{"id":30414,"date":"2025-12-26T16:00:02","date_gmt":"2025-12-26T19:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=30414"},"modified":"2025-12-26T16:00:05","modified_gmt":"2025-12-26T19:00:05","slug":"existe-um-planeta-dentro-de-jupiter-e-a-humanidade-ainda-nao-tem-como-alcanca-lo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/existe-um-planeta-dentro-de-jupiter-e-a-humanidade-ainda-nao-tem-como-alcanca-lo\/","title":{"rendered":"Existe um planeta dentro de J\u00fapiter e a humanidade ainda n\u00e3o tem como alcan\u00e7\u00e1-lo"},"content":{"rendered":"\n<p>J\u00fapiter, o maior planeta do Sistema Solar, pode esconder em seu interior algo que lembra um mundo pr\u00f3prio. Pesquisas recentes indicam que, sob as espessas camadas de hidrog\u00eanio e h\u00e9lio, existe um n\u00facleo rochoso gigantesco, com at\u00e9 25 vezes a massa da Terra, comprimido por bilh\u00f5es de anos pela gravidade extrema do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o seja um \u201cplaneta\u201d no sentido cl\u00e1ssico, os cientistas descrevem essa estrutura como um corpo s\u00f3lido ou semiss\u00f3lido de dimens\u00f5es t\u00e3o grandes que desafia compara\u00e7\u00f5es convencionais \u2014 e que, na pr\u00e1tica, permanece inalcan\u00e7\u00e1vel pela tecnologia humana atual.<\/p>\n\n\n\n<p>Modelos mais recentes sugerem que o interior de J\u00fapiter \u00e9 formado por camadas conc\u00eantricas complexas. No centro estaria um n\u00facleo composto por rochas e gelo altamente comprimidos, cercado por regi\u00f5es de hidrog\u00eanio met\u00e1lico e, mais externamente, por gases em estado convencional.<\/p>\n\n\n\n<p>Simula\u00e7\u00f5es computacionais de alta precis\u00e3o, realizadas no supercomputador <strong>DiRAC COSMA<\/strong>, da Universidade de Durham, mostraram que esse n\u00facleo n\u00e3o \u00e9 difuso nem misturado de forma homog\u00eanea com as camadas externas, como algumas teorias defendiam anteriormente.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"777\" height=\"437\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-305.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-30415\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-305.png 777w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-305-300x169.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-305-768x432.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-305-150x84.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-305-750x422.png 750w\" sizes=\"(max-width: 777px) 100vw, 777px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Simula\u00e7\u00e3o n\u00facleo de J\u00fapiter (Reprodu\u00e7\u00e3o\/<em>Jacob Kegerries\/Thomas Sandnes<\/em>)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impactos violentos n\u00e3o explicam a estrutura atual<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo testou cen\u00e1rios extremos, incluindo colis\u00f5es gigantescas durante a forma\u00e7\u00e3o de J\u00fapiter. Mesmo nesses casos, os resultados n\u00e3o indicaram a forma\u00e7\u00e3o de um n\u00facleo \u201cdilu\u00eddo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 fascinante explorar como um planeta gigante como J\u00fapiter reagiria a um dos eventos mais violentos que um planeta em crescimento pode sofrer\u201d, afirmou <strong>Thomas Sandnes<\/strong>, pesquisador da Universidade de Durham e autor principal do <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1093\/mnras\/staf1105\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVemos nas simula\u00e7\u00f5es que esse tipo de impacto literalmente sacode o planeta at\u00e9 o n\u00facleo \u2014 mas n\u00e3o da forma necess\u00e1ria para explicar o interior de J\u00fapiter que observamos hoje\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os cientistas, o material denso deslocado por um impacto tende a se reorganizar rapidamente, reassentando-se no centro e mantendo uma separa\u00e7\u00e3o clara entre o n\u00facleo rochoso e as camadas gasosas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Saturno refor\u00e7a o mist\u00e9rio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>J\u00fapiter n\u00e3o est\u00e1 sozinho nesse enigma. Evid\u00eancias recentes indicam que <strong>Saturno tamb\u00e9m possui um n\u00facleo dilu\u00eddo ou estruturalmente complexo<\/strong>, o que sugere que esses interiores n\u00e3o s\u00e3o resultado de eventos raros e catastr\u00f3ficos, mas de processos graduais ao longo da forma\u00e7\u00e3o dos planetas gigantes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO fato de Saturno tamb\u00e9m apresentar um n\u00facleo dilu\u00eddo refor\u00e7a a ideia de que essas estruturas n\u00e3o surgem de impactos extremamente raros, mas se formam lentamente durante a longa evolu\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria\u201d, explicou <strong>Luis Teodoro<\/strong>, da Universidade de Oslo.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos avan\u00e7os na observa\u00e7\u00e3o espacial, alcan\u00e7ar fisicamente esse \u201cmundo interno\u201d de J\u00fapiter est\u00e1 muito al\u00e9m das capacidades atuais. A press\u00e3o e a temperatura aumentam drasticamente \u00e0 medida que se avan\u00e7a em dire\u00e7\u00e3o ao centro do planeta, tornando qualquer tentativa de explora\u00e7\u00e3o direta invi\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00fapiter, o maior planeta do Sistema Solar, pode esconder em seu interior algo que lembra um mundo pr\u00f3prio. Pesquisas recentes indicam que, sob as espessas camadas de hidrog\u00eanio e h\u00e9lio, existe um n\u00facleo rochoso gigantesco, com at\u00e9 25 vezes a massa da Terra, comprimido por bilh\u00f5es de anos pela gravidade extrema do planeta. 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