{"id":31095,"date":"2026-01-10T15:39:00","date_gmt":"2026-01-10T18:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=31095"},"modified":"2026-01-08T08:24:09","modified_gmt":"2026-01-08T11:24:09","slug":"criador-do-feijao-mais-produzido-do-brasil-morreu-aos-84-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/criador-do-feijao-mais-produzido-do-brasil-morreu-aos-84-anos\/","title":{"rendered":"Criador do feij\u00e3o mais produzido do Brasil morreu aos 84 anos"},"content":{"rendered":"\n<p>Morreu aos 84 anos o pesquisador <strong>Luiz D\u2019Artagnan de Almeida<\/strong>, considerado o \u201cpai do feij\u00e3o Carioquinha\u201d, variedade que se tornou a mais consumida do Brasil. O falecimento ocorreu na \u00faltima sexta-feira (2), em Campinas (SP), e foi confirmado nesta segunda-feira (5) pelo <strong>Instituto Agron\u00f4mico (IAC)<\/strong>. O sepultamento aconteceu no Cemit\u00e9rio Municipal de Monte Mor, no interior paulista.<\/p>\n\n\n\n<p>D\u2019Artagnan ingressou no Instituto Agron\u00f4mico em 1967 e construiu toda a sua carreira na institui\u00e7\u00e3o, vinculada \u00e0 Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo, onde atuou at\u00e9 se aposentar, em 2002. Ele trabalhou na antiga Se\u00e7\u00e3o de Leguminosas, dedicando-se \u00e0 pesquisa agron\u00f4mica e ao melhoramento gen\u00e9tico do feijoeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao lado dos pesquisadores <strong>Shiro Miyasaka<\/strong> e <strong>Herm\u00f3genes Freitas Leit\u00e3o Filho<\/strong>, D\u2019Artagnan foi respons\u00e1vel pelas primeiras avalia\u00e7\u00f5es agron\u00f4micas e culin\u00e1rias do feij\u00e3o carioca, que viria a revolucionar o mercado nacional.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"802\" height=\"1200\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-41-802x1200.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-31107\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-41-802x1200.png 802w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-41-200x300.png 200w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-41-768x1150.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-41-150x225.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-41-750x1123.png 750w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-41.png 984w\" sizes=\"(max-width: 802px) 100vw, 802px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Luiz D\u2019Artagnan de Almeida<\/strong> (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Instagram)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O nascimento do feij\u00e3o carioca<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria do feij\u00e3o mais popular do pa\u00eds come\u00e7ou em 1966, quando gr\u00e3os listrados foram enviados ao IAC pelo engenheiro agr\u00f4nomo <strong>Waldimir Coronado Antunes<\/strong>, ent\u00e3o chefe da Casa de Agricultura da <strong>CATI<\/strong> (Coordenadoria de Assist\u00eancia T\u00e9cnica Integral). O material chamou a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores, que iniciaram estudos detalhados sobre produtividade, adapta\u00e7\u00e3o ao solo e aceita\u00e7\u00e3o culin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em <strong>1969<\/strong>, a variedade foi oficialmente lan\u00e7ada, sob responsabilidade direta de D\u2019Artagnan, e incorporada ao projeto de produ\u00e7\u00e3o de sementes b\u00e1sicas da CATI. Poucos anos depois, na d\u00e9cada de 1970, com a cria\u00e7\u00e3o do <strong>Programa de Melhoramento Gen\u00e9tico do Feij\u00e3o<\/strong>, o carioca consolidou-se como a principal variedade cultivada e consumida no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impacto no consumo e na produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O feij\u00e3o carioca passou a representar cerca de <strong>66% do consumo nacional<\/strong>, tornando-se sin\u00f4nimo do feij\u00e3o presente na mesa dos brasileiros. O avan\u00e7o trouxe ganhos significativos em qualidade, produtividade e padroniza\u00e7\u00e3o dos gr\u00e3os, beneficiando produtores e consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela contribui\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e pelo impacto duradouro de seu trabalho na agricultura brasileira, Luiz D\u2019Artagnan de Almeida recebeu diversas homenagens ao longo da carreira e ficou carinhosamente conhecido como o <strong>\u201cpai do Carioquinha\u201d<\/strong>, t\u00edtulo que marcou sua import\u00e2ncia para a hist\u00f3ria da pesquisa agropecu\u00e1ria no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Morreu aos 84 anos o pesquisador Luiz D\u2019Artagnan de Almeida, considerado o \u201cpai do feij\u00e3o Carioquinha\u201d, variedade que se tornou a mais consumida do Brasil. O falecimento ocorreu na \u00faltima sexta-feira (2), em Campinas (SP), e foi confirmado nesta segunda-feira (5) pelo Instituto Agron\u00f4mico (IAC). 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