{"id":32625,"date":"2026-01-20T12:54:33","date_gmt":"2026-01-20T15:54:33","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=32625"},"modified":"2026-01-20T12:54:35","modified_gmt":"2026-01-20T15:54:35","slug":"eike-batista-construiu-um-imperio-de-ouro-mas-uma-mina-nos-eua-virou-prejuizo-de-us-100-milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/eike-batista-construiu-um-imperio-de-ouro-mas-uma-mina-nos-eua-virou-prejuizo-de-us-100-milhoes\/","title":{"rendered":"Eike Batista construiu um imp\u00e9rio de ouro, mas uma mina nos EUA virou preju\u00edzo de US$ 100 milh\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>Antes de se tornar s\u00edmbolo da ascens\u00e3o e da queda do imp\u00e9rio X, Eike Batista construiu sua fortuna inicial no setor de minera\u00e7\u00e3o, especialmente na explora\u00e7\u00e3o de ouro. Ao longo de d\u00e9cadas, o empres\u00e1rio chegou a operar 12 minas de ouro e prata em diferentes pa\u00edses. Uma delas, nos Estados Unidos, pr\u00f3xima ao Parque Nacional de Yellowstone, transformou-se em um dos epis\u00f3dios mais caros de sua trajet\u00f3ria: um preju\u00edzo estimado em\u00a0<strong>US$ 100 milh\u00f5es<\/strong>, ap\u00f3s multas ambientais que levaram \u00e0 doa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea ao governo americano.<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de Eike Batista com o ouro come\u00e7ou ainda jovem, no in\u00edcio dos anos 1980. Fluente em v\u00e1rios idiomas, ele atuava como intermedi\u00e1rio entre garimpeiros da Amaz\u00f4nia e compradores internacionais, principalmente da Europa. Aos 21 anos, fundou a Autram Aurem, empresa voltada \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o do metal precioso, e acumulou cerca de&nbsp;<strong>US$ 6 milh\u00f5es em apenas um ano e meio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Pouco tempo depois, Eike passou a comprar garimpos e investir na profissionaliza\u00e7\u00e3o da extra\u00e7\u00e3o. \u201cComprei a mina mais rica que conhecia e cubamos com tecnologia canadense. O resultado mudou tudo\u201d, relatou em entrevista ao podcast&nbsp;<em>O Investidor com Prop\u00f3sito<\/em>. Segundo ele, algumas opera\u00e7\u00f5es chegaram a registrar&nbsp;<strong>margens operacionais de at\u00e9 90%<\/strong>, com ganhos mensais na casa de&nbsp;<strong>US$ 1 milh\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-234.png\" alt=\"Eike Batista\" class=\"wp-image-29791\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-234.png 1024w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-234-300x225.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-234-768x576.png 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-234-150x113.png 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-234-750x563.png 750w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">(Reprodu\u00e7\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Dezenas de minas e expans\u00e3o internacional<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Ao longo da carreira, Eike Batista esteve \u00e0 frente de projetos aur\u00edferos no Brasil, Canad\u00e1, Chile e Estados Unidos. Entre 1980 e 2000, ele afirma ter criado cerca de&nbsp;<strong>US$ 20 bilh\u00f5es em valor<\/strong>&nbsp;com oito minas de ouro no Brasil e no Canad\u00e1, al\u00e9m de uma mina de prata no Chile.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse avan\u00e7o levou Eike \u00e0 presid\u00eancia da canadense&nbsp;<strong>TVX Gold<\/strong>, listada na Bolsa de Toronto, consolidando sua atua\u00e7\u00e3o no mercado internacional de minera\u00e7\u00e3o. No auge dessa fase, o empres\u00e1rio chegou a operar&nbsp;<strong>12 minas de ouro e prata simultaneamente<\/strong>, um feito raro mesmo entre grandes grupos do setor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A mina nos EUA e o preju\u00edzo milion\u00e1rio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos projetos mais emblem\u00e1ticos \u2014 e problem\u00e1ticos \u2014 foi uma mina localizada nos Estados Unidos, pr\u00f3xima ao Parque Nacional de Yellowstone. Segundo o pr\u00f3prio Eike, a opera\u00e7\u00e3o acabou sendo alvo de&nbsp;<strong>multas ambientais que somaram cerca de US$ 100 milh\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do impasse e dos custos elevados, o empres\u00e1rio decidiu&nbsp;<strong>doar a \u00e1rea ao parque nacional<\/strong>, encerrando a atividade. Com isso, tornou-se, segundo ele, \u201co brasileiro que aumentou a extens\u00e3o do Parque de Yellowstone\u201d. O epis\u00f3dio marcou um ponto de virada ao evidenciar os riscos regulat\u00f3rios e ambientais associados \u00e0 minera\u00e7\u00e3o em \u00e1reas sens\u00edveis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de se tornar s\u00edmbolo da ascens\u00e3o e da queda do imp\u00e9rio X, Eike Batista construiu sua fortuna inicial no setor de minera\u00e7\u00e3o, especialmente na explora\u00e7\u00e3o de ouro. Ao longo de d\u00e9cadas, o empres\u00e1rio chegou a operar 12 minas de ouro e prata em diferentes pa\u00edses. 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