{"id":31709,"date":"2026-01-12T16:38:46","date_gmt":"2026-01-12T19:38:46","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=31709"},"modified":"2026-01-12T16:38:49","modified_gmt":"2026-01-12T19:38:49","slug":"heineken-sofre-golpe-duro-e-ambev-esta-pulando-de-alegria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/heineken-sofre-golpe-duro-e-ambev-esta-pulando-de-alegria\/","title":{"rendered":"Heineken sofre golpe duro e Ambev est\u00e1 pulando de alegria"},"content":{"rendered":"\n<p>A Heineken enfrenta um de seus momentos mais delicados dos \u00faltimos anos. O presidente-executivo da cervejaria holandesa, Dolf van den Brink, anunciou sua ren\u00fancia nesta segunda-feira (12), ap\u00f3s quase seis anos no comando da segunda maior fabricante de cerveja do mundo. A sa\u00edda inesperada ocorre em meio \u00e0 queda no consumo global, press\u00e3o sobre as margens e desempenho abaixo dos principais concorrentes \u2014 cen\u00e1rio que abre espa\u00e7o para rivais como a Ambev ganharem ainda mais for\u00e7a, especialmente no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Van den Brink assumiu a lideran\u00e7a da Heineken em junho de 2020, no auge da pandemia da Covid-19. Desde ent\u00e3o, comandou a empresa durante um per\u00edodo marcado por infla\u00e7\u00e3o recorde de custos, retra\u00e7\u00e3o do consumo e necessidade de reajustes agressivos de pre\u00e7os, fatores que impactaram negativamente vendas, margens e o valor das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O executivo deixar\u00e1 oficialmente o cargo em 31 de maio e permanecer\u00e1 como consultor da companhia por oito meses, a partir de junho. Segundo a empresa, o conselho de supervis\u00e3o j\u00e1 iniciou a busca por um sucessor, algo considerado at\u00edpico, j\u00e1 que a Heineken costuma anunciar o novo CEO de forma planejada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Heineken chegou a um est\u00e1gio em que uma transi\u00e7\u00e3o na lideran\u00e7a servir\u00e1 melhor \u00e0 empresa na execu\u00e7\u00e3o de suas ambi\u00e7\u00f5es de longo prazo\u201d, afirmou Dolf van den Brink em comunicado oficial.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"799\" height=\"628\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-115.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-31710\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-115.png 799w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-115-300x236.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-115-768x604.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-115-150x118.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-115-750x589.png 750w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Dolf van der Brink (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Wikip\u00e9dia)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desempenho abaixo dos rivais acende alerta no mercado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Analistas apontam que o momento da sa\u00edda n\u00e3o chega a ser uma surpresa. Desde que van den Brink assumiu, as a\u00e7\u00f5es da Heineken apresentaram desempenho inferior ao de concorrentes diretas, como a AB InBev \u2014 controladora da Ambev \u2014 e a Carlsberg. Nos \u00faltimos cinco anos, os pap\u00e9is da cervejaria holandesa acumulam queda superior a 25%.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa tamb\u00e9m j\u00e1 sinalizou que deve registrar retra\u00e7\u00e3o de 2% a 3% no volume de cerveja vendido no balan\u00e7o anual, al\u00e9m de crescimento de lucro no piso da proje\u00e7\u00e3o divulgada anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impacto no Brasil e vantagem para a Ambev<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>No Brasil, a instabilidade no comando global da Heineken pode gerar reflexos estrat\u00e9gicos. A companhia disputa diretamente espa\u00e7o com a Ambev, l\u00edder absoluta do mercado nacional e dona de marcas como Skol, Brahma e Antarctica. Qualquer sinal de fragilidade da concorrente \u00e9 visto com entusiasmo pelo setor, especialmente em um momento de consumo mais contido e disputa acirrada por participa\u00e7\u00e3o de mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a Heineken enfrenta incertezas sobre sua lideran\u00e7a e desempenho, a Ambev mant\u00e9m posi\u00e7\u00e3o consolidada, com forte presen\u00e7a log\u00edstica, portf\u00f3lio diversificado e maior capacidade de absorver oscila\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Setor pressionado e transi\u00e7\u00e3o delicada<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A sa\u00edda de van den Brink se soma a uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as no alto escal\u00e3o de grandes empresas de bens de consumo, pressionadas pelo alto custo de vida e pela mudan\u00e7a no comportamento dos consumidores, que t\u00eam reduzido o consumo de \u00e1lcool.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante sua gest\u00e3o, o executivo apostou em campanhas que posicionavam a cerveja como um \u201cconector social\u201d e liderou aquisi\u00e7\u00f5es em mercados emergentes, como \u00cdndia, \u00c1frica do Sul e Am\u00e9rica Central. Ainda assim, os resultados n\u00e3o foram suficientes para sustentar o ritmo frente aos principais concorrentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Heineken enfrenta um de seus momentos mais delicados dos \u00faltimos anos. O presidente-executivo da cervejaria holandesa, Dolf van den Brink, anunciou sua ren\u00fancia nesta segunda-feira (12), ap\u00f3s quase seis anos no comando da segunda maior fabricante de cerveja do mundo. 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