e pagar imposto alto mesmo sem atingir o teto de R$ 81 mil"},"content":{"rendered":"\n<p>Os microempreendedores individuais passam a ter um novo crit\u00e9rio de fiscaliza\u00e7\u00e3o a partir da&nbsp;<strong>Resolu\u00e7\u00e3o CGSN n\u00ba 183\/2025<\/strong>, publicada pela Receita Federal:&nbsp;<strong>a renda da pessoa f\u00edsica agora ser\u00e1 somada ao faturamento do MEI<\/strong>&nbsp;para verificar se o empreendedor permanece dentro do limite de&nbsp;<strong>R$ 81 mil por ano<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica,&nbsp;<strong>mesmo quem n\u00e3o ultrapassa o teto pelo CNPJ poder\u00e1 ser desenquadrado<\/strong>&nbsp;se tiver outras fontes de renda pelo CPF \u2014 como servi\u00e7os aut\u00f4nomos, consultorias, freelas, comiss\u00f5es ou qualquer atividade remunerada.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a atinge diretamente quem usa simultaneamente \u201cdois canais\u201d de receita (PF + PJ) e, at\u00e9 ent\u00e3o, permanecia dentro do MEI apenas considerando o faturamento do CNPJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a nova norma, o limite anual passa a considerar:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Receita do CNPJ do MEI<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Receita da pessoa f\u00edsica do mesmo titular<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Exemplo:<br>Um MEI fatura R$ 50 mil na empresa, mas ganha R$ 40 mil como aut\u00f4nomo pelo CPF \u2192&nbsp;<strong>ser\u00e1 desenquadrado<\/strong>, porque a soma ultrapassa os R$ 81 mil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que a mudan\u00e7a foi feita<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A Receita afirma que o objetivo \u00e9&nbsp;<strong>evitar fraudes e distor\u00e7\u00f5es<\/strong>, especialmente de empreendedores que:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>atuam como empresa de fato, mas se dividem entre PF e MEI para \u201ccaber\u201d no limite;<\/li>\n\n\n\n<li>usam atividades diferentes para diluir o faturamento;<\/li>\n\n\n\n<li>recebem alto volume de pagamentos digitais ou notas como aut\u00f4nomos enquanto mant\u00eam um MEI ativo.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Com a integra\u00e7\u00e3o dos sistemas federais, estaduais e municipais, os dados de\u00a0<strong>notas fiscais, Pix e pagamentos eletr\u00f4nicos<\/strong> agora s\u00e3o cruzados\u00a0<strong>em tempo real<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quem ser\u00e1 mais afetado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>MEIs que t\u00eam\u00a0<strong>duas atividades<\/strong>\u00a0(uma no CNPJ e outra no CPF).<\/li>\n\n\n\n<li>Profissionais que exercem\u00a0<strong>ocupa\u00e7\u00f5es n\u00e3o permitidas para MEI<\/strong>\u00a0no CPF, mas possuem CNPJ ativo.<\/li>\n\n\n\n<li>Empreendedores com trabalho formal + MEI + freelas.<\/li>\n\n\n\n<li>Vendedores online que complementam a renda com servi\u00e7os aut\u00f4nomos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Para evitar desenquadramento inesperado, especialistas recomendam:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2714&nbsp;<strong>Monitorar mensalmente todas as receitas<\/strong>&nbsp;\u2014 do CPF e do CNPJ<br>\u2714 Usar sistema de gest\u00e3o ou planilha para consolidar os valores<br>\u2714 Organizar contratos e notas fiscais separadamente<br>\u2714 Consultar um contador para planejamento tribut\u00e1rio<br>\u2714 Avaliar migra\u00e7\u00e3o segura para ME ou Simples, se necess\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A regra j\u00e1 est\u00e1 valendo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A Resolu\u00e7\u00e3o entrou em vigor no final de outubro e&nbsp;<strong>impactar\u00e1 diretamente a DASN 2026<\/strong>&nbsp;(Declara\u00e7\u00e3o Anual do Simples Nacional), relativa ao ano-base 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 mais r\u00edgida, e inconsist\u00eancias podem gerar:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>desenquadramento autom\u00e1tico,<\/li>\n\n\n\n<li>cobran\u00e7a retroativa de impostos,<\/li>\n\n\n\n<li>multas,<\/li>\n\n\n\n<li>e obrigatoriedade de recolhimento complementar.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Poss\u00edvel al\u00edvio no futuro?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Ainda tramita no Senado o projeto que pretende&nbsp;<strong>aumentar o teto do MEI para at\u00e9 R$ 140 mil anuais<\/strong>&nbsp;\u2014 proposta considerada essencial por especialistas para acompanhar a realidade econ\u00f4mica atual.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso n\u00e3o acontece, a nova regra torna o acompanhamento financeiro&nbsp;<strong>obrigat\u00f3rio<\/strong>&nbsp;para quem deseja continuar enquadrado como MEI.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os microempreendedores individuais passam a ter um novo crit\u00e9rio de fiscaliza\u00e7\u00e3o a partir da&nbsp;Resolu\u00e7\u00e3o CGSN n\u00ba 183\/2025, publicada pela Receita Federal:&nbsp;a renda da pessoa f\u00edsica agora ser\u00e1 somada ao faturamento do MEI&nbsp;para verificar se o empreendedor permanece dentro do limite de&nbsp;R$ 81 mil por ano. Na pr\u00e1tica,&nbsp;mesmo quem n\u00e3o ultrapassa o teto pelo CNPJ poder\u00e1 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":6299,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-26545","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26545","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26545"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26545\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26549,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26545\/revisions\/26549"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6299"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26545"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26545"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26545"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}