{"id":31089,"date":"2026-01-06T18:13:15","date_gmt":"2026-01-06T21:13:15","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=31089"},"modified":"2026-01-06T18:13:17","modified_gmt":"2026-01-06T21:13:17","slug":"brasil-liga-alerta-e-vai-investir-em-usinas-nucleares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/brasil-liga-alerta-e-vai-investir-em-usinas-nucleares\/","title":{"rendered":"Brasil liga alerta e vai investir em usinas nucleares"},"content":{"rendered":"\n<p>O crescimento acelerado da demanda por energia, impulsionado pela intelig\u00eancia artificial, pela economia digital e pelas metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de carbono, fez o Brasil ligar o sinal de alerta e recolocar a energia nuclear no centro do planejamento estrat\u00e9gico. Mesmo sem ter aderido ao compromisso firmado por mais de 20 pa\u00edses na COP28, que prev\u00ea triplicar a capacidade nuclear global at\u00e9 2050, o pa\u00eds come\u00e7a a estruturar o caminho para novos investimentos no setor, com foco em seguran\u00e7a, regula\u00e7\u00e3o e estabilidade do fornecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o ganha peso ap\u00f3s o evento da COP30, que foi sediada no Brasil, e em meio \u00e0 ambi\u00e7\u00e3o do governo de transformar o pa\u00eds em um hub global de data centers sustent\u00e1veis. Embora a matriz el\u00e9trica brasileira seja majoritariamente limpa, baseada em hidrel\u00e9tricas, e\u00f3lica e solar, a intermit\u00eancia dessas fontes acende o debate sobre alternativas capazes de garantir energia cont\u00ednua em larga escala.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Energia firme para uma demanda crescente<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo a Ag\u00eancia Internacional de Energia (IEA), os data centers j\u00e1 consomem cerca de 1,5% de toda a eletricidade mundial e devem dobrar essa participa\u00e7\u00e3o at\u00e9 2030. A expans\u00e3o da intelig\u00eancia artificial \u00e9 o principal vetor desse crescimento, exigindo fontes energ\u00e9ticas confi\u00e1veis e constantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a energia nuclear surge como op\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica. A IEA estima que, at\u00e9 o fim da d\u00e9cada, quase 60% da eletricidade consumida por data centers vir\u00e1 de fontes renov\u00e1veis combinadas com a energia nuclear.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"420\" height=\"280\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-38.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-31090\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-38.png 420w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-38-300x200.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-38-150x100.png 150w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Usina de Angra (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Eletronuclear)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Criada em 2025, a Autoridade Nacional de Seguran\u00e7a Nuclear (ANSN) marca uma mudan\u00e7a estrutural no setor nuclear brasileiro. Antes, a Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear (CNEN) acumulava fun\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o e de desenvolvimento cient\u00edfico, o que gerava cr\u00edticas e questionamentos internacionais. Com a reformula\u00e7\u00e3o, a regula\u00e7\u00e3o passou a ser responsabilidade de uma ag\u00eancia independente, ligada ao Minist\u00e9rio de Minas e Energia.<\/p>\n\n\n\n<p>A separa\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es atende a uma antiga reivindica\u00e7\u00e3o do setor, ao evitar conflitos de interesse e refor\u00e7ar a credibilidade do Brasil no cen\u00e1rio internacional. Enquanto a ANSN responde por normas, licenciamento e fiscaliza\u00e7\u00e3o, os institutos t\u00e9cnico-cient\u00edficos da CNEN concentram-se em pesquisa, inova\u00e7\u00e3o e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Seguran\u00e7a e transpar\u00eancia no centro da expans\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Institui\u00e7\u00f5es como o IPEN (em S\u00e3o Paulo), o IEN (no Rio de Janeiro), o CDTN (em Belo Horizonte) e o CRCN-NE (em Recife) permanecem como pilares do desenvolvimento cient\u00edfico nuclear. J\u00e1 a ANSN atua para criar um ambiente regulat\u00f3rio que permita a expans\u00e3o do setor com padr\u00f5es elevados de seguran\u00e7a e transpar\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o pa\u00eds ainda avance lentamente na conclus\u00e3o de sua terceira usina nuclear \u2014 iniciada nos anos 1980 \u2014, o refor\u00e7o institucional e o novo contexto energ\u00e9tico global indicam uma mudan\u00e7a de postura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O crescimento acelerado da demanda por energia, impulsionado pela intelig\u00eancia artificial, pela economia digital e pelas metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de carbono, fez o Brasil ligar o sinal de alerta e recolocar a energia nuclear no centro do planejamento estrat\u00e9gico. 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