{"id":29607,"date":"2025-12-17T14:13:45","date_gmt":"2025-12-17T17:13:45","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=29607"},"modified":"2025-12-17T14:13:47","modified_gmt":"2025-12-17T17:13:47","slug":"empresas-agora-serao-obrigadas-a-manter-o-salario-de-mulheres-afastadas-por-violencia-domestica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/empresas-agora-serao-obrigadas-a-manter-o-salario-de-mulheres-afastadas-por-violencia-domestica\/","title":{"rendered":"Empresas agora ser\u00e3o obrigadas a manter o sal\u00e1rio de mulheres afastadas por viol\u00eancia dom\u00e9stica"},"content":{"rendered":"\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que\u00a0empresas dever\u00e3o manter o sal\u00e1rio de mulheres afastadas do trabalho por viol\u00eancia dom\u00e9stica durante os primeiros 15 dias\u00a0de afastamento. Ap\u00f3s esse per\u00edodo, o pagamento do benef\u00edcio passa a ser de responsabilidade do\u00a0Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), enquanto durar a medida protetiva determinada pela Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Maria da Penha j\u00e1 previa que mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica poderiam ser afastadas do trabalho por at\u00e9&nbsp;<strong>seis meses<\/strong>, por decis\u00e3o judicial, com&nbsp;<strong>manuten\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo empregat\u00edcio<\/strong>. No entanto, a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o definia quem deveria arcar com o pagamento da remunera\u00e7\u00e3o durante esse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao julgar o tema, o STF estabeleceu crit\u00e9rios claros para o custeio do benef\u00edcio, encerrando uma d\u00favida jur\u00eddica que se arrastava h\u00e1 anos. A decis\u00e3o tem&nbsp;<strong>repercuss\u00e3o geral<\/strong>, ou seja, dever\u00e1 ser aplicada por todas as inst\u00e2ncias da Justi\u00e7a em casos semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Empregador paga os primeiros 15 dias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;<strong>trabalhadoras com carteira assinada e contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Previd\u00eancia Social<\/strong>, os ministros definiram um modelo semelhante ao adotado em afastamentos por doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos&nbsp;<strong>primeiros 15 dias<\/strong>, o pagamento do sal\u00e1rio ser\u00e1 feito pelo&nbsp;<strong>empregador<\/strong>. A partir do&nbsp;<strong>16\u00ba dia<\/strong>, o benef\u00edcio passa a ser pago pelo&nbsp;<strong>INSS<\/strong>, enquanto durar o afastamento determinado pela Justi\u00e7a, que pode chegar a seis meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o STF, o afastamento configura uma&nbsp;<strong>interrup\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho<\/strong>, o que justifica a preserva\u00e7\u00e3o da renda e dos direitos da empregada durante o per\u00edodo de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Benef\u00edcio assistencial para trabalhadoras informais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A Corte tamb\u00e9m tratou da situa\u00e7\u00e3o das&nbsp;<strong>mulheres que n\u00e3o contribuem para a Previd\u00eancia<\/strong>, como aut\u00f4nomas informais. Nesses casos, o pagamento n\u00e3o ter\u00e1 natureza previdenci\u00e1ria, mas&nbsp;<strong>assistencial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio dever\u00e1 ser garantido pelo Estado, com base nos princ\u00edpios da&nbsp;<strong>Lei Org\u00e2nica da Assist\u00eancia Social (LOAS)<\/strong>, assegurando uma prote\u00e7\u00e3o financeira m\u00ednima \u00e0 v\u00edtima, mesmo sem v\u00ednculo formal de emprego.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>INSS poder\u00e1 cobrar ressarcimento do agressor<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Outro ponto relevante da decis\u00e3o \u00e9 a possibilidade de&nbsp;<strong>responsabiliza\u00e7\u00e3o financeira do agressor<\/strong>. O STF definiu que o INSS poder\u00e1 ingressar com&nbsp;<strong>a\u00e7\u00e3o regressiva<\/strong>&nbsp;para cobrar do autor da viol\u00eancia os valores pagos \u00e0 v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas a\u00e7\u00f5es ser\u00e3o julgadas pela&nbsp;<strong>Justi\u00e7a Federal<\/strong>, refor\u00e7ando o entendimento de que o custo da viol\u00eancia dom\u00e9stica n\u00e3o deve recair de forma permanente sobre o Estado, mas sobre quem deu causa ao afastamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que\u00a0empresas dever\u00e3o manter o sal\u00e1rio de mulheres afastadas do trabalho por viol\u00eancia dom\u00e9stica durante os primeiros 15 dias\u00a0de afastamento. Ap\u00f3s esse per\u00edodo, o pagamento do benef\u00edcio passa a ser de responsabilidade do\u00a0Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), enquanto durar a medida protetiva determinada pela Justi\u00e7a. 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