{"id":29510,"date":"2025-12-16T17:16:05","date_gmt":"2025-12-16T20:16:05","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=29510"},"modified":"2025-12-16T17:16:08","modified_gmt":"2025-12-16T20:16:08","slug":"mulheres-ganham-novo-beneficio-do-governo-e-podem-solicitar-auxilio-salario-por-6-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/mulheres-ganham-novo-beneficio-do-governo-e-podem-solicitar-auxilio-salario-por-6-meses\/","title":{"rendered":"Mulheres ganham novo benef\u00edcio do Governo e podem solicitar aux\u00edlio-sal\u00e1rio por 6 meses"},"content":{"rendered":"\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica afastadas do trabalho por medida protetiva ter\u00e3o direito \u00e0\u00a0<strong>manuten\u00e7\u00e3o da renda por at\u00e9 seis meses<\/strong>, com pagamento feito pelo\u00a0<strong>Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi tomada nesta segunda-feira (15), no plen\u00e1rio virtual da Corte, e passa a valer para seguradas do Regime Geral de Previd\u00eancia Social (RGPS).<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o beneficia mulheres que contribuem para o INSS, seja por v\u00ednculo formal de emprego, seja como\u00a0aut\u00f4nomas ou microempreendedoras individuais (MEIs). Nos casos em que houver empregador, os\u00a0primeiros 15 dias de afastamento\u00a0continuar\u00e3o sendo pagos pela empresa. A partir do 16\u00ba dia, o\u00a0INSS assume o pagamento do aux\u00edlio\u00a0pelo per\u00edodo restante, limitado a seis meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mulheres que\u00a0n\u00e3o s\u00e3o seguradas da Previd\u00eancia Social, como trabalhadoras informais, o STF definiu que a assist\u00eancia financeira dever\u00e1 ser garantida pelo\u00a0Estado, em car\u00e1ter assistencial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Afastamento n\u00e3o ser\u00e1 solicitado diretamente ao INSS<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio n\u00e3o ser\u00e1 requerido diretamente ao INSS. Caber\u00e1 ao&nbsp;<strong>ju\u00edzo estadual<\/strong>, respons\u00e1vel pelas medidas protetivas, avaliar a necessidade de afastamento do trabalho com base na&nbsp;<strong>Lei Maria da Penha (Lei n\u00ba 11.340\/2006)<\/strong>. A legisla\u00e7\u00e3o j\u00e1 previa a possibilidade de afastamento por at\u00e9 seis meses, com manuten\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo trabalhista, mas n\u00e3o especificava quem deveria custear a remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao interpretar a norma, o STF entendeu que a preserva\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo inclui tamb\u00e9m a&nbsp;<strong>manuten\u00e7\u00e3o da fonte de renda<\/strong>, garantindo prote\u00e7\u00e3o social \u00e0 v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>STF aponta lacuna legal e define responsabilidade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dos ministros, a legisla\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e assistencial n\u00e3o contemplava situa\u00e7\u00f5es em que a mulher precisa se afastar do trabalho n\u00e3o por incapacidade laboral, mas por risco \u00e0 sua integridade f\u00edsica ou psicol\u00f3gica. Em muitos casos, a viol\u00eancia sofrida n\u00e3o gera incapacidade m\u00e9dica, mas imp\u00f5e a necessidade de afastamento por seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o entendimento da Corte, a decis\u00e3o supre essa lacuna e oferece uma resposta institucional a um problema social grave, em um contexto em que o Brasil figura entre os pa\u00edses com maiores \u00edndices de mortes violentas de mulheres, conforme dados do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica afastadas do trabalho por medida protetiva ter\u00e3o direito \u00e0\u00a0manuten\u00e7\u00e3o da renda por at\u00e9 seis meses, com pagamento feito pelo\u00a0Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 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