{"id":30331,"date":"2025-12-26T09:26:59","date_gmt":"2025-12-26T12:26:59","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=30331"},"modified":"2025-12-26T13:51:31","modified_gmt":"2025-12-26T16:51:31","slug":"facebook-e-instagram-agora-vao-taxar-usuarios-em-125-e-cobranca-comeca-ja-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/facebook-e-instagram-agora-vao-taxar-usuarios-em-125-e-cobranca-comeca-ja-em-2026\/","title":{"rendered":"Facebook e Instagram agora v\u00e3o taxar usu\u00e1rios em 12,5% e cobran\u00e7a come\u00e7a j\u00e1 em 2026"},"content":{"rendered":"\n<p>Anunciar no Facebook e no Instagram ficar\u00e1 mais caro a partir de 1\u00ba de janeiro de 2026. A Meta, controladora das plataformas, passar\u00e1 a repassar integralmente aos anunciantes os tributos incidentes sobre os servi\u00e7os de publicidade digital, o que deve elevar em cerca de 12,15% o custo final das campanhas no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o marca o fim de uma pr\u00e1tica adotada pela empresa at\u00e9 hoje: a absor\u00e7\u00e3o de impostos como PIS\/Cofins, com al\u00edquota de 9,25%, e ISS, de 2,9%. A partir de 2026, esses valores passar\u00e3o a constar diretamente na fatura de quem anuncia, impactando or\u00e7amentos de empresas, ag\u00eancias e profissionais de marketing.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Facebook e Instagram mais caros?<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo a Meta, a altera\u00e7\u00e3o busca alinhar a opera\u00e7\u00e3o brasileira \u00e0 estrat\u00e9gia global da companhia e \u00e0s pr\u00e1ticas do mercado local. Em comunicado enviado aos anunciantes, a empresa alertou que a mudan\u00e7a exigir\u00e1 ajustes internos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEssas mudan\u00e7as podem exigir ajustes na estrat\u00e9gia de or\u00e7amento da sua empresa \u2014 por favor, compartilhe esse comunicado com suas equipes de Finan\u00e7as, Compras e M\u00eddia\/Marketing\u201d, informou a Meta.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o valor exibido no Ads Manager continuar\u00e1 mostrando apenas o or\u00e7amento l\u00edquido da campanha, sem impostos. J\u00e1 a fatura e o boleto incluir\u00e3o o total com a carga tribut\u00e1ria. Isso significa que, para entregar o mesmo volume de an\u00fancios, o desembolso real ser\u00e1 maior.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa apresentou exemplos para ilustrar o impacto. Em campanhas p\u00f3s-pagas, um plano de m\u00eddia de R$ 1.000 exigir\u00e1 um or\u00e7amento interno de R$ 1.138,30. Caso o anunciante tenha como limite m\u00e1ximo de desembolso R$ 1.000, o valor efetivamente entregue em an\u00fancios ser\u00e1 de R$ 878,50, com o restante destinado ao pagamento de impostos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impacto direto na competitividade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O reajuste ocorre em um momento de forte depend\u00eancia das empresas brasileiras em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 publicidade digital. Segundo a eMarketer, o Brasil registrou US$ 8,68 bilh\u00f5es em investimentos em m\u00eddia digital em 2024, com proje\u00e7\u00e3o de crescimento anual de 14,5% at\u00e9 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo dos \u00faltimos anos, o marketing digital se consolidou como um centro de custo previs\u00edvel, baseado em m\u00e9tricas r\u00e1pidas como cliques, impress\u00f5es e convers\u00f5es. Com a nova pol\u00edtica da Meta, essa previsibilidade passa a ser pressionada por um aumento estrutural de custos.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a reforma tribut\u00e1ria preveja a cria\u00e7\u00e3o da CBS e do IBS, esses novos tributos entrar\u00e3o em fase de testes em 2026 com al\u00edquota simb\u00f3lica de 1%, sem impacto relevante no valor final das faturas. O principal fator do aumento \u00e9, de fato, a decis\u00e3o da Meta de repassar impostos que antes eram absorvidos pela pr\u00f3pria empresa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que empresas e gestores precisam revisar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para \u00e1reas de finan\u00e7as e compras, a mudan\u00e7a exige replanejamento imediato do or\u00e7amento anual, com a inclus\u00e3o do acr\u00e9scimo de 12,15% em todas as previs\u00f5es de investimento em m\u00eddia nas plataformas da Meta. Tamb\u00e9m ser\u00e1 necess\u00e1rio revisar centros de custo e alinhar expectativas internas, j\u00e1 que o valor exibido nas ferramentas continuar\u00e1 diferente do desembolso real.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda a possibilidade de aproveitamento de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, a depender do regime fiscal de cada empresa, o que torna essencial a an\u00e1lise junto \u00e0s \u00e1reas cont\u00e1bil e fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para equipes de marketing e m\u00eddia, o desafio ser\u00e1 ajustar o planejamento de campanhas. Caso o or\u00e7amento bruto n\u00e3o seja ampliado, a entrega tende a ser menor, com redu\u00e7\u00e3o de alcance, impress\u00f5es e cliques. Nesse cen\u00e1rio, ganham import\u00e2ncia a otimiza\u00e7\u00e3o de criativos, a segmenta\u00e7\u00e3o mais eficiente e a revis\u00e3o do mix de canais, incluindo alternativas como Google Ads, CRM, afiliados e influenciadores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anunciar no Facebook e no Instagram ficar\u00e1 mais caro a partir de 1\u00ba de janeiro de 2026. A Meta, controladora das plataformas, passar\u00e1 a repassar integralmente aos anunciantes os tributos incidentes sobre os servi\u00e7os de publicidade digital, o que deve elevar em cerca de 12,15% o custo final das campanhas no Brasil. 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