{"id":31168,"date":"2026-01-07T14:51:00","date_gmt":"2026-01-07T17:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=31168"},"modified":"2026-01-07T14:44:36","modified_gmt":"2026-01-07T17:44:36","slug":"pesquisadores-japoneses-descobrem-que-o-verdadeiro-risco-no-volante-nao-e-ouvir-audios-mas-conversar-com-os-outros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/pesquisadores-japoneses-descobrem-que-o-verdadeiro-risco-no-volante-nao-e-ouvir-audios-mas-conversar-com-os-outros\/","title":{"rendered":"Pesquisadores japoneses descobrem que o verdadeiro risco no volante n\u00e3o \u00e9 ouvir \u00e1udios, mas conversar com os outros"},"content":{"rendered":"\n<p>Conversar ao volante pode ser mais perigoso do que se imaginava \u2014 e n\u00e3o apenas por tirar a aten\u00e7\u00e3o do motorista. Um estudo conduzido por pesquisadores da <strong>Universidade de Sa\u00fade Fujita<\/strong>, no Jap\u00e3o, aponta que <strong>falar enquanto dirige atrasa os movimentos oculares respons\u00e1veis por identificar riscos<\/strong>, comprometendo a avalia\u00e7\u00e3o visual necess\u00e1ria para uma condu\u00e7\u00e3o segura. O trabalho foi publicado na revista cient\u00edfica <em>PLOS ONE<\/em> e traz novas evid\u00eancias sobre como a carga cognitiva da conversa afeta o c\u00e9rebro antes mesmo de qualquer rea\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa buscou responder uma lacuna deixada por estudos anteriores: se falar ao dirigir interfere n\u00e3o apenas na tomada de decis\u00e3o, mas nos <strong>processos visuais iniciais<\/strong>, que antecedem a frenagem ou qualquer manobra. Para isso, os cientistas analisaram o comportamento ocular de 30 adultos saud\u00e1veis em tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es distintas: falando, apenas ouvindo e sem nenhuma tarefa paralela.<\/p>\n\n\n\n<p>Os participantes foram submetidos a testes de movimentos r\u00e1pidos dos olhos, nos quais precisavam identificar e focar alvos visuais em diferentes dire\u00e7\u00f5es. O resultado foi claro: <strong>somente a condi\u00e7\u00e3o de fala provocou atrasos significativos<\/strong> no tempo de rea\u00e7\u00e3o, no deslocamento do olhar e na estabiliza\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o sobre o alvo. Ouvir \u00e1udios, por outro lado, n\u00e3o gerou impacto relevante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAproximadamente 90% das informa\u00e7\u00f5es usadas na dire\u00e7\u00e3o s\u00e3o adquiridas visualmente. Qualquer atraso nos movimentos oculares pode se transformar em demora para reconhecer perigos e reagir fisicamente\u201d, explica <strong>Shintaro Uehara<\/strong>, professor associado da Universidade de Sa\u00fade Fujita e l\u00edder do estudo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pequenos atrasos, grandes riscos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Embora os atrasos identificados sejam de fra\u00e7\u00f5es de segundo, os pesquisadores alertam que, no tr\u00e2nsito, <strong>esses milissegundos podem ser decisivos<\/strong>, especialmente em situa\u00e7\u00f5es que exigem respostas r\u00e1pidas, como a presen\u00e7a repentina de pedestres, motociclistas ou obst\u00e1culos na pista.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo, o problema n\u00e3o est\u00e1 apenas no uso do celular, mas no esfor\u00e7o mental exigido para formular respostas e manter uma conversa. Mesmo di\u00e1logos com viva-voz imp\u00f5em uma carga cognitiva capaz de interferir nos mecanismos neurais que controlam o olhar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs resultados indicam que as demandas cognitivas associadas \u00e0 fala interferem nos mecanismos respons\u00e1veis por iniciar e controlar os movimentos dos olhos, que s\u00e3o o primeiro est\u00e1gio do processamento visuomotor durante a dire\u00e7\u00e3o\u201d, conclui <strong>Uehara<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reflexo no tr\u00e2nsito brasileiro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os achados ganham ainda mais relev\u00e2ncia diante do cen\u00e1rio brasileiro. Em 2022, o pa\u00eds registrou<a href=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2024\/10\/15\/acidentes-de-transito-no-brasil-registram-mais-de-92-mortes-por-dia-estima-abramet\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <strong>mais de um milh\u00e3o de acidentes de tr\u00e2nsito<\/strong><\/a>, com <strong>33,8 mil mortes<\/strong>, segundo dados oficiais. Isso representa, em m\u00e9dia, <strong>92 \u00f3bitos por dia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para cada \u00f3bito no tr\u00e2nsito, \u00e9 uma m\u00e9dia at\u00e9 dez feridos ou sequelados em rela\u00e7\u00e3o aos sinistros que acontecem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conversar ao volante pode ser mais perigoso do que se imaginava \u2014 e n\u00e3o apenas por tirar a aten\u00e7\u00e3o do motorista. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Sa\u00fade Fujita, no Jap\u00e3o, aponta que falar enquanto dirige atrasa os movimentos oculares respons\u00e1veis por identificar riscos, comprometendo a avalia\u00e7\u00e3o visual necess\u00e1ria para uma condu\u00e7\u00e3o segura. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":6677,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-31168","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31168","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31168"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31168\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31169,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31168\/revisions\/31169"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6677"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31168"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31168"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31168"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}